POR QUE É NECESSÁRIO FAZER ACOMPANHAMENTO EM USO DAS “CANETAS EMAGRECEDORAS”?

Os medicamentos análogos do GLP-1 e, agora também, análogos do GLP-1 e GIP, transformaram o tratamento da obesidade. Durante muito tempo, nós, endocrinologistas, ficamos com poucas opções de medicamentos para o tratamento da obesidade, além de opções de medicamentos com muitos efeitos colaterais. Além disso, as pessoas viam a obesidade como desleixo, falta de vontade de melhorar. Hoje, médicos, inclusive, de outras especialidades, sociedades médicas, a própria mídia, estão enfatizando a obesidade como doença crônica e multifatorial. Nós sabemos que o controle cerebral da fome é diferente em cada pessoa e, como a doença é crônica, ela necessita de acompanhamento contínuo. Temos que compreender que nosso hipotálamo sempre buscará pelo maior peso que já tivemos na vida.
Obesidade é uma doença complexa. Estamos evoluindo, mas, ainda descobriremos muitas coisas. Com tudo isso, nós, endocrinologistas, estamos muito felizes e empenhados para ajudar nossos pacientes. Porém, a popularização das chamadas canetas emagrecedoras, que passaram a fazer parte da rotina de milhares de pessoas, nos preocupa, pois, embora eficazes, não são produtos isentos de riscos. O uso sem acompanhamento médico pode trazer consequências importantes. Nós, médicos, iremos avaliar se o paciente é candidato ao tratamento. O índice de massa corporal deve ser avaliado e a presença de comorbidades muda a indicação. Existem contraindicações para o tratamento que devem ser avaliadas.
O médico avalia histórico familiar e pessoal; a titulação correta reduz efeitos adversos e é importante para a eficácia do tratamento. Pacientes idosos
AS CHUVAS DE 1966

Começava o ano de 1966. O lugar era o Rio de Janeiro, que deixara de ser a capital do Brasil e a sede do Distrito Federal. Ele se transformou no estado da Guanabara, com o Rio de Janeiro como capital entre 1960 e 1975.
Começou a chover forte. A chuva continuou intensa por cinco dias. A cidade foi alagada em vários pontos. Houve deslizamentos, inundações, destruição em vários bairros. Sobretudo nas encostas, nos bairros pobres e nas favelas.
Várias pessoas se ofereceram como voluntárias, mas o governo não sabia como aproveitá-las. Já havia muita gente trabalhando. E pessoal preparado para atender aos atingidos, embora a impressão era a de que a chuva torrencial pegou população e governo de surpresa.
Mais tarde, soube-se que vários outros lugares do estado do Rio de Janeiro foram afetados. Havíamos enfrentado fenômenos meteorológicos virulentos, mas, nunca como aquele. Chuva intensa e interminável.
Ainda não existia preocupação com mudanças climáticas. Não se falava nisso. Entendia-se que o clima era regular e previsível. Fazia calor no verão e chovia muito, assim como, esfriava no inverno e havia estiagens. Em meio a essa regularidade, havia fenômenos climáticos mais intensos de tempos em tempos. Eram os ciclos decenais e centenários. Aquelas chuvas no início de janeiro de 1966 nunca tinham sido registradas antes. Mas eram previsíveis.
Daí em diante, órgãos governamentais passaram a se equipar para efetuar previsões mais precisas de fenômenos climáticos, sobretudo chuvas torrenciais. Da mesma forma, passaram a desenvolver sistemas de evacuação de áreas potencialmente perigosas em face de fenômenos climáticos. Foi criada a Geo-RIO fundação vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura do Rio de Janeiro.
De 1966, aos nossos dias, houve chuvas até mais volumosas do que as de 1966, mas, não ocorreram as mortes daquele ano por medidas preventivas. Alagamentos, transbordamentos e deslizamentos continuam. A cidade ainda não se adaptou devidamente às mudanças climáticas.
A tempestade de 1966 não suscitou discussão sobre o aquecimento progressivo da
BOAS PRÁTICAS NA INTRODUÇÃO ALIMENTAR

