Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dr. Rogério Venancio
Cirurgião Plástico
CRM 52 31757-4

Revista Saúde Perss

Evaldo Rodrigues de A. Junior
Psicanalista Clínico
Hiponoterapeuta
Membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise

@evaldo.psicanalista
evaldorodriguespsicanalista
evaldorodriguespsicanalista@gmail.com
POR QUAL OLHAR VOCÊ SE ENXERGA?
A clínica psicanalítica nos dá todos os dias à oportunidade de penetrarmos um mundo maravilhoso de descobertas no interior de cada pessoa. É exatamente na escuta do analisando/cliente que nos procura que procuramos identificar o dito que não foi dito, a voz silenciosa que vem depois da fala que o ego tenta proteger e que representa muitas vezes os desejos recalcados do inconsciente. Estar na posição de psicanalista é um desafio de cada dia.

Hoje vou usar deste espaço tão importante para contar uma das experiências deste universo de descobertas.

Certa ocasião, atendendo uma paciente na entrevista inicial para um tratamento, ela passou grande parte de sua fala discorrendo sobre o que não gostava nos outros, falava das escolhas de fulano e sicrano...

Em determinado momento, levantei o dedo e lhe perguntei se poderia lhe fazer uma pergunta, ela consentiu e então perguntei:

­• Por qual olhar você se enxerga, pelo olhar do outro ou pelo seu? Ela respondeu: – não sei? Disse então.

É melhor que você saiba! Porque são exatamente suas escolhas é que determinarão a sua vida e não as escolhas dos outros.

A facilidade que o mundo nos oferece hoje de nos distrairmos de nós mesmos é incrível e na maioria das vezes, nos perdemos de nós. E quando a gente se perde de nós mesmos, a gente perde a identidade, o caminho, perde tudo...

Costumo dizer aos meus pacientes: -- “Se você não sabe quem é, o mundo fará de você qualquer coisa! E se você não sabe onde quer chegar, o mundo te levará para qualquer lugar”.

Ter consciência de quem somos, conhecer nossas emoções e aprender a lidar com elas é o grande desafio que temos pela frente. Você não é o que dizem a seu respeito nem só o que pensa ser. É de Sigmund Freud a seguinte frase:
“Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais: somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos 'sem querer”.

Fazer sessões de análise é se desnudar das ilusões que criamos sobre nós, a vida, as pessoas, e buscar a essência, mesmo que ela às vezes, nos doa. É parar de levar as responsabilidades de nossas infelicidades para o mundo e reaprender a nos perguntar: por que isso me afeta tanto? Por que me senti magoado quando ouvi essa palavra? Ou seja, é tomar as rédeas de nossa própria vida de volta.

Dr. Sigmund Freud no seu tempo disse uma frase: “O homem é dono do que cala e escravo do que fala!”. Falamos muito e escutamos pouco o que se passa dentro de cada um de nós. Quase sempre somos movidos por padrões de repetições sociais, sem refletir exatamente se aquilo nos representa ou não.

Na canção Admirável gado novo do compositor José Ramalho temos um texto que deve nos fazer pensar:
Eh, oh, oh, vida de gado
Povo marcado eh!
Povo feliz!
 
Oh, boi
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam esta vida numa cela...

Quem não se conhece, se conduz como um gado de manobra, sempre preso à sombra da ignorância e culpando o mundo externo pelos insucessos e quedas. Pensa que tem a vida na mão. Sem se perceber é conduzido por um mundo externo de felicidades que não existe e um mundo interno completamente desconhecido.

O homem é o único ser pensante que tem a capacidade de sonhar, refletir, refazer, retomar, e dirigir seu campo emocional, pois faça isso!

Se não passou pela experiência de fazer análise fica aqui meu convite.

Esta experiência pode transformar sua vida!

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