O assunto, que é desconhecido até mesmo por alguns nutricionistas, vai te surpreender quando perceber que quase tudo é diferente do que pensamos, quando se trata das plantas que compramos ou plantamos para prepararmos nossas refeições diárias.
A denominação de verduras, generaliza os vegetais hortigranjeiros, mas, botanicamente, cada um deles tem sua classificação específica conforme veremos.
Hortaliças por exemplo: são a maior parte das espécies folhosas, temperos, frutos ou flores cultivadas em hortas, como: alface, couve, rúcula, repolho, salsinha, cebolinha, couve flor, brócolis, etc…
O tomate e o pimentão, por exemplo, embora tecnicamente sejam frutos, popularmente são conhecidos como hortaliças, também, por sua característica de serem muitas vezes, consumidos “in natura”, sem cozimento.
Já, outros frutos como: abóbora, chuchu, jiló, maxixe, e quiabo, são culturalmente conhecidos como verduras, no entanto, sob o olhar botânico, são todos frutos, onde suas sementes estão envolvidas por uma estrutura de reserva nutritiva.
Já os frutos adocicados, suculentos e carnosos, são popularmente classificados como frutas, podendo muitas vezes, não serem carnosos, mas secos, como o coco e a romã.
Mas quem são os legumes?
Somente são considerados legumes, os alimentos originados de um fruto do tipo vagem, ou a própria vagem, a exemplo do feijão, ervilha, amendoim, lentilha, grão de bico, vagem, etc…
Essas plantas pertencem a família das leguminosas.
Já, os cereais são as sementes de plantas da família das gramíneas, como: o arroz, aveia, milho, cevada, trigo, centeio, etc.
Existem ainda os tubérculos, que são porções de caules subterrâneos que vão acumulando reserva nutritiva para os períodos desfavoráveis do ano, onde a planta retira nutrição dessa estrutura. Os exemplos nesse caso são: a batata inglesa, inhame e cará. Existem exceções onde caules aéreos admitem esse comportamento, como no caso do cará moela, que é uma espécie trepadeira.
Já a batata doce, aipim, cenoura, nabo e beterraba por exemplo, são raízes, chamadas de raízes tuberosas, que são aquelas onde a reserva nutritiva se acumula nessa parte da planta.
Alimentando o tema de curiosidades, temos os rizomas, que são tubérculos horizontais, subterrâneos ou aparentes que possuem função de perfilhamento de novos brotos, mas, que em algumas espécies, também armazenam tecido nutritivo, como: o gengibre, açafrão e araruta.
Também nos alimentamos de bulbos, que é uma dilatação nutritiva da base das folhas de forma sobreposta, para dessa vez nos lembrarmos da cebola e do alho, que estão presentes, diariamente, em quase todas as mesas.
Para finalizar, muitas pessoas se perguntam; afinal, o que são as Ervas?
O termo, ainda mal esclarecido à luz da sociedade, remete a plantas medicinais, temperos, plantas tóxicas, afrodisíacas ou alucinógenas, quando na verdade, o termo se refere apenas ao porte do vegetal. Existem basicamente três tipos de tamanho: o herbáceo; que são as ervas, o arbustivo que são os arbustos e o porte arbóreo, que é o das plantas acima de 3 metros de altura em média.
Sendo assim; ervas são plantas de pequeno porte.