Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dr. Rogério Venancio
Cirurgião Plástico
CRM 52 31757-4

Revista Saúde Perss

Dr. Frederico Cesário
Otorrinolaringologista
CRM 52 67317-0
Especialização em otorrinolaringologia na UNIRIO

Med_campos
Med Campos
fredericocesario@yahoo.com.br
A SAÚDE E O INVERNO
Sempre há uma grande preocupação por parte dos pais e responsáveis pelos nossos pequenos pacientes com relação às doenças do frio. Isso, não significando dizer que é só e especificamente do inverno. Evocamos também até aquelas cidades de clima mais ameno e suave de uma friagem costumeira nas quais fazemos numa vez ou outra uma incursão, excursão, pequenos passeios e até em períodos de frio, Seja como for, o período de hirbernalidade daqui ou dali, pressupõe-se desativador da queda imunológica e/ou ativador das doenças do frio. E elas são assim: no período de maio finalzinho do outono até às flores da primavera, eles, (os menores) e os que estão no período adolescente e até mesmos adultos, são passíveis de adoecer.

É evidente, que em todas as estações climáticas há individualmente, um desconforto físico, atribuído a cada um dos seus fatores preponderantes, seja o excessivo calor, e a sudorese abundante, as internações e insolações e o chover e a influência dele nas gripes repentinas, o esfriar, o ventar a umidade ou não do ar que respiramos, fato é que, os clientes sempre se queixam de uma forma ou de outra de ações contrárias à saúde causada pela instabilidade físico-química sazonal.

Mas, na estação mais fria, ocorre entre as que nos procuram (clínicas, pneumologistas, pediatras e otorrinos) quadro clássico e sintomático de cefaléia fortes (dores de cabeça) insinuadas para a fronte e que são acompanhadas de uma secreção viscosa expelida pelas narinas do tipo semi-purulenta, e até por isso mesmo, com alguma fetidez. Esse cheiro desagradável, enjoativo e desconfortável nos faz atribuir que seja uma forma de rinossinusite. Ela é sintomática do processo inflamatório que focalizamos na cavidade nasal ao exame rinoscópico. Nas designações passada denominava-se rinite e no caso de abranger os seios paranasais, diagnostica-se sinusite. Hoje ligação dos órgãos compreendendo-se a sua continuidade ativa tanto inflamatória quanto alergênica, ficou assentado como rinosinusites. (a ITE de inflamação e o sufixo básico para todos os processos desta natureza) o “rino” de nariz e/o “sino” de seios (sejam da face, do etimóide, esfenóide ou frontal).

Elas são muito frequentes no período em que estamos, decorrem de processos virais e alérgicos do que chamamos: IVAS (inflamação das vias aéreas superiores) se apresentam em quadro agudo e que num lampejo não podemos identificá-los como sendo uma forma de vírus (virose) ou bacteriana.

Fato é que, se instalam em estado febril acompanhado de tosses constantes e irritadiças, com as narinas fechadas de secreção e seguem nesse aspecto de gripe e resfriado por um tempo estimado de uma semana. Em nossa clínica, adaptamos a moderna terapêutica antihistamínica auxiliada por descongestionantes, fluidificantes e os córticos-esteróides sob controle.

No caso das laringites que fazem parte das “ites”, e que são o temor das mamães, por causa daquela dor de garganta repentina com rouquidão e febre e reflexo tussigeno expectoral, aconselhamos apenas a medicação caseira e apenas um antitérmico até que se examine o paciente e se faça a medicação apropriada.

A gripe hibernal causada por vírus, inflama as mucosas e ataca os ouvidos (as otites).

E a “influenza” que se apresenta com mais de duzentos tipos diferentes de manifestações.

As otites médias agudas são clássicas nos tempos mais frios. Bacteriana ou por vírus elas normalmente se instalam como num fato complicador dos resfriados. As crianças sofrem por isso! Sentem fortes dores nos ouvidos com febre, respiração dificultada, audição reduzida e alguma prostração.

Fundamentalmente, usamos antibióticos específicos para inibir as bactérias, analgésicos e calor úmido para aliviar as dores.

São as “ites” que os antibióticos debelam no caso das bacterianas. Mas me preocupa o fato do uso indiscriminado de medicação não específica para alguns desses quadros inflamatórias e viróticos.

A necessidade do remédio certo se impõe. Nem tudo que é antibiótico se adapta ou é o ideal para qualquer doença. É preciso especificá-lo.

Compartilhe

Fale Conosco

Para conhecer mais sobre a nossa revista, enviar dúvidas, sugestões ou comentários você só precisa preencher os campos do formulário abaixo.