A introdução alimentar marca o momento em que o bebê passa a ter contato com outros alimentos além do leite materno ou fórmula. É uma fase de descobertas sensoriais (sabores, texturas e cheiros) e representa uma janela de oportunidade fundamental para a formação de hábitos alimentares saudáveis que tendem a acompanhar o indivíduo ao longo da vida.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que a introdução alimentar seja iniciada aos seis meses de vida, independentemente de a criança estar ou não em aleitamento materno. Essa orientação se baseia no conjunto de maturações fisiológicas que, geralmente se completam nesse período.
Aos seis meses, a maioria dos lactentes apresenta sinais claros de prontidão, senta com apoio, sustenta a cabeça e apresenta maior estabilidade do tronco. Ocorre também desaparecimento do reflexo de protrusão da língua, que dificultaria a aceitação da colher. Nessa fase, os bebês são mais curiosos, têm maior abertura oral, o que facilita a interação com novos alimentos.
Além disso, o sistema digestivo está mais maduro, as enzimas digestivas tornam-se mais eficazes e a microbiota intestinal já estabelecida, contribui para proteção contra infecções.
Rins estão mais funcionais, com maior capacidade de excretar sódio. O Sistema imunológico encontra-se preparado para a exposição a novas proteínas, reduzindo o risco de alergias.
Por outro lado, iniciar a alimentação complementar antes do período recomendado pode reduzir a ingesta de leite materno e levar a deficiências nutricionais, maior risco de infecções, alergias, e até, excesso de peso devido à imaturidade gastrointestinal e imunológica.
A introdução alimentar se estende até o segundo ano de vida e exige paciência e constância por parte da família. Nesse período, o bebê ainda está em fase de adaptação. Portanto é essencial alinhar expectativas e compreender que a aceitação dos alimentos é uma
VIVER MELHOR COMEÇA COM ESCOLHAS CONSCIENTES

VIVER MELHOR COMEÇA COM ESCOLHAS CONSCIENTES
O início de um novo ano costuma trazer consigo promessas de mudança, metas de saúde e o desejo sincero de viver melhor. No entanto, mais do que dietas restritivas ou planos radicais, viver melhor exige consciência, constância e respeito ao próprio corpo.
O corpo humano responde diariamente aos estímulos que recebe: alimentação, sono, estresse, movimento e emoções. Quando esses fatores estão desequilibrados, o organismo entra em estado de alerta, favorecendo processos inflamatórios silenciosos que, ao longo do tempo, podem se manifestar como: cansaço excessivo, dores frequentes, alterações intestinais, dificuldade para emagrecer e doenças crônicas.
A alimentação tem papel central nesse processo. Ela pode tanto alimentar a inflamação quanto atuar como ferramenta de proteção e recuperação da saúde. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, açúcares em excesso, gorduras de baixa qualidade e aditivos químicos sobrecarregam o organismo e mantêm o corpo em constante estado inflamatório.
Por outro lado, uma alimentação baseada em alimentos naturais, rica em vegetais, frutas, boas fontes de gordura, proteínas de qualidade e carboidratos bem escolhidos favorece o equilíbrio metabólico, melhora a resposta imunológica e contribui para a redução da inflamação sistêmica.

Viver melhor não significa buscar perfeição, mas sim, fazer escolhas mais inteligentes na maior parte do tempo. Aprender a ouvir os sinais do corpo e entender que sintomas frequentes não devem ser normalizados é parte fundamental do cuidado com a saúde.
Além da alimentação, hábitos como: dormir bem, gerenciar o estresse e manter uma rotina de movimento são essenciais para sustentar resultados duradouros. O início do ano é um convite à reflexão: investir em saúde é investir em qualidade de vida, autonomia e bem-estar.
Almoço: Bowl com salmão, grãos e vegetais Refeição anti-inflamatória com salmão grelhado, quinoa, abacate e vegetais variados. O salmão fornece ômega-3, a quinoa garante energia de baixo índice glicêmico e os vegetais oferecem fibras e antioxidantes, favorecendo a saúde intestinal, imunidade e equilíbrio hormonal.
Jantar: Frango grelhado com arroz integral, abóbora e salada.
DEFICIÊNCIA ANDROGÊNICA DO ENVELHECIMENTO MASCULINO (DAEM)

