Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Lana Maria Pereira da Silva
Médica Psiquiatra
CRM 52 69489-4

Revista Saúde Perss

Flávia S. Miranda
CREFITO 2 99950-F
Fisioterapeuta especialista em acupuntura
Fisioterapia especializada em pós-operatório e angiologia

flamiranda.13.FS@gmail.com
POR QUE PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA PLÁSTICA NÃO É DRENAGEM LINFÁTICA?
Quando pensamos em fisioterapia, a imagem que nos vem a cabeça é primeiramente de braço quebrado, um paciente neurológico sendo atendido e mais, atualmente, na intervenção desse profissional no tratamento de Covid.

A fisioterapia tem, especificamente uma área de especialização onde os pacientes de cirurgia plástica (nosso tema) são atendidos, é a fisioterapia dermatofuncional (que possui 7 áreas de atuação).

Falando especificamente sobre cirurgia plástica, os mais recentes estudos e as mais novas técnicas para recuperação rápida e eficaz envolvem terapia manual, fotobiomodulação, os exercícios respiratórios e miolinfáticos e as bandagens terapêuticas (conhecidas também como taping).

Mas o que é e para que cada uma delas é utilizada especificamente?

Quando falamos de terapia manual, a utilização das mãos para controle de reparo tecidual é o mais eficaz, quando falamos isso, nos referimos, por exemplo, ao controle e tratamento dos tecidos de cicatrização desorganizados, que chamamos de “fibroses” para melhor entendimento.

A fotobiomodulação, utilização de laser e led, vai abranger desde melhora na vascularização, hidratação do tecido, reparo tecidual, auxílio na cicatrização, prevenção e até tratamento de complicações como deiscências por exemplo!

Os exercícios respiratórios são de suma importância, uma vez que, esse paciente apresenta uma certa dificuldade para respirar, o que pode gerar a médio e longo prazo uma alteração no seu padrão respiratório e na pior das hipóteses, patologia respiratória como por exemplo: uma atelectasia.

Quanto aos exercícios miolinfáticos, nome bonito inclusive, esses são utilizados pensando na ativação do sistema circulatório que foi com certeza afetado durante a cirurgia, eles contribuem para melhora dos edemas e equimoses por exemplo.

E as bandagens? As famosas fitinhas que podem ser coloridas, ter desenhos e que apresentam vários tipos de cortes? Essas são sem dúvida a técnica da vez! Utilizadas primeiramente (onde ficaram mais conhecidas) na área da fisioterapia em traumato ortopedia e esportiva, hoje, elas são as “cerejas do bolo” na cirurgia plástica, seja sendo utilizada ainda no bloco cirúrgico, no pós imediato ou até durante as sessões de pós-operatório no consultório. Com vários cortes, várias tensões elas, diferente do que muitos acreditam, não possuem medicação e atuam de forma eficaz como adjuvante no tratamento de edemas, equimoses, seromas e até fibroses e na cicatrização (auxiliando na redução da tensão).

Então, o pós-operatório não é drenagem?

Drenagem linfática manual é uma técnica maravilhosa e utilizada sim no pós-operatório, mas não é a principal e única.

Com a drenagem linfática manual, que não é dolorida que fique claro, auxiliamos todo sistema circulatório quanto ao edema (inchado), as equimoses (os roxinhos) e auxiliamos no processo da recuperação geral, uma vez que, essa técnica atua no sistema parassimpático, por isso também, que é tão relaxante.

Costumo orientar minhas pacientes que sua cirurgia plástica, estética ou não, tem os mesmos comprometimentos que ocorrem em qualquer outra cirurgia, como limitação de movimento, corte (ferida controlada), edema, equimose e pode ter riscos como qualquer outra. Portanto, deve sim, ser levada tão a sério quanto qualquer outra cirurgia.

Por isso é correto dizer que o seu pós-cirúrgico será atendimento fisioterapêutico (realizado por um fisioterapeuta especializado) e não, “sessão de drenagem”.

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