Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Deborah Casarsa
Médica Geriatra
CRM 52 68110-5

Revista Saúde Perss

Arthur Soffiati
Professor de história e eco-historiador
Mestrado e doutorado na UFRJ

arthursoffiati
as-netto@uol.com.br
EU CONTRAÍ COVID-19
No início da pandemia, cientistas, médicos e autoridades governamentais hesitaram diante do novo vírus. Melhor: de um vírus desconhecido que invadia o espaço humano, em grande parte, espaço natural invadido pela humanidade. Entraram logo em discussão o distanciamento físico (já que o social podia continuar pelas redes eletrônicas), o uso de máscaras e medicamentos destinados a outras enfermidades que poderiam ser usados em tratamento preventivo, precoce e mesmo, no tratamento de pessoas acometidas pelo vírus.

Logo concluiu-se que as máscaras não só protegiam os outros de mim, mas também, reduziam o perigo de contaminação daquele que as usava. Entendeu-se logo que, na ausência de vacinas, o distanciamento físico era fundamental. Finalmente, estudos científicos sérios descartaram como ineficazes certos medicamentos, tais como: Ivermectina, Hidroxicloriquina, Azitromicina etc...

Fugi do debate que se travava no Brasil por estar muito politizado e radicalizado e fui buscar orientação da Organização Mundial de Saúde. Afastei-me das pessoas. Fiquei em casa. Usei máscaras nas poucas vezes em que fui para o espaço público e não tomei remédios que os próprios médicos, no refúgio de seus consultórios, receitavam. A pandemia serviu para que eu observasse bastante os médicos que, publicamente, diziam uma coisa e, no particular, faziam outra. Mesmo buscando orientação segura, distanciando-me das pessoas e usando máscaras, o vírus entrou sorrateiramente em minha casa e me infectou. Eu já havia tomado as duas doses da vacina Covaxin, também muito criticada pelo presidente da república.

Primeira providência: buscar atendimento pelo meu plano de saúde. Era domingo. Havia poucas pessoas. Antes de ser encaminhado para atendimento médico, passei por um pré-atendimento. Pressão dentro dos limites. Oxigenação do organismo entre 98 e 100. Respiração excelente. Glicose dentro dos limites. Fui atendido por uma médica. Fui auscultado. Pulmões livres. Ligeira tosse e corisa. Pediu-me um teste para confirmar Covid ou não, mas, entes do resultado, receitou-me Astro 500 mg, Preni 200 mg, Loratadina 10 mg, Ivermectina 6 mg, Novalgina 1 g (em caso de febre) e Noex 50 MCG.

No dia seguinte, fiz o teste. Preferi não tomar nada até o resultado. Dois dias depois, ele me foi fornecido. Sim, eu estava infectado. Para fugir às diversas opiniões médicas, procurei o Dr. Nélio Artiles, referência em infectologia. Tivemos um contato mais próximo no Liceu, quando ele ainda não era médico. Depois de já formado e considerado um excelente infectologista, recorria a ele duas vezes. Dr. Nélio me examinou. Pulmões livres. No seu entendimento, nada havia de preocupante na minha coriza e tosse discretas. Deixou bem claro que antibióticos e corticoides não têm nenhum efeito sobre vírus. O que impedia a doença de progredir em mim era a quase imunidade conferida pela vacina e pelo meu organismo. Então, por que tratar-me com medicamentos ineficazes? Em caso de febre, apenas um remédio para combater os sintomas. Pediu-me exames de sangue e recomendou que eu medisse a oxigenação do meu organismo.

Tive febre apenas por algumas horas, Os exames de sangue mostraram que eu resistia bem ao ataque do vírus. Muitas pessoas devem ter vivido situação parecida com a minha. Acompanhei depois o caso do plano de saúde Prevent Sênior. Eu vivi situação similar. Mas não convém que eu revele o nome do meu plano nem o nome da médica que me atendeu. Parecia que ela cumpria protocolos estabelecidos pela empresa médica onde trabalhava. Encerro com a conclusão de que práticas semelhantes às da Prevent Sênior devem ter ocorrido em vários planos de saúde pelo Brasil. Encerro também lavrando meus agradecimentos ao Dr. Nélio Artiles, com sua orientação segura, e minha grande admiração por ele enquanto ser humano, cidadão e profissional.

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