AVALIAÇÃO PULMONAR

Dr. Ivan de Azevedo
Cirurgião Torácico
CRM 52 84668-6
Formado pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre/RS
Dr. Ivan de Azevedo
Cirurgião Torácico
CRM 52 84668-6
Formado pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre/RS
A avaliação funcional pulmonar é uma ferramenta essencial na prática clínica moderna, permitindo compreender com precisão a capacidade respiratória do paciente e orientar decisões médicas com maior segurança.
Trata-se de um conjunto de exames que avaliam o desempenho dos pulmões, indo além da análise estrutural e oferecendo uma visão detalhada da função respiratória.
Em um cenário em que fatores ambientais e comportamentais impactam diretamente a saúde pulmonar, essa avaliação torna-se ainda mais relevante.
Sequelas respiratórias decorrentes da Covid-19 têm sido frequentemente observadas, mesmo em pacientes que apresentaram quadros leves da doença. Redução da capacidade pulmonar, fadiga respiratória e limitação ao esforço estão entre as alterações mais comuns.
Além disso, a exposição contínua à poluição atmosférica contribui para um processo inflamatório crônico das vias aéreas. Esse fator, muitas vezes silencioso, pode levar a prejuízos progressivos da função pulmonar, reforçando a importância de uma avaliação preventiva, mesmo na ausência de sintomas evidentes.
O tabagismo permanece como um dos principais agentes de agressão pulmonar. Seus efeitos afetam diretamente a eficiência das trocas gasosas e reduzem a reserva funcional dos pulmões.
Mesmo após a cessação do hábito, a avaliação funcional é fundamental para mensurar possíveis danos e orientar a reabilitação.
Outro ponto relevante é o impacto do exercício físico. A prática esportiva, quando bem orientada, contribui para o fortalecimento da função respiratória.
No entanto, em indivíduos submetidos a esforço intenso, a avaliação funcional pulmonar pode identificar limitações, auxiliar no desempenho e prevenir complicações.
No contexto
ANSIEDADE OU TDAH?

Laís Rezende Cordeiro
Neuropsicóloga
CRP 05/69762
Graduada em Psicologia pela Faculdade Estácio de Sá
Pós-graduada em Neuropsicologia pelas Faculdades Líbano e IPOG
Laís Rezende Cordeiro
Neuropsicóloga
CRP 05/69762
Graduada em Psicologia pela Faculdade Estácio de Sá
Pós-graduada em Neuropsicologia pelas Faculdades Líbano e IPOG
Entenda por que os sintomas podem se confundir. Nos últimos anos, uma pergunta começou a aparecer com frequência em consultórios, empresas e redes sociais: “Será que eu tenho ansiedade ou TDAH?”
A dificuldade de foco, os esquecimentos frequentes, a sensação de cansaço mental e a mente acelerada passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas. E, justamente por isso, cresce também o número de adultos tentando entender o próprio funcionamento mental.
Mas, afinal: como diferenciar ansiedade de TDAH?
A resposta nem sempre é simples, porque os dois quadros podem apresentar sintomas parecidos. Tanto a ansiedade quanto o TDAH podem causar dificuldade de concentração, procrastinação, irritabilidade, desorganização e sensação de sobrecarga emocional.
Muitas pessoas cresceram ouvindo que eram “desatentas”, “preguiçosas”, “avoadas” ou “intensas demais”, sem perceber que existia um sofrimento emocional e cognitivo por trás dessas dificuldades.
Segundo o neurologista e pesquisador Russell Barkley, um dos principais nomes mundiais no estudo do TDAH, o transtorno vai muito além da atenção. Ele envolve alterações nas chamadas funções executivas, habilidades cerebrais responsáveis pelo planejamento, organização, controle de impulsos, gerenciamento do tempo e regulação emocional.
Isso ajuda a explicar por que muitos adultos com TDAH conseguem manter hiperfoco em atividades que despertam interesse, mas, enfrentam enorme dificuldade para iniciar tarefas simples do cotidiano.
Já, a ansiedade costuma funcionar de outra maneira.
Aaron Beck, criador da Terapia Cognitivo-Comportamental, descrevia que pessoas ansiosas frequentemente vivem em estado constante de alerta mental. A mente permanece acelerada, antecipando problemas, cobranças e preocupações excessivas.
Como consequência, o cérebro pode apresentar dificuldade para manter foco, memória e organização. Ou seja: em alguns casos, a pessoa não consegue se concentrar, porque o cérebro está sobrecarregado pela ansiedade.
Em outros, a dificuldade atencional faz parte de um transtorno do neurodesenvolvimento, como o TDAH.
E existe ainda uma terceira possibilidade: os dois quadros podem acontecer juntos.
BEM-ESTAR ANIMAL E SAÚDE PÚBLICA: UM COMPROMISSO POLITICO

