Verônica G. de Oliveira
Fisioterapeuta cardiopulmonar
CREFITO 2 81063-F
Formada pela UNESA
vgomes56@hotmail.com
DIAGNÓSTICO DE UNCOARTROSE: O QUE VEM A SER?

Ao se deparar com o resultado de um exame, o que mais aflige qualquer paciente é não compreender que patologia o acomete e o que lhe causa tanta dor e/ou incômodo; com relação as doenças osteoarticulares não seria diferente, a uncoartrose ou espondilose cervical trata-se de um conjunto de alterações consequentes a artrose da coluna cervical = a diminuição da articulação entre as vértebras, com a idade (na maioria dos casos), os discos intervertebrais perdem sua elasticidade, por perda progressiva do seu conteúdo de água e minerais e quando essa nutrição discal se torna insuficiente, há perda dos seus elementos constituintes que leva a redução da altura do disco, da sua resistência aos movimentos e aos traumas, mesmo pequenos, facilitando a sua rotura e degeneração.

Estas alterações discais são seguidas de reações ósseas das vértebras adjacentes, com a formação de osteófitos, ou popularmente os “bicos-de-papagaio", que tendem a fundir as vértebras e concomitantemente causam dor, pois há hipertrofia dos ligamentos e das outras articulações da coluna vertebral. Este conjunto de alterações pode determinar uma redução do canal vertebral (estrutura nervosa responsável pela transmissão de todos os impulsos nervosos que chegam dos membros ao cérebro e que levam os estímulos nervosos do cérebro para os nervos e, consequentemente para os músculos do corpo) e dos forâmes de conjugação causando enrijecimento do pescoço (principalmente); estudos comprovam que fatores genéticos, hereditários, ambientais e ou mecânicos como traumas repetitivos na área e até o tabagismo comprometem a microcirculação sanguínea e prejudicam a nutrição do disco que levam a uncoartrose e consequentemente, o quadro álgico que, inicialmente, pode ser confundido com uma cervicalgia, exames de ressonância magnética e radiografia pode ser imprescindível além da anamnese e teste específicos para a coluna, para o fechamento do diagnóstico, viabilizando assim, um tratamento mais adequado.

Os principais sintomas são:

·         Perda de amplitude articular na região do pescoço (sensação de “areia” na coluna cervical);

·         Enrijecimento da musculatura adjacente;

·         Dor nos braços com sensação de “formigamento”;

·         Perda de força muscular (pescoço e braços);

·         E sensação de tremor leve nos membros superiores (às vezes, sentido por compressão radicular).

          O tratamento clínico é baseado em medicamentos analgésicos, antiinflamatórios e condroprotetores (como o sulfato de glucosamina e sulfato de condroitina) e tem que ser associado a fisioterapia para que tenha um efeito satisfatório.

Segundo a Sociedade de Reumatologia do Rio de janeiro, atualmente, graças ao melhor conhecimento da doença e ao progresso técnico- científico, é possível se não curar, modificar o curso evolutivo da enfermidade através do uso adequado de medicamentos que permitem controlar e retardar os efeitos nocivos da artrose sobre as articulações comprometidas.

       A fisioterapia tem como objetivo nesses casos, além de ajudar na analgesia e conhecimento da doença na ação antiinflamatória, realinhar o posicionamento das vértebras e, com isso, reduzir as consequências da artrose.

O tratamento fisioterápico baseia-se em eletroterapia (com ou sem calor, depende da fase em que se encontra a enfermidade):

·         Técnicas de mobilizações articulares;

·         Crioterapia;

·         Reeducação postural global;

·         Osteopatia;

·         Quiropraxia e etc.

Lembrando que o tratamento fisioterapêutico escolhido só deve ser prescrito e realizado por um fisioterapeuta.

 

Bibliografia:

www.reumatorj.com.br/teste/doencas/artrose.htm

www.scielo.br

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