O termo andropausa é frequentemente empregado por analogia à menopausa feminina, porém, é biologicamente incorreto. Na mulher, o ciclo reprodutivo se encerra com a falência ovariana e ocorre queda acentuada dos hormônios. No homem, diferentemente, há um declínio lento, progressivo e gradual da produção de testosterona ao longo dos anos.
A redução dos níveis séricos de testosterona, geralmente, se inicia por volta dos 40 anos. Entre 40 e 50 anos, cerca de 10% dos homens apresentam níveis abaixo do considerado normal. Esse percentual sobe para
aproximadamente 30% entre 50 e 59 anos, 40% entre 60 e 69 anos, podendo atingir entre 50% e 60% após os 70 anos.
As manifestações da DAEM podem atingir as esferas sexual, física e emocional. No campo sexual, destacam-se diminuição da libido, redução da intensidade do orgasmo, disfunção erétil e menor volume ejaculado. Na esfera física, podem ocorrer: perda de massa e força muscular, aumento da gordura corporal, redução de pelos, anemia, osteoporose, fadiga persistente e episódios de sudorese.
No aspecto psicológico, são possíveis alterações de humor, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, redução da capacidade cognitiva, diminuição da sensação de vitalidade, apatia, e até, quadros depressivos. É importante ressaltar que nem todos os sintomas precisam estar presentes simultaneamente, podendo surgir de forma isolada e com intensidades variadas.
Diante de sinais sugestivos, o homem deve procurar avaliação médica. O tratamento adequado pode proporcionar melhora significativa da qualidade de vida, do desempenho físico e da função sexual. Contudo, antes de iniciar a reposição hormonal, é fundamental que o paciente esteja plenamente consciente de que a terapêutica envolve benefícios, mas também, possíveis riscos.
O diagnóstico baseia-se na história clínica detalhada, no exame físico e em exames laboratoriais. Ao exame físico, podem ser observados diminuição de pelos corporais, ginecomastia, redução da massa muscular, aumento da gordura abdominal e diminuição do volume e da consistência testicular.
Do ponto de vista laboratorial, devem ser avaliados os níveis séricos de testosterona total, o PSA (Antígeno Prostático Específico)
APNEIA DO SONO, RISCO CARDIOVASCULAR E METABOLISMO

Diversos estudos demonstraram uma associação entre apneia do sono e problemas como: diabetes tipo 2, AVC, ataques cardíacos, e até mesmo, redução da expectativa de vida. Por que essa ligação? Em primeiro lugar, a obesidade é comum em pacientes com apneia do sono e aumenta, consideravelmente, os riscos de diabetes, AVC e ataque cardíaco. Na maioria dos casos, a obesidade é a principal culpada por ambas as condições.
Ainda assim, é importante notar que nem todas as pessoas com apneia do sono são obesas. Além disso, evidências sugerem uma ligação independente entre apneia do sono e diabetes. Estudos demonstraram que a apneia do sono está associada a um risco maior de diabetes, independentemente, da obesidade, e que a apneia do sono pode aumentar os níveis de açúcar no sangue.
Para pessoas com sobrepeso ou obesidade, a perda de peso é fundamental para tratar ou prevenir a apneia do sono. Pessoas que acumulam gordura no pescoço, na língua e na parte superior do abdômen são, especialmente, vulneráveis à apneia do sono. Esse peso reduz o diâmetro da garganta e pressiona os pulmões, contribuindo para o colapso das vias aéreas durante o sono.
As mulheres, em particular, devem ter cuidado à medida que envelhecem. Embora, as mulheres na pré-menopausa tendem a ganhar peso nos quadris e na parte inferior do corpo em vez da barriga, isso muda com o tempo. O peso começa a se acumular em áreas, tradicionalmente consideradas "masculinas", como o abdômen, e isso, aumenta a
probabilidade de apneia do sono.
Após a menopausa, os hormônios mudam e as mulheres tendem a começar a apresentar características semelhantes às dos homens em termos de distribuição de peso. É um momento para prestar atenção aos riscos da apneia do sono, pois, as mulheres começam a alcançar os homens em termos de incidência de apneia após a menopausa. O controle do peso é muito importante. Muitos estudos mostram que perder peso, pode curar
AUTISMO: IDENTIFICAR CEDO É CUIDAR

