Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Lana Maria Pereira da Silva
Médica Psiquiatra
CRM 52 69489-4

Revista Saúde Perss

Dr. Roberto Miotto
Urologista
CRM 52 40832-8
Diplomado pela FMC

@miotto_roberto
roberto.miotto@bol.com.br
INCONTINÊNCIA URINÁRIA
Incontinência urinária é definida como qualquer perda de urina involuntária. Esta condição é mais frequente nas mulheres e aumenta com a idade, porém, também pode aparecer nos homens e em qualquer faixa etária.

Ainda que esta seja uma condição que não afete a sobrevida do portador, a incontinência urinária compromete de forma impactante a qualidade de vida, gerando problemas sociais, de relacionamento e no trabalho, levando muitas vezes ao isolamento social e depressão.

No sexo feminino, a incontinência pode ser causada pelo esforço, ou seja, nas situações onde há aumento da pressão abdominal (espirros, esforços físicos, tosse) e na ausência de desejo miccional.

Aproximadamente, 30% das mulheres com idade entre 30 e 60 anos têm incontinência urinária e metade delas está relacionada ao esforço. Geralmente esta condição é atribuída a insuficiência do esfíncter urinário ou hipermobilidade uretral (conhecida vulgarmente como “bexiga caída”).

Existe ainda a incontinência urinária de urgência onde ocorre um súbito desejo de urinar e a pessoa perde urina, antes mesmo que possa chegar ao banheiro. Condição também comum é associação dos sintomas de incontinência de esforço e urgência, chamada de incontinência mista.

Para o diagnóstico da mulher incontinente e para que seja possível caracterizar o tipo de perda (esforço, urgência ou mista), devemos fazer uma história detalhada de doenças associadas, função intestinal, motora e medicamentos em uso, bem como exame físico detalhado, incluindo exame vaginal e retal.

Ferramenta de utilidade é a elaboração de um diário miccional onde serão anotados as queixas, frequência das micções, perdas urinárias e volume urinado ao longo de alguns dias. Avaliação laboratorial com exames de sangue e urina, exames de imagem (ultrassom e ressonância magnética) bem como, estudo urodinâmico podem ser necessários para melhor caracterizar e oferecer o tratamento adequado.

O tratamento consiste em: medicamentos, fisioterapia de assoalho pélvico, cirúrgico, sendo muitas vezes necessária a associações de diferentes tipos. Cada caso será avaliado e tratado conforme à sua necessidade.

Bexiga hiperativa

Segundo a Sociedade Internacional de Continência, bexiga hiperativa é definida como a presença de urgência miccional, geralmente acompanhada de polaciúria (urinar pouco volume e frequente) e noctúria (acordar para urinar). Pode ou não estar associada à incontinência urinária de urgência.

A bexiga hiperativa pode afetar ambos os sexos e em qualquer idade acometendo mais de 30% dos pacientes com mais de 75 anos, e associadas com incontinência urinaria em aproximadamente 35% dos pacientes.

Causas da bexiga hiperativa: doenças que geram alterações do epitélio da bexiga, alterações da musculatura da bexiga, alterações dos centros neurológicos do sistema nervoso central ou periférico.

O diagnóstico necessita de história e exame físico detalhados e diário miccional de pelo menos 3 dias associados a  exames laboratoriais, exames de imagem e estudo urodinâmico, sempre que necessário.

O tratamento consiste na administração de medicações via oral e reabilitação com fisioterapia do assoalho pélvico. Terapia comportamental com mudança de hábitos de vida, dieta adequada, controle da obesidade, sedentarismo e tabagismo são medidas de extrema importância na terapêutica. Nos casos refratários, injeções de botox intravesical, neuromodulação ou até mesmo procedimentos cirúrgicos específicos são opções no tratamento.

Compartilhe

Fale Conosco

Para conhecer mais sobre a nossa revista, enviar dúvidas, sugestões ou comentários você só precisa preencher os campos do formulário abaixo.