Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dr. Rogério Venancio
Cirurgião Plástico
CRM 52 31757-4

Revista Saúde Perss

Dr. Roberto Miotto
Urologista
CRM 52 40832-8
Diplomado pela FMC

@miotto_roberto
roberto.miotto@bol.com.br
DISFUNÇÃO SEXUAL MASCULINA
A disfunção sexual (DE) segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) pode ser definida como a incapacidade persistente do homem obter ou manter a rigidez peniana na penetração e manutenção suficiente durante o ato sexual. A DE pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais frequente após os 40 anos e tende a piorar com a idade.

Dados brasileiros mostram que entre 18 e 39 anos, 32% dos homens têm DE mínima, 10% moderada e 1% severa. Já acima dos 70 anos, apresentam DE mínima 21%, moderada em 35% e grave em 12%.

O mecanismo da ereção compreende um processo neurovascular com participação hormonal, onde estímulos visuais são transmitidos ao cérebro, através de neurotransmissores, que por sua vez enviam estímulos para medula, e então, aos nervos cavernosos penianos, o que resulta na dilatação das artérias penianas e consequente ereção do tecido cavernoso.

Os principais fatores de risco para DE são: doenças cardiovasculares, sedentarismo, obesidade, hipercolesterolemia, tabagismo, e síndrome metabólica.

A DE pode ser classificadas como de origem vascular, neurogênica, psicogênica, hormonal, associadas ao uso de medicamentos, ou mesmo, secundárias a tratamentos cirúrgicos ou radioterapia; atenção: a DE pode ser um alerta e o primeiro sintoma para doenças coronarianas e cardiovasculares como: hipertensão, dislipidemias, arteriosclerose dentre outras.

Também podem estar associados – doenças neurológicas como: neuropatia alcoólica, neuropatia diabética, polineuropatia, AVC, assim como: medicamentos anti-hipertensivos, antidepressivos, diuréticos, bloqueadores hormonais e drogas recreativas com: maconha, fumo, álcool dentre outras. Distúrbios endócrinos e metabólicos como aumento do estradiol e prolactina ou diminuição da testosterona, e também, algumas alterações da tireóide.

História médica + exame físico minuciosos, abrangendo os fatores de risco, os hábitos sociais, uso medicamentoso, antecedentes cirúrgicos, fatores sociais como: desemprego, religião, depressão, saúde mental e também a vida sexual do paciente, são fundamentais para nós decidirmos o tratamento mais adequado.

Como primeira linha de tratamento medicamentoso dispomos de drogas inibidores da enzima 5 fosfodiesterase como: tadalafila, sildenafila, vardenafila, lodenafila, que provocam ereção quando estimuladas sexualmente, diferindo principalmente, em efeitos colaterais e tempo de ereção. Contraindicação absoluta para usuários de medicamentos com nitroglicerina (sustrate, monocordil, isordil , etc).

A segunda linha de tratamentos para casos não responsivos as drogas de primeira linha, incluem as drogas vasoativas (prostaglandina, fentolamina, papaverina) injetadas diretamente nos corpos cavernosos que provocarão ereção independente do estímulo sexual.

Podemos usar terapia de choque extracorpórea com ondas de baixa intensidade, causando microtraumatismos profundos nos corpos cavernosos com regeneração de novos vasos penianos, podendo melhorar de maneira significativa a vascularização local.

Outra opção para casos refratários seria o tratamento com vacuoterapia, porém, com baixo índice de satisfação. Nos casos em que o tratamento clínico não foi eficaz, existe o tratamento cirúrgico, com taxa de sucesso de aproximadamente 93%. Consiste na colocação de próteses penianas semirrígidas que têm melhor preço ou próteses infláveis com custo muito mais elevado.

Não existe uma receita para longevidade sexual, porém, o cuidado geral com a saúde, prática de atividade física regular, boa alimentação balanceada sempre ajuda.

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