Falar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é falar sobre desenvolvimento infantil, sensibilidade clínica e responsabilidade social. À medida que o conhecimento científico avança, torna-se cada vez mais evidente que a identificação precoce do autismo exerce impacto direto na trajetória de vida da criança e de sua família.
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta desde os primeiros anos de vida, afetando principalmente a comunicação, a interação social e os padrões de comportamento. Muitas vezes, os sinais iniciais podem ser interpretados como traços de personalidade, timidez, birras ou atrasos passageiros, o que acaba adiando a busca por avaliação especializada.
Não é raro que pais relatem que sempre sentiram que “havia algo diferente”, mas, não sabiam exatamente nomear o que estavam observando. O diagnóstico precoce não é um rótulo. É cuidado. Ele possibilita que a criança tenha acesso, no momento mais favorável do desenvolvimento cerebral, a intervenções que respeitam suas necessidades e potencialidades.
Nos primeiros anos de vida, o cérebro da criança está especialmente aberto a aprender, se adaptar e se desenvolver. Intervir nesse momento é oferecer condições reais para que habilidades sociais, comunicativas e cognitivas sejam estimuladas de forma mais eficaz.
Quando a criança recebe acompanhamento especializado desde cedo, observa-se progresso na aquisição de linguagem, na interação com o outro, na autonomia e na capacidade de lidar com os estímulos do ambiente. Desta forma, dificuldades que poderiam se tornar barreiras significativas passam a ser trabalhadas de forma preventiva e estruturada.
Do ponto de vista neuropsicológico, a avaliação precoce permite compreender como a criança aprende, pensa e responde ao ambiente, identificando suas fragilidades e suas forças. Cada criança com TEA apresenta um funcionamento singular, e essa compreensão direciona intervenções mais direcionadas e eficazes.
A terapia cognitivo-comportamental, associada a outras abordagens comprovadas cientificamente, contribui para o desenvolvimento de habilidades sociais, manejo de comportamentos desafiadores e regulação emocional. Quanto mais cedo essas estratégias são introduzidas,
AFINAL, O QUE É GLÚTEN?

Esse elemento, muitas vezes temido, ainda permanece com identidade misteriosa e obscura como por exemplo, a lactose e outros vilões veiculados.
Todos os alimentos industrializados, devem mostrar de forma clara, se contém, ou não, glúten.
Se contém glúten, pode ser evitado por muitas pessoas, apesar de não saberem o que realmente ele é, e qual sua implicância na sua vida.
Taxado como um vilão da indústria alimentícia, o glúten é uma Proteína encontrada em alguns cereais, que teve um papel importante desde a era antiga a idade média, na sobrevivência da população humana em tempos difíceis de escassez de alimentos, pobreza e seca.
O cereal, é toda semente de um grupo de plantas classificado pela botânica como gramíneas. Assim, as sementes de gramíneas são chamadas de cereais, a exemplo do milho, arroz, etc…
De modo geral, as proteínas, são associadas as carnes, mas, estão presentes também nos vegetais, em menor quantidade.
Nem todo cereal contém essa proteína, sendo presente em maiores quantidades na cevada, aveia, centeio, trigo e triticale, que é um cereal muito usado na fabricação do macarrão.
Na era antiga, o trigo por exemplo, possuía em sua composição, até 20 vezes menos glúten do que as espécies de trigo geneticamente melhoradas.
Esse é um dos principais fatores de gerar tanta intolerância na população moderna.
Sua concentração no grão foi intencionalmente aumentada para satisfazer uma necessidade de consumo, pois é um ingrediente classificado como melhorador de massas.
Ao ser hidratado e sovado, o glúten forma uma rede elástica que aprisiona gazes de fermentação, tornando pães e bolos mais macios.
O que a maioria da população desconhece, é que a dieta sem glúten, só é imposta a indivíduos com diagnóstico médico específico como doença celíaca, que é um problema autoimune.
Sua propriedade pegajosa, se aglutina nas paredes intestinais causando: inflamações, cólicas, gazes e diarréia, além
DOENÇAS PULMONARES: DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E QUALIDADE DE VIDA

