Guilherme de Sá

Engenheiro Agrônomo
CREA 2003103285
Graduação na UFES
GR Argrária – Unidade de Tratamento de Residuos Orgânicos

Guilherme de Sá

Engenheiro Agrônomo CREA 2003103285 Graduação na UFES GR Argrária – Unidade de Tratamento de Residuos Orgânicos

Essa ferramenta da Agronomia pode ser comparada ao exame de sangue solicitado pelo médico, servindo para nortear as necessidades reais do tratamento a ser recomendado.

Investir em um plantio ou realizar uma adubação da cultura já instalada sem esse instrumento é um verdadeiro tiro no escuro.

Para obtermos uma produção economicamente viável, além das condições climáticas e do controle de pragas e doenças, é necessário conhecer o que o solo possui em nível de minerais, para entender o que precisa ser inserido e em qual quantidade, inclusive o momento adequado dessa inclusão, de acordo com a fase da lavoura.

O plantio e a condução de um cultivo agrícola, além de envolverem uma série de riscos, representam um investimento alto. Assim, todas as formas de diminuir os riscos fazem parte de um planejamento rumo à viabilidade financeira.

Diante do custo do cultivo de qualquer cultura, a análise química do solo possui um custo irrisório comparado à economia que ela pode proporcionar.

Quando o agricultor se arrisca a usar corretivos e adubos sem conhecer as propriedades nutricionais do solo, ele fica totalmente exposto ao risco de colocar nutrientes demais sem necessidade e deixar de fornecer outros dos quais o solo apresenta carência, gerando gasto sem eficiência.

É como ter um problema de saúde e tomar o remédio errado por conta própria, agravando ainda mais a enfermidade.

Um erro muito cometido é a aplicação do calcário sem a análise, como se fosse uma receita de bolo.

Todo solo tem um nível de pH, que pode ser ácido, neutro ou alcalino.

O calcário tem a capacidade de corrigir a acidez do solo, para que as plantas consigam absorver os minerais.

Assim, quando o solo não está ácido e o calcário é aplicado, corre-se o risco de tornar esse solo alcalino, de forma que as plantas também não consigam absorver os nutrientes, e o efeito pode ser economicamente irreversível.

Para a grande maioria das plantas, existe uma faixa adequada que varia entre 5,5 e 6,5 de pH. Valores abaixo dessa média indicam acidez elevada, e valores acima indicam tendência à alcalinidade.

A análise de solo, por si só, não resolve o problema. É necessário um profissional habilitado e capacitado para interpretar os dados e calcular corretamente as quantidades e o momento adequado para a aplicação dos insumos.

Cada cultivo tem diferentes exigências e momentos adequados para receber essas recomendações.

O trabalho é totalmente similar ao de um nutricionista, aconselhando as dosagens de vitaminas e suplementos de acordo com a demanda de cada paciente, nos horários específicos.

Assim que corrigida a acidez do solo, quando necessário, a planta melhora sua capacidade de absorver os minerais de que tanto precisa para completar seu ciclo vital.

Essa acidez vem principalmente de dois elementos: o hidrogênio e o alumínio, sendo este último tóxico ao metabolismo da planta.

As partículas alcalinas do calcário se ligam às partículas ácidas de forma tão intensa que a planta não absorve essas partículas nocivas e indesejáveis.

No início da reação, a ligação é mais forte e, ao passar do tempo, vai gradativamente perdendo força. Por isso, é recomendado que, de ano em ano, seja repetido esse exame da terra para voltar a corrigir, se necessário.

Outro benefício da calagem é o fornecimento de cálcio e magnésio, presentes no calcário e importantes para o desenvolvimento das plantas.

Fica uma dica importante: a Fundenor, em Campos, é uma fundação que, além de realizar a análise química, também emite a correta recomendação fornecida por profissional capacitado.

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