Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Deborah Casarsa
Médica Geriatra
CRM 52 68110-5

Revista Saúde Perss

Dr. Cyro Nagamine
Ortodontista
CRO-RJ 20 864
Pós-graduado pela UNICASTELO-SP
cyrojose@live.com
cyrojose@live.com
TRATAMENTO DE CRIANÇAS COM PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
       Doenças respiratórias são muito comuns em crianças e jovens que apresentam um estreitamento dos ossos, formadores da cavidade nasal, principalmente dos “maxilares”. A principal consequência deste estreitamento maxilar é a redução da captação do ar pela cavidade nasal, que automaticamente é desviada para boca, onde se iniciam todos os problemas respiratórios...

Entendendo a fisiologia respiratória

A captação do ar deve ser feita pela cavidade nasal, onde o ar será filtrado, aquecido e umidificado, chegando nos pulmões em condições ideais para hematose que é a troca do CO2  pelo O2. Este processo será o fator determinante na concentração de O2 no sangue da criança que vai influenciar diretamente no crescimento, desenvolvimento mental, atividades físicas e doenças (rinite, sinusite, otite média, faringite, bronquite, pneumonia e etc...).

Quando a captação do ar é feita pela cavidade bucal, por haver um estreitamento ósseo impedindo a correta passagem do ar pela cavidade nasal, o ar captado chega nos pulmões "in natura", sujo, frio e seco prejudicando a hematose, reduzindo a concentração de O2 no sangue, prejudicando o crescimento e desenvolvimento, pensamento e raciocínio, atividades físicas e aumentando consideravelmente o número de doenças respiratórias.

Médicos precisam da assistência da ortodontia

Como é de “competência da ortodontia”, o tratamento ortopédico dos maxilares, o tratamento de crianças e jovens com problemas respiratórios (síndrome do respirador bucal), deve ser feito um procedimento chamado expansão rápida da maxila (ERM), para corrigir o estreitamento do arco superior, que tem como principal característica palato ogival e profundo. O tratamento desta síndrome deve ser feito de forma multidisciplinar para se obter o êxito terapêutico. Quando os médicos pedem radiografias de perfil para visualização das adenoides e constatam uma hipertrofia das adenoides, acham que essa hipertrofia é o principal problema da obstrução da passagem do ar na nasofaringe sem analisar o estreitamento ósseo dos maxilares. Dois exames constatam o estreitamento ósseo dos maxilares, são eles: rinometria acústica e a rinomanometria. a rinometria acústica mede o volume da cavidade nasal e a rinomanometria determina a resistência da passagem do ar pela cavidade nasal. Desta forma, podemos saber com exatidão o problema do estreitamento maxilar.

Como é feita a expansão rápida da maxila?

Através de aparelhos ortopédicos chamado disjuntores, o ortodontista fará a expansão rápida da maxila, num período que varia entre 2 e 3 semanas, dependendo do grau de estreitamento maxilar. Este procedimento pode ser feito a partir dos 2 anos de idade até aproximadamente 18 anos. É um procedimento indolor, não envolvendo nenhum tipo de procedimento cirúrgico. Na primeira semana, já se nota como melhora o padrão respiratório das crianças, após 2 semanas, a criança já está melhor. O tratamento dura aproximadamente 3 meses; mas, entre 2-3 semanas, a criança já apresenta excelentes resultados. Os principais sintomas a serem observados, inicialmente, antes do tratamento são:
•  Dormir de boca aberta;
•  Roncar;
•  Babar no travesseiro;
•  Se mexer dormindo;
•  Acordar com sede;
•  Bruxismo (ranger dentes dormindo);
•  Olheira;
•  Cansaço constante;
•  Dificuldade para acordar e diversos outros sintomas...

Estes sintomas desaparecem em aproximadamente 2-3 semanas após feita a expansão rápida da maxila.

Convido aos leitores acessar no youtube: dr cyro nagamine para maiores esclarecimento desta terapêutica. 

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