Dr. Ivan de Azevedo
Cirurgião Torácico
CRM 52 84668-6
Formado pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre/RS
Dr. Ivan de Azevedo
Cirurgião Torácico
CRM 52 84668-6
Formado pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre/RS
As doenças pulmonares representam um dos maiores desafios da medicina contemporânea, tanto pela alta prevalência quanto pelo impacto direto na qualidade de vida da população. Condições como:
* Enfisema;
* Bronquite crônica;
* Câncer de pulmão;
* E infecções respiratórias…
Exigem atenção contínua, diagnóstico precoce e acompanhamento especializado.
O pulmão é um órgão vital e sensível, diretamente exposto a fatores ambientais, hábitos de vida e agentes infecciosos. O tabagismo ainda figura
como o principal fator de risco para diversas doenças pulmonares, mas, a poluição, a exposição ocupacional, e até, infecções mal tratadas, também contribuem para o adoecimento respiratório.
Nos últimos anos, houve um avanço significativo nos métodos diagnósticos. Exames de imagem mais precisos, testes de função pulmonar e protocolos clínicos bem definidos permitem identificar doenças em fases iniciais, quando as chances de tratamento eficaz são maiores. Esse cenário reforça a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular.
O tratamento das doenças pulmonares deve ser sempre individualizado. Em muitos casos, o controle clínico, aliado à mudança de hábitos e à reabilitação pulmonar, é suficiente para melhorar a função respiratória e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente.
A abordagem multidisciplinar tem papel fundamental nesse processo.
Quando a intervenção cirúrgica se faz necessária, ela deve ser indicada com critério e planejamento. Procedimentos pulmonares, mesmo os mais complexos, evoluíram muito em termos de segurança e resultados, permitindo intervenções mais precisas e recuperação mais rápida, sempre respeitando as condições clínicas de cada paciente.
A educação em saúde é outro pilar essencial. Informar a população sobre sintomas persistentes, como:
* Falta de ar;
* Tosse crônica;
* E dor torácica…
Pode acelerar a procura por atendimento médico e evitar diagnósticos tardios. Quanto mais cedo à doença é identificada, maiores são as possibilidades de controle e tratamento.
Levar assistência especializada a diferentes regiões também é um compromisso necessário. Ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento das
ENTREVISTA – Nº118

Laboratório Plinio Bacelar, 84 anos de tradição, inovação e compromisso com a saúde. Fundado em 1942, construiu uma trajetória sólida e respeitada no cenário da medicina diagnóstica do Norte Fluminense e da Região dos Lagos. A instituição atravessou gerações, acompanhou as transformações da medicina e se consolidou como referência em análises clínicas, aliando tradição familiar, inovação tecnológica e atendimento humanizado. Em entrevista à Saúde Press, os diretores do Laboratório Plinio Bacelar falam sobre essa caminhada, o legado deixado pelo fundador, os avanços estruturais e os planos para o futuro.
SP – O Laboratório Plinio Bacelar chega aos 84 anos em 2026. Como tudo começou?
LPB – A nossa história começa em 1942, com o médico Plinio Bacelar, fundador do laboratório e responsável por lançar as bases de um trabalho que atravessaria gerações. Naquele período, a medicina tinha uma característica muito mais artesanal, fortemente baseada na relação médico-paciente, na observação clínica, no histórico de vida e nos poucos recursos tecnológicos disponíveis. Diante dessa realidade, o doutor Plinio montou, anexo ao seu consultório, um pequeno laboratório para realizar pesquisas clínicas e exames que auxiliassem no diagnóstico de seus pacientes.
SP – O laboratório já nasceu com esse perfil investigativo?
LPB – Sim. Desde o início, o laboratório esteve ligado à pesquisa clínica e ao desejo de compreender melhor cada caso. Tanto que, até hoje, carregamos no nome o conceito de “laboratório de pesquisas clínicas”. O doutor Plinio era um estudioso, alguém que valorizava o conhecimento científico e entendia a importância do diagnóstico como ferramenta fundamental para o cuidado com a saúde.
SP – Existe um registro simbólico que marque o início da atuação para além do consultório?
LPB – Existe, e é algo que preservamos como parte do nosso patrimônio histórico. Temos guardada até hoje a primeira requisição de exame feita por outro médico da cidade, o doutor Philippe Uébe. Nessa solicitação, ele pede ao doutor Plinio a realização de exames para um paciente que não era atendido diretamente por ele. Esse documento representa o momento em que o laboratório passa a atender