Em um país onde mais de 70% das famílias convivem com animais de estimação, o bem-estar animal transcende a questão ética e se consolida como tema central de saúde pública. No contexto das eleições de 2026, essa agenda ganha relevância estratégica, com iniciativas como a Carta-Compromisso pela Proteção Animal e a Agenda Legislativa Animal 2026 mobilizando sociedade civil, Congresso e candidatos.
A conexão entre bem-estar animal e saúde pública é inegável. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), cerca de 75% das doenças infecciosas emergentes em humanos têm origem animal. No Brasil, zoonoses como raiva, leishmaniose, leptospirose e esporotricose representam riscos constantes. Programas de castração, vacinação e controle populacional de cães e gatos não apenas reduzem o sofrimento animal, mas também, previnem surtos e aliviam o sistema público de saúde.
Em março de 2026, mais de 20 organizações lançaram, na Câmara dos Deputados, a Carta-Compromisso pela Proteção, Bem-Estar e Direitos dos Animais – Eleições 2026. O documento convoca pré-candidatos à Presidência da República, governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados a assumirem metas concretas: endurecimento de penas contra maus-tratos, políticas para fauna silvestre, combate ao tráfico e reconhecimento dos animais como seres sencientes — capazes de sentir dor e emoções.
Paralelamente, a Agenda Legislativa Animal 2026 destaca mais de 500 projetos em tramitação, com 20 prioridades. Entre elas, incentivos fiscais para cuidados veterinários, acolhimento de animais em desastres climáticos e melhoria do bem-estar na produção animal. O governo federal anunciou um pacote de medidas reforçando multas por crueldade e a criação de um fórum permanente de participação social.
Para a saúde mental, a relação com os animais é poderosa. Terapias assistidas por animais reduzem estresse, ansiedade e depressão em hospitais, asilos e programas de reabilitação. Pets bem cuidados fortalecem laços familiares e promovem atividade física. Já, o abandono e os maus-tratos geram custos emocionais e econômicos para a
LASER NA ODONTOPEDIATRIA: CUIDADO COM MAIS CONFORTO

A odontopediatria atual busca um atendimento cada vez mais humanizado, confortável e eficiente. Nesse cenário, a laserterapia se tornou uma aliada importante na prática clínica, contribuindo para transformar a experiência da criança no consultório.
Mais do que uma tecnologia, o laser representa uma mudança na forma de cuidar. Muitas crianças chegam ao atendimento com medo ou insegurança, e utilizar recursos que reduzam dor, desconforto e tempo clínico é essencial para uma abordagem mais empática e centrada no paciente.
Na prática, utilizo tanto o laser cirúrgico (alta potência) quanto o terapêutico (baixa potência), sempre conforme a indicação clínica. Essa versatilidade amplia as possibilidades de tratamento dentro da odontopediatria contemporânea.
O laser cirúrgico é especialmente útil em procedimentos como frenectomias lingual e labial. Sua precisão permite cortes delicados, com mínimo sangramento, menor necessidade de sutura e um pós-operatório mais confortável e previsível.
Além disso, há redução da dor e do edema, favorecendo uma recuperação mais rápida. Esse tipo de abordagem minimamente invasiva impacta diretamente na experiência da criança e na tranquilidade dos pais.
Casos de bebês com anquiloglossia e dificuldade na amamentação são frequentes na prática diária.
A frenectomia realizada a laser é rápida, segura e pouco invasiva, proporcionando um pós-operatório tranquilo. Logo no pós-cirúrgico imediato, podemos observar diferença na pega e evolução satisfatória da mamada na grande maioria dos casos.
Situações como essa evidenciam o impacto de uma intervenção adequada na qualidade de vida do paciente e de sua família. Na odontopediatria, muitas vezes cuidamos também das angústias envolvidas no processo.
Outro benefício importante é a redução do tempo clínico. Procedimentos mais rápidos favorecem a colaboração da criança e tornam o atendimento mais previsível e tranquilo.
Já o laser terapêutico atua na modulação inflamatória, no controle da dor e na cicatrização. Seus efeitos analgésico e anti-inflamatório permitem uma abordagem mais confortável e eficaz em diversas situações.
Ele também
VIVER MELHOR – ANSIEDADE E ALIMENTAÇÃO: COMO A NUTRIÇÃO PODE AJUDAR NO CONTROLE EMOCIONAL

