Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Deborah Casarsa
Médica Geriatra
CRM 52 68110-5

Revista Saúde Perss

Gisele dos Santos Pacheco
Nutricionista
CRN 20 03101044
giselenutricionista@gmail.com
ALIMENTE-SE NA PRAIA COM SEGURANÇA!
O verão já começou e o sol está a pino! Nesse momento, a praia é o programa preferido das horas de folga. Após algum tempo curtindo o mar e o sol, as guloseimas ofertadas pelos vendedores nas areias começam a nos tentar, certo?! Mas, é importante lembrar que as altas temperaturas típicas da estação favorecem a contaminação dos alimentos por microorganismos. É grande a incidência de infecção intestinal proveniente da ingestão de alimentos contaminados devido à manipulação inadequada associada à exposição a altas temperaturas. Os principais sintomas são: diarréia, dor abdominal, febre, dor de cabeça, mal-estar, desidratação e calafrios.

É verdade que passar muito tempo na praia sem se alimentar não é aconselhável, mas alguns cuidados são importantes. Para que consumir alimentos nas praias? Não leve a saúde a correr maiores riscos. Então, fique atento!

Água: é de grande importância a procedência da água utilizada para fazer os lanches, sucos e picolés. Não é aconselhável o consumo destes produtos de marcas e estabelecimentos desconhecidos, tampouco garrafas de água sem o lacre de segurança.

Gelo: o gelo usado para sucos, caipirinhas e batidas não deve ser o de barra, pois esse tipo de gelo, normalmente, não é produzido com água potável. O congelamento não mata bactérias. Então, se a água com a qual o gelo for feito estiver contaminada, o gelo também estará.

Camarão: no camarão fresco, a casca sai íntegra. Se ele estiver meio pastoso, grudento, sem sair facilmente da casca, não deve ser consumido.

Ostras: um aperitivo saboroso e ao mesmo tempo, um vilão para os desinformados! Consumidas normalmente com sal e limão, as ostras cruas podem abrigar diversas bactérias e serem retransmissoras de doenças como a cólera e salmonelose. O aquecimento, muitas vezes, também não é eficiente, uma vez que pode não eliminar algumas toxinas que estejam presentes na ostra. Para se consumir ostras com segurança, elas devem estar vivas e terem sofrido um processo de depuração em água clorada por no mínimo 24 horas.

Pastel: o óleo utilizado para a fritura do pastel deve estar limpo. Se o óleo estiver escuro solicite a troca do mesmo, pois pode estar com toxinas que causam mal à saúde. Os recheios de menor risco são os de queijo e tomate.

Sanduíche Natural: a maioria dos sanduíches naturais são feitos com maionese, portanto tem que estar refrigerados. É importante que os sanduíches sejam armazenados em caixa de isopor e na mesma, deve haver gelo para manter a temperatura baixa. Atenção: a maionese nunca pode ser caseira, pois é feita artesanalmente e é o alimento com maior risco de contaminação pela salmonela.

Água de Coco: a água de coco gelada tem alto poder de hidratação. Mas, pode haver contaminação na casca do coco, no facão usado em sua abertura e nos canudos, que podem ser reaproveitados. Retire você o canudo da embalagem e ao comer a polpa suculenta, não utilize a paleta feita com a casca.

Queijo Coalho: o produto deve ser armazenado a 6ºC, o que não costuma ocorrer nas praias. O queijo, espetado em palito, fica fora da geladeira por horas. Então, se não estiver armazenado em isopor com gelo, esqueça o queijo! O mais difícil é saber a procedência do queijo, mas se ele estiver corretamente armazenado e você pedir para assar totalmente, o risco diminui.

Devemos estar atentos à qualidade e à procedência dos alimentos e observar as condições de higiene das barracas de comidas, assim como: o aspecto, a coloração e o odor dos produtos que vamos consumir. Curta o verão com saúde!

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