Dr. Rodrigo Carneiro

Infectologista
CRM-RJ 52 77418-9
Residência em Infectologia no HSPE/IAMSPE
Pós-graduação em Infecção em Pacientes Imunossuprimidos no HCFMUSP
Mestrando em Doenças Infecto-parasitárias na IOC/Fiocruz

Dr. Rodrigo Carneiro

Infectologista
CRM-RJ 52 77418-9
Residência em Infectologia no HSPE/IAMSPE
Pós-graduação em Infecção em Pacientes Imunossuprimidos no HCFMUSP
Mestrando em Doenças Infecto-parasitárias na IOC/Fiocruz

Em Campos dos Goytacazes, a vacinação de rotina para crianças, adolescentes, adultos e idosos ocorre todos os dias do ano. Ainda assim, parte das famílias não mantém o cartão em dia com o calendário do Ministério da Saúde. Por isso, o governo municipal realiza mutirões de multivacinação e campanhas educativas de incentivo às vacinas do Programa Nacional de Imunizações, além de programas como o Imuniza Campos e o Saúde na Escola; este último, em parceria com a Secretaria de Educação.

O subsecretário de Vigilância em Saúde, o infectologista Rodrigo Carneiro, afirma que a estratégia busca ampliar a cobertura vacinal. “As vacinas de rotina estão disponíveis no Centro Municipal de Imunização, na sede da Secretaria de Saúde e nas Unidades Básicas de Saúde da Família e Unidades Básicas de Saúde”, diz.

O calendário inclui: BCG, poliomielite inativada, tríplice viral, hepatites A e B, pentavalente, rotavírus, febre amarela, pneumocócicas 10 e 20-valente, tríplice bacteriana, dT adulto, meningocócica ACWY, HPV quadrivalente, dTpa, influenza, tetraviral, varicela, Covid-19 e a vacina contra bronquiolite. A BCG é aplicada na maternidade; quem não puder recebê-la ali, deve agendar presencialmente na Secretaria de Saúde.

O Imuniza Campos teve nova edição no mês passado, na UBSF do Parque Aurora, pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde e pelo Programa Municipal de Imunização. “O objetivo é aumentar a cobertura vacinal. Estamos abaixo das metas do Ministério da Saúde. Crianças, adultos e idosos podem procurar a sala de vacinação”, afirma Rodrigo.

Atenção especial vale para a vacina quadrivalente contra o HPV. A nota técnica nº 32 do Ministério da Saúde inclui pacientes com papilomatose respiratória, recorrente a partir dos 2 anos. A doença, em geral benígna, causa verrugas nas vias respiratórias, sobretudo, na laringe. Nesses casos, com prescrição médica, o atendimento é no CRIE, no Centro de Saúde anexo à Secretaria. Também se vacinam no CRIE imunossuprimidos de 9 a 45 anos que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea, pacientes oncológicos e mulheres com lesões cervicais de alto grau, sem limite de idade neste último grupo.

Usuários de PrEP (15 a 45 anos) e vítimas de violência sexual (9 a 45 anos) devem procurar uma UBS próxima ou o Centro de Doenças Infecto-Parasitárias. No calendário de rotina, o HPV é dose única para meninos e meninas de 9 a 14 anos. Jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade certa podem receber a dose até dezembro, no Centro Municipal de Imunização, de segunda a sexta-feira, ou em uma UBS.

Grupos especiais seguem, em regra, o esquema de três doses (0, 2 e 6 meses). Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos recebem duas doses (0 e 6 meses); de 15 a 45 anos, três doses. É necessário documento com foto, CPF ou cartão do SUS e, para crianças e adolescentes, a caderneta de vacinas. gestantes devem levar o cartão pré-natal. O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero.

Na Campanha Nacional de Multivacinação, o Dia D em Campos aplicou 5.328 doses em mais de 30 postos. A mobilização, porém, não se encerra nesse dia. “A campanha não termina no dia D. Contamos com a população procurando nossas salas de vacina para elevarmos a cobertura vacinal e impedir que doenças retornem”, conclui Rodrigo Carneiro.

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