Fabrício Bastos

Engenheiro Agrônomo
CREA 2003103285
Graduação na UFES
GR Argrária – Unidade de Tratamento de Residuos Orgânicos

Mayene de Souza Peixoto

Fonoaudióloga
CRF 1 8702-6
Formada na Faculdade Redentor/RJ
Pós-graduada em deficiência intelectual e autismo

A abordagem terapêutica através da Análise do Comportamento AplicadaABA, está relacionada com a reabilitação de indivíduos que apresentam diagnóstico de Transtorno do Espectro do AutismoTEA. Apesar de não haver a cura, estudiosos se dedicam e pesquisam novas estratégias de estimular as crianças que possuem atrasos cognitivos, como nos casos de autismo.

A Análise do Comportamento não é um método, é uma ciência aplicada que insere planos de tratamento individualizados para cada paciente do espectro do autismo.

O autismo afeta a capacidade de comunicação, aprendizagem e socialização. A criança apresenta dificuldade de se conectar com o mundo, e dessa forma, afetam as suas relações afetivas e sociais.

São crianças que não conseguem lidar com mudanças, e acabam desenvolvendo interesses obsessivos e comportamentos repetitivos, que são considerados inapropriados.

A fonoaudiologia é indispensável para o tratamento de crianças com autismo, devido à dificuldade em que o indivíduo apresenta em relatar as suas necessidades e desejos.

Quando a intervenção fonoaudiológica está associada a ciência ABA, é possível melhorar a comunicação e promover habilidades sociais.

O maior objetivo do ABA no autismo é modificar comportamentos inadequados e repetitivos substituindo por outros, criando ações para que a criança tenha a capacidade de falar ou expressar o que deseja.

É um trabalho em que os profissionais precisam aplicar ferramentas que vão contribuir para um estudo mais aprofundado dos reais motivos que levam a criança a tal comportamento, e também, analisar e compreender o que está reforçando o porquê da repetição dessa criança.

Para que seja ABA, é necessário registros e estratégias em que os resultados sejam bem precisos.

O que a Análise do Comportamento tem de diferente é o comportamento através de treinos, reforçadores e recompensas, para que essa criança alcance sua própria iniciativa com diminuição de alteração de comportamento inadequado.

Dentro da intervenção ABA, a fonoaudiologia também pode aplicar estratégias de reforço positivo para alcançar resultados esperados no desenvolvimento de linguagem e comunicação da criança.

Inclusive, podem utilizar as figuras do PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Imagens), para casos de crianças não-verbais, mas, que apresentam alteração de comportamento. Essa estratégia vai ajudar na ampliação de vocabulário e auxiliar no desenvolvimento da comunicação por meio da terapia.

Conclui-se então, que a intervenção fonoaudiológica pela ciência ABA, é uma ótima alternativa para alcançar resultados satisfatórios no tratamento da criança autista.

Se você ainda tem dúvidas sobre a utilização do ABA, informe-se com o profissional do seu filho ou procure um fonoaudiólogo.

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