Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Deborah Casarsa
Médica Geriatra
CRM 52 68110-5

Revista Saúde Perss

Dra. Gabriela Dal Molin
Médica Psiquiatra
CRM 10 3650-5
Residência em psiquiatria pela PUC-RS

@gabidalmolin pessoal
vilaverdesaudemental_campos
gabifdalmolin@hotmail.com
SAÚDE MENTAL, COMO VAI A SUA?
Nos dias atuais, a saúde mental deve ser prioridade na vida da população, porém isso, nem sempre é possível. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde mental consiste em um estado de bem-estar, quando a pessoa é capaz de usar as suas habilidades, recuperar-se do estresse, ser produtiva e colaborar com o meio em que vive.

Entender o que é saúde mental e como podemos cuidar dela é um importante indicador de qualidade de vida e bem–estar. Saúde mental entre tantos conceitos é a maneira como reagimos aos desafios que surgem. É como lidamos, de forma satisfatória, com as emoções que vivenciamos no dia a dia, conseguindo, dessa maneira, levar a vida de uma forma harmônica. A saúde mental vai muito além de um transtorno mental ou de alguma doença relacionada à mente, ela engloba o todo e contempla diversos fatores.

Como cuidar da saúde mental?

O sonho de consumo, de grande parte da população, é sentir-se bem, feliz e realizado, a maior parte do tempo – ou então o tempo todo.

Porém, não é tão simples se manter mentalmente são, diante de tantos desafios que a vida impõe, certo? E olha, saiba que você não está sozinho nesse pensamento. De acordo com dados da OMS, 5,8% dos brasileiros têm depressão e 9,3% (cerca de 19 milhões de pessoas), ansiedade. Por causa da pandemia, esses números dispararam e, de acordo com as últimas pesquisas, 53% da população vem sofrendo de ansiedade, seguido de depressão. De fato, os consultórios psiquiátricos e psicológicos lotaram na pandemia. O isolamento social, o temor, medo da morte e a preocupação tomaram conta da população, desencadeando reações jamais vistas ou sentidas por parte da população.

Acredito que todos se desafiaram nesse longo período e ainda desafiam o poder do equilíbrio, a busca pelo bem-estar, por se sentir em paz, por estar com saúde física e mental, enfim, o conceito de autocuidado. Mas vem a pergunta, e como praticamos o autocuidado? Costumo dizer aos meus pacientes que autocuidado é um processo diário, porém, se realizado, é um cuidado duradouro e enriquecedor.

Como praticar o autocuidado:

Essa prática aborda a maneira erdas de entes queridos e como: nos alimentamos, nos movimentamos, nos relacionamos com os outros e até do contato com a natureza. Praticar o autocuidado talvez seja o principal pilar afastamento das doenças psíquicas, ou até mesmo, melhora dos quadros de ansiedade e depressão.

Associar técnicas de autocuidado são tão importantes quanto ao uso de medicação e psicoterapia.

Quando um paciente busca meu consultório, valorizo todos esses eixos descritos e faço questão de orientar os passos para termos êxito na melhora do quadro.

Dicas práticas e necessárias:

•  Exercite-se;
•  Tenha bons hábitos alimentares e de higiene com o corpo;
•  Vá regularmente ao médico e faça exames de rotina ou de acompanhamento;
•  Busque uma vida social prazerosa e momentos relaxantes;
•  Tenha uma boa noite de sono;
•  Comece a fazer terapia;
•  Aprenda a dizer não;
•  Tome medicação sempre avaliada e prescrita por um profissional capacitado.


Saúde mental na pandemia

Vivemos tempos difíceis, de incertezas, pmedo. Passamos por momentos desafiadores, sentimos na pele o coração disparar, palpitar, sentimos o ar faltar. Choramos com as perdas, lamentamos com a queda econômica, com a fome. Sofremos com a perda de emprego, com filhos doentes emocionalmente, com o distanciamento social e com muitas outras coisas.  E, como vimos, isso vem gerando um impacto emocional na população como um todo. Por isso, cuidar da saúde mental em tempos de pandemia tornou-se um bem necessário, um grito, uma luz.

A pandemia e o isolamento social podem afetar as pessoas de diferentes maneiras. Mas, de forma geral, percebemos que, atualmente, a demanda do olhar para si, está maior. Por isso, reforço a importância de estarmos sempre atentos aos nossos sentimentos, para que eles não se tornem uma avalanche de sensações, que ficarão difíceis de serem carregadas.
 
          Quanto mais rápido tratarmos, mais rápido sairemos com menos sequelas. Quanto mais rápido tratarmos, mais rápido voltaremos à normalidade. Investir em saúde mental é investir em qualidade de vida. Investir em saúde mental é voltar a sorrir, é voltar a ter prazer, é diminuir as feridas e ter paz.

Desejo a todos uma quebra de preconceito e busca por tratamento.

Desejo a todos Saúde Mental em 2022, um fim de ano de muitas resoluções e recomeço.

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