VIVER MELHOR – ANSIEDADE E ALIMENTAÇÃO: COMO A NUTRIÇÃO PODE AJUDAR NO CONTROLE EMOCIONAL
A ansiedade é uma das queixas mais comuns da atualidade e pode impactar diretamente os hábitos alimentares. Muitas pessoas recorrem à comida como forma de aliviar emoções, o que pode gerar episódios de compulsão, culpa e um ciclo difícil de interromper.
A nutrição, nesse contexto, desempenha um papel fundamental no equilíbrio do organismo e no apoio à saúde mental. Alguns nutrientes são essenciais para a produção de neurotransmissores, como a serotonina, conhecida como o hormônio do bem-estar.
Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas de qualidade, contribui para a estabilidade dos níveis de energia e ajuda a evitar picos de glicose no sangue, que podem intensificar os sintomas de ansiedade. Além disso, o consumo adequado de proteínas e gorduras boas em cada refeição é fundamental para promover maior saciedade e evitar a fome excessiva, que muitas vezes, está associada a escolhas impulsivas.
Outro ponto importante é a regularidade alimentar. Ficar longos períodos sem comer pode aumentar a irritabilidade, a compulsão e a sensação de descontrole. Por isso, manter uma rotina com refeições bem distribuídas ao longo do dia é uma estratégia simples e eficaz.
Também é importante observar o consumo de estimulantes, como: cafeína e bebidas energéticas, que podem agravar sintomas como agitação, insônia e taquicardia. Vale destacar que a alimentação não substitui o acompanhamento psicológico ou médico, mas é uma grande aliada no cuidado integral da saúde.
Adotar uma relação mais consciente com a comida, respeitando os sinais de fome e saciedade, pode transformar não apenas o corpo, mas também, a forma como lidamos com as emoções.
Cuidar da alimentação é, acima de tudo, um ato de autocuidado. Pequenas mudanças no dia a dia podem trazer grandes benefícios para o equilíbrio emocional e a qualidade de vida.
A técnica de respiração diafragmática com apoio das mãos ajuda a aumentar a percepção do próprio ritmo respiratório e
NOVOS PARÂMETROS PARA CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA NO BRASIL

Foi publicada, em 20/05/25, no Diário Oficial da União, a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 2.429/25, que estabelece novas regras e parâmetros para a cirurgia bariátrica e metabólica em adultos e adolescentes.
As novas regras foram estabelecidas em uma Câmara Técnica do CFM, tendo como base os mais recentes estudos científicos que comprovam os benefícios da cirurgia para o tratamento da obesidade e da síndrome metabólica.
“A nova resolução do CFM é um divisor de águas, pois responde diretamente aos anseios da população que convive com a obesidade grave e suas múltiplas comorbidades.” A cirurgia bariátrica é reconhecida, cada vez mais, como a ferramenta mais eficaz, duradoura e custo-efetiva no controle da obesidade e de suas complicações metabólicas.
A nova norma do CFM unifica a Resolução 2.131/2015, que regulamenta a cirurgia bariátrica, juntamente com a Resolução 2.172/17, que regulamenta o mesmo tipo de procedimento para pacientes com diabetes tipo 2.
Com as novas regras, pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40, tendo ou não comorbidades, e pacientes com IMC acima de 35 e inferior a 40, com doenças associadas, continuam sob os mesmos critérios para submissão à cirurgia.
Já os pacientes com IMC entre 30 e 35 passam a ser elegíveis à cirurgia, desde que tenham diabetes tipo 2, doença cardiovascular grave com lesão em órgão-alvo, doença renal crônica precoce em decorrência do diabetes tipo 2, apneia do sono grave, doença hepática gordurosa não alcoólica com fibrose, afecções com indicação de transplante, refluxo gastroesofágico com indicação cirúrgica ou osteoartrose grave.
Pelas regras anteriores, só poderiam se submeter à cirurgia pacientes com até 10 anos de diagnóstico de diabetes, e desde que, possuíssem mais de 30 anos de idade e menos de 70. Também era exigido que o paciente tivesse sido acompanhado por um endocrinologista por mais de dois anos, tendo apresentado refratariedade aos tratamentos propostos. A nova Resolução do CFM não
IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE QUÍMICA DE SOLO

