Dra. Giselly Hentzy

Endocrinologista
CRM 52 85912-5
Formada pela FMC
Residência médica no Hospital Federal da Lagoa/RJ

Dra. Giselly Hentzy

Endocrinologista
CRM 52 85912-5
Formada pela FMC
Residência médica no Hospital Federal da Lagoa/RJ

Os medicamentos análogos do GLP-1 e, agora também, análogos do GLP-1 e GIP, transformaram o tratamento da obesidade. Durante muito tempo, nós, endocrinologistas, ficamos com poucas opções de medicamentos para o tratamento da obesidade, além de opções de medicamentos com muitos efeitos colaterais. Além disso, as pessoas viam a obesidade como desleixo, falta de vontade de melhorar. Hoje, médicos, inclusive, de outras especialidades, sociedades médicas, a própria mídia, estão enfatizando a obesidade como doença crônica e multifatorial. Nós sabemos que o controle cerebral da fome é diferente em cada pessoa e, como a doença é crônica, ela necessita de acompanhamento contínuo. Temos que compreender que nosso hipotálamo sempre buscará pelo maior peso que já tivemos na vida. 

Obesidade é uma doença complexa. Estamos evoluindo, mas, ainda descobriremos muitas coisas. Com tudo isso, nós, endocrinologistas, estamos muito felizes e empenhados para ajudar nossos pacientes. Porém, a popularização das chamadas canetas emagrecedoras, que passaram a fazer parte da rotina de milhares de pessoas, nos preocupa, pois, embora eficazes, não são produtos isentos de riscos. O uso sem acompanhamento médico pode trazer consequências importantes. Nós, médicos, iremos avaliar se o paciente é candidato ao tratamento. O índice de massa corporal deve ser avaliado e a presença de comorbidades muda a indicação. Existem contraindicações para o tratamento que devem ser avaliadas. 

O médico avalia histórico familiar e pessoal; a titulação correta reduz efeitos adversos e é importante para a eficácia do tratamento. Pacientes idosos merecem atenção especial, o acompanhamento também identifica sinais de alerta precoces. Outro ponto essencial é a avaliação laboratorial e bioimpedância. Temos que afastar alterações laboratoriais que favorecem o ganho de peso. além de exames que orientam a resposta clínica ao tratamento. Devem ser avaliadas interações medicamentosas. É importante reforçar que cada paciente terá uma resposta ao medicamento, o que funciona para um, pode não ser seguro para outro.

Hoje, temos medicamentos com potências diferentes e cabe ao médico saber qual medicamento será indicado para aquele paciente. o médico deve integrar uma equipe multidisciplinar. Nutricionistas contribuem para um plano alimentar individualizado. A alimentação equilibrada continua sendo fundamental. A prática regular de atividade física potencializa os resultados e reduz a perda de massa muscular. A preservação da massa muscular é fundamental na fase de manutenção. Ou seja, o tratamento não substitui mudanças do estilo de vida. Psicólogos auxiliam na relação com a comida. O seguimento regular aumenta a adesão ao tratamento. Consultas periódicas permitem reavaliar metas. A manutenção do peso é um desafio de longo prazo. A retirada do medicamento deve ser planejada, a saúde metabólica vai além da balança. o cuidado responsável reduz complicações.

Buscar orientação profissional é um ato de autocuidado. Emagrecer com segurança é tão importante quanto emagrecer.

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