O assistente social tem um papel fundamental na busca por justiça social, no processo de materialização e acesso aos direitos para enfrentar as demandas sociais e atuar na construção dos programas sociais necessários para minimizar tais desigualdades. O assistente social torna-se um elo de ligação não apenas para encaminhar as diversas situações a outros profissionais de diferentes áreas, mas sua abordagem profissional terá sempre um olhar na totalidade da situação apresentada. O assistente social atua como um promotor de acesso aos direitos, e neste aspecto, sempre estará do lado dos sujeitos que buscam esses acesso. Em todo o espaço que atuamos, o profissional é mediador entre o direito a ser acessado e o sujeito que pretende acessar. Não cabe, ou não caberia ao profissional de Serviço Social posicionar-se ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores e de todos os sujeitos que buscam acessar direito. O Serviço Social é uma profissão militante e mobilizadora, e não executora de práticas assediadora e repressivas em qualquer instâncias.

Nós, profissionais, que atuamos como assistente social possuímos um papel desafiante de ajudar na construção e luta pela democracia, pela cidadania e pelos direitos constituídos.

O assistente social é uma profissão que trabalha em conjunto com outras profissões da saúde, poder público e da educação. Os espaços de atuação em que o profissional está inserido tornam-se cada vez mais múltiplo e interdisciplinar, pois se entende que, principalmente na Gestão Pública, com parcerias público-privadas, o trabalho em rede tem sido uma importante ferramenta para estabelecer um elo de troca de saberes e orientação adequada para as questões sociais diversas. Buscando eficácia na solução destas questões e maior eficiência da gestão. O assistente social, assim como outros profissionais cada vez mais precisa desenvolver competências e habilidades que permitam a interdisciplinaridade e a polivalência da sua atuação. Este profissional pode atuar sozinho, mas a eficácia do seu fazer somente se expressará no conjunto com outras profissões.

Assim, torna-se um elo de ligação, não apenas para encaminhar as diversas situações a outros profissionais de diferentes áreas, mas, sua abordagem profissional terá sempre um olhar na totalidade da situação apresentada pelos diferentes sujeitos, ou seja, não observa apenas a demanda que se relaciona à questão pontual apresentada, mas o individuo em suas relações familiares, afetivas, sócio econômicas, entre outras.

”Não cabe, ou não caberia ao profissional de Serviço Social posicionar-se ao lado dos empregadores, ou gestores, mas sim, ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores”.

Atuar com ser humano, especialmente em suas fragilidades, subjetivas ou abstratas, em um contexto de grande vulnerabilidade e desigualdades é um grande desafio. O profissional precisa não apenas de formação acadêmica, mas continuada, desenvolvendo sempre uma análise critica e dinâmica na sua atuação.

Em momento de retirada de direitos como o Brasil vivencia agora o profissional é importante na busca por justiça social, no processo de materialização e acesso aos direitos, para enfrentar as demandas sociais. Em momentos de retrocessos profundos, o assistente social, juntamente com outras profissões e profissionais, tem obrigação de estar ao lado das bases, dos movimentos sociais, dos trabalhadores, que são os maiores atingidos pelos cortes em políticas sociais. Não deve atuar somente na mediação do acesso ao direito, mas na militância e na mobilização social, haja vista que também é trabalhador assalariado e os retrocessos também atinge.

Maria Cláudia Matoso

Assistente Social

CRESS 22925-7ª Região/RJ

Pós-Graduada em Gestão em Saúde Pública pela FACCREI-FACED

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