Essa ferramenta da Agronomia pode ser comparada ao exame de sangue solicitado pelo médico, servindo para nortear as necessidades reais do tratamento a ser recomendado.
Investir em um plantio ou realizar uma adubação da cultura já instalada sem esse instrumento é um verdadeiro tiro no escuro.
Para obtermos uma produção economicamente viável, além das condições climáticas e do controle de pragas e doenças, é necessário conhecer o que o solo possui em nível de minerais, para entender o que precisa ser inserido e em qual quantidade, inclusive o momento adequado dessa inclusão, de acordo com a fase da lavoura.
O plantio e a condução de um cultivo agrícola, além de envolverem uma série de riscos, representam um investimento alto. Assim, todas as formas de diminuir os riscos fazem parte de um planejamento rumo à viabilidade financeira.
Diante do custo do cultivo de qualquer cultura, a análise química do solo possui um custo irrisório comparado à economia que ela pode proporcionar.
Quando o agricultor se arrisca a usar corretivos e adubos sem conhecer as propriedades nutricionais do solo, ele fica totalmente exposto ao risco de colocar nutrientes demais sem necessidade e deixar de fornecer outros dos quais o solo apresenta carência, gerando gasto sem eficiência.
É como ter um problema de saúde e tomar o remédio errado por conta própria, agravando ainda mais a enfermidade.
Um erro muito cometido é a aplicação do calcário sem a análise, como se fosse uma receita de bolo.
Todo solo tem um nível de pH, que pode ser ácido, neutro ou alcalino.
O calcário tem a capacidade de corrigir a acidez do solo, para que as plantas consigam absorver os minerais.
Assim, quando o solo não está ácido e o calcário é aplicado, corre-se o risco de tornar esse solo alcalino, de forma que as plantas também não consigam absorver os nutrientes, e
A ATUAÇÃO DA FONOAUDIOLOGIA NEONATAL

Mariana Oliveira
Fono Neopediatria
CRFª 11 811
Formada pela UFRJ
Pós Graduação pela UCB em Audiologia Clínica e Ocupacional
Pós Graduação pela FINAMA em Fono Neopediatria
Mariana Oliveira
Fono Neopediatria
CRFª 11 811
Formada pela UFRJ
Pós Graduação pela UCB em Audiologia Clínica e Ocupacional
Pós Graduação pela FINAMA em Fono Neopediatria
Quando falamos em Fonoaudiologia, muitas pessoas ainda associam a atuação às alterações da fala e da linguagem. No entanto, a atuação fonoaudiológica começa muito antes das primeiras palavras — ela pode acontecer desde o pré-natal, com orientações aos pais, gestantes e rede de apoio, e seguir após o nascimento, contribuindo, já no início da vida, para o desenvolvimento das funções de sucção, respiração e deglutição, por meio do aleitamento materno. Além disso, atua na promoção do desenvolvimento da comunicação, linguagem e audição.
Nesse início da vida, o fonoaudiólogo tem papel fundamental em duas triagens importantes: a Triagem Auditiva Neonatal (TAN), conhecida como teste da orelhinha, e a avaliação do frênulo lingual em recém-nascidos, conhecida como teste da linguinha.
A amamentação vai muito além da nutrição. Ela envolve vínculo, desenvolvimento motor oral, respiração, coordenação de sucção, deglutição e até mesmo, o crescimento adequado das estruturas da face. Para que esse processo aconteça de forma eficiente e confortável para mãe e bebê, diversos fatores precisam estar em harmonia.
É nesse contexto que o fonoaudiólogo atua de maneira preventiva, diagnóstica e, se necessário, terapêutica, avaliando as funções orais do recém-nascido e auxiliando nas dificuldades que podem surgir nos primeiros dias de amamentação.
Mães que relatam dor intensa ao amamentar, fissuras mamilares, dificuldade de pega, estalos durante a mamada, ganho de peso insuficiente do bebê ou mamadas muito longas podem estar enfrentando alterações que merecem avaliação especializada.
Uma das possíveis causas dessas dificuldades é a anquiloglossia, conhecida popularmente como “língua presa”. Essa condição ocorre quando o frênulo lingual — pequena membrana localizada abaixo da língua — limita os movimentos linguais, podendo interferir diretamente na sucção e na amamentação.
O teste da linguinha é um protocolo de avaliação realizado nos primeiros dias de vida do bebê e tem como objetivo identificar
MUDANÇAS CLIMÁTICAS: CIÊNCIA OU POLÍTICA?

