A testosterona é o principal hormônio sexual masculino sendo produzido pelos testículos e participa da manutenção da massa muscular, força, libido, ereções, produção de espermatozóides, disposição…
O termo correto é D.A.E.M, que é o (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), ou seja, uma diminuição progressiva do hormônio masculino, a testosterona (menor que 300 ng/dl). O declínio da função gonadal é parte do processo normal de envelhecimento e os níveis de testosterona em homens com mais de 40 anos diminuem 1% ao ano. Envelhecer não significa necessariamente ter deficiência de testosterona.
A testosterona tem um papel ativo no desenvolvimento e na manutenção das funções sexuais e atua diretamente sobre os órgãos sexuais, ossos, músculos, medula óssea, tecido adiposo, sistema nervoso central e nos fâneros (unhas e cabelos). Estima-se que 25% dos homens entre 40 e 70 anos apresentarão um declínio da testosterona.
Algumas substâncias podem diminuir a produção de testosterona como: o uso excessivo de álcool, tabaco, maconha, cocaína, betabloqueador, espironolactona, aloperidol, tramadol, morfina, dutasterida entre outros.
O D.A.E.M. apresenta com sintomas específicos e inespecíficos. Entre os específicos estão: redução da libido, diminuição das ereções noturnas, disfunção erétil, aumento das mamas, redução dos pelos corporais, redução do volume testicular, infertilidade, fogachos com sudorese.
Os sintomas inespecíficos são: diminuição da energia e vigor físico, irritabilidade e alteração do humor, diminuição da motivação, da capacidade de concentração, da atividade intelectual. A baixa hormonal causa ainda: depressão com alteração do humor, fadiga, insônia, aumento de peso e da gordura visceral, redução de densidade óssea (osteopenia e osteoporose).
A testosterona age também sobre a gordura abdominal, induzindo sua queima e reduzindo seu acúmulo visceral e abdominal, evita o diabetes, a hipertensão arterial, a dislipidemia, e assim, evita a síndrome endócrino metabólica no homem, hipertensão arterial, diabetes mellius e obesidade.
O tratamento do hipogonadismo consiste na reposição hormonal exógena de testosterona (TRH), podendo então esta reposição hormonal ser via oral, transdérmica, (gel) subcutânea ou intra-muscular. A aplicação do hormônio de longa duração – undecilato de testosterona (intervalo de 8 a 12 semanas). A reposição hormonal de curta duração com o cipionato de testosterona com intervalo de 2 a 3 semanas. A reavaliação dos pacientes, após o início da TRH, deve ser feita a cada 3 meses e essa reposição hormonal não aumenta o risco das doenças cardiovasculares, e sim, previne ou diminui a morbidade e a mortalidade das doenças cardiovasculares em geral.
O tratamento oral pode ser usado com citrato de clomifeno pode ser usado off.label, em alguns casos selecionados de hipogonadismo secundário com o eixo hipotálamo-hipofise testicular preservado e principalmente, na preservação da fertilidade.
No tratamento, a reposição hormonal injetável deve ser indicado pelo seu urologista após avaliação clínica a laboratorial. Este cuidado se faz necessário devido aos efeitos colaterais como: aumento de peso, câimbras, nervosismo, depressão, apneia do sono, alterações na espermatogênese e atrofia testicular. No tratamento deve ser individualizado em casos de câncer de próstata, câncer de mama masculino, hipercalcemia associada a tumores malignos, tumores hepáticos e hiperglobulia.
O importante então, é que o paciente com sintomas de hipogonadismo procure seu urologista e o mesmo, irá indicar ou não, o uso da reposição hormonal e qual a melhor maneira de acordo com a necessidade individual de cada paciente baseado, não só em seus exames clínicos, como também, nos exames laboratoriais, uso de medicações especificas, seja oral ou injetável, para cada caso.