A ciência vem detalhando a história do clima na Terra. Nos primórdios do planeta, há 4,5 bilhões de anos, o clima era muito hostil à vida. Além das temperaturas elevadas, havia longos períodos de chuvas e secas, além de oscilações climáticas acentuadas. A vida resistiu. Não existia ainda a humanidade, que só recentemente se formou. Houve muitas extinções, mas também, o surgimento de novas espécies.
O último período de altas temperaturas naturais ocorreu há 125 mil anos e durou cerca de 15 mil anos. A humanidade já existia, mas, suportou esse cenário. Em um tempo tão remoto, a humanidade era diminuta em comparação aos atuais 8 bilhões de habitantes. O pequeno número de pessoas distribuía-se entre África, Ásia e Europa. Oceania e América ainda não haviam sido colonizadas pelos humanos. Não havia agricultura, pecuária, indústria e cidades como as conhecemos atualmente. Os grupos humanos viviam de alimentos coletados, pescados e caçados.
Depois de viver 15 mil anos em temperaturas elevadas, a humanidade enfrentou um novo e longo período de frio: a última grande glaciação. Com o fim dela, oficialmente, datado de 11.700 anos atrás, as temperaturas começaram a se elevar e a apresentar pequenas oscilações: ora frio, ora calor.
A partir de 1850, ano em que foi feita a primeira medição da temperatura mundial, os índices começaram a subir. Como o processo de elevação foi lento, a humanidade se comportou como o sapo em uma panela com água sobre o fogo: enquanto a água está morna, tudo bem; quando se torna muito quente, não há como fugir.
De 1850 até os nossos dias, a temperatura oscilou, mas, a tendência era a de uma linha ascendente. Uma nova fase de aquecimento natural estaria acontecendo? A partir da década de 1980, instituições científicas demonstraram que as atividades humanas estão lançando grandes volumes de gases causadores do efeito estufa. Os principais são o gás carbônico e o metano. Eles tornam mais espessa a camada natural
LITÍASE URINÁRIA: CÁLCULO RENAL

A litíase urinária, conhecida popularmente como “pedra nos rins”, afeta entre 1% e 20% da população. Sua ocorrência está relacionada a fatores genéticos, alimentares, étnicos, geográficos e climáticos.
É mais comum em pessoas brancas do que em pessoas negras, em homens mais do que em mulheres e em adultos mais do que em crianças. O pico de incidência ocorre entre os 30 e 50 anos. Embora seja menos frequente em pessoas com menos de 20 anos, observa-se, nas últimas décadas, um aumento de 5% a 10% ao ano na população pediátrica, possivelmente relacionado a mudanças nos hábitos de vida e ao aumento da obesidade.
A formação dos cálculos renais é um processo complexo. Ela ocorre quando substâncias presentes na urina, como sais e minerais, se concentram e formam pequenos cristais. Esses cristais podem aderir ao revestimento interno dos rins e crescer ao longo do tempo, formando os cálculos.
A baixa ingestão de líquidos é um dos principais fatores de risco, pois leva à urina mais concentrada. Além disso, a formação dos cálculos depende de um equilíbrio delicado entre substâncias que favorecem a cristalização e outras que a inibem, como: o citrato, o magnésio e o pirofosfato. Algumas bactérias causadoras de infecção urinária também podem contribuir para a formação de cálculos ao tornar a urina mais alcalina, originando os chamados cálculos de estruvita.
Os sintomas variam de acordo com a localização do cálculo. Quando estão nos rins e não causam obstrução ou infecção, podem não provocar sintomas. No entanto, quando se deslocam para o ureter, podem causar a chamada cólica renal, caracterizada por dor intensa devido à obstrução da passagem da urina. Ao chegar à bexiga, o cálculo pode ser eliminado espontaneamente, dependendo do seu tamanho.
O diagnóstico pode ser feito por exames como radiografia simples do abdome, ultrassonografia do sistema urinário e, principalmente, tomografia computadorizada, considerada o padrão-ouro por sua alta precisão.
O tratamento depende do tamanho, da localização do cálculo e da presença de