Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dr. Rogério Venancio
Cirurgião Plástico
CRM 52 31757-4

Revista Saúde Perss

Dr. Francis Roque Khouri
Urologista
CRM 52 49354-1
Formado pela UFJF - Juiz de Fora-MG
khourifrancis@gmail.com
DISTÚRBIOS EJACULATÓRIOS: QUAL É O SEU PROBLEMA?
Cerca de 30% dos homens ao longo de suas vidas irão apresentar algum tipo de disfunção ejaculatória. Os mais frequentes são: ejaculação precoce (EP), ejaculação retardada (ER), ejaculação dolorosa (ED), ejaculação retrógrada (ER), Anejaculação e Anorgasmia.

Ejaculação Precoce (EP): é mais frequente entre os adultos jovens de 18 a 30 anos e tende a diminuir com a progressão da idade. Em 75 a 100% das vezes, por um período mínimo de 6 meses, causando sofrimento ou dificuldade interpessoal. Não existe uma definição consensual para a (EP), porém os critérios mais utilizados são: o tempo de latência ejaculatória após a penetração, o início e frequência em que ocorrem, e a associação de desconforto frequente à situação. O critério de definição mais empregado é: “a ejaculação que ocorre quase sempre até 1 minuto após a penetração vaginal nos casos primários ou até 3 minutos nos casos secundários, associada a incapacidade de retardar a ejaculação em quase todas as penetrações, levando a estresse, frustração, incômodo e perda da intimidade sexual do casal.”

A (EP) pode ser classificada em primária (70%), quando aparece desde o início das atividades sexuais e secundárias (30%) quando precedida por um período de normalidade. O uso de antidepressivos, anestésicos tópicos em forma de spray ou creme podem ser empregados. Os melhores resultados são obtidos com uso de inibidores seletivos da receptação da serotonina (ISRS) e como os antidepressivos tricíclicos, que são (clomipramina, fluoxetina, dapoxetina).

Ejaculação Retardada (ER), Anejaculação: é a ausência de ejaculação caracterizam-se pelo retardo no tempo ejaculatório até a completa ausência. A prevalência é de 3% da população geral com prejuízo na reprodução. É observada quando a ejaculação não ocorre antes dos 25 minutos da penetração, apesar de estímulo sexual adequado ou quando a relação sexual tem que ser interrompida por exaustão, e irritação do casal ou solicitação da parceira. A ocorrência do estresse pessoal deve estar presente. O espectro máximo do distúrbio é a anejaculação e consiste na completa falta de ejaculação, geralmente associada à anorgasmia. São divididas em primárias (25%), ou secundárias (75%), momentâneas ou persistentes e ¼ dos pacientes alcançam o orgasmo pela masturbação, reforçando nesta situação  a causa psicogênica. Paciente que se masturbam de forma muito intensa podem ter dificuldade em ejacular em relações sexuais habituais, 75% desses homens apresentam ejaculação normal durante a masturbação solitária, o que indica a presença de um fator psicogênico importante. Existem várias causas da (ER) como: psicogênica, acidente vascular cerebral, as neuropatias causadas por diabetes mellitus e álcool, o hipotireoidismo e a baixa de testosterona podem alterar a ejaculação. Os traumas raqui-medulares, as lesões decorrentes de procedimentos cirúrgicos urológicos ou proctológicos podem levar a (ER).

Alguns medicamentos como: antidepressivos, opióides, alfa bloqueadores, diuréticos tiazidicos dentre outros, podem levar à (ER). O tratamento medicamentoso é realizado com cabergolina, a bupropriona, a dopapina, a amantadina  dentre outros, sendo  prescritos pelo profissional.

Ejaculação Dolorosa (ED): é definida como a ocorrência de dor peniana, escrotal ou testicular durante ou após a ejaculação, impactando de forma negativa na qualidade de vida dos pacientes. Prevalência de 1 a 10% da população, podendo chegar a 75% em pacientes com dor pélvica crônica ou prostatite.

A principal etiologia é decorrente de: prostatite, uretrite e orquido-epedidimites. Algumas situações pós cirúrgicas de (ED) evoluem com resolução espontânea cerca de 12 a 18 meses após o procedimento. O tratamento é medicamentoso, com anti-inflamatórios, antibióticos, etc...

Ejaculação Retrógrada (ER): ocorre devido à insuficiência dos mecanismos do fechamento do colo vesical durante a contração da musculatura perineal, levando ao direcionamento do sêmen para a bexiga.

Pode ter causa psicogênica ou ser ocasionada por procedimentos cirúrgicos como: ressecção endoscópica da próstata, por uso de alfa-bloqueadores ou anti-psicóticos. Cerca de 30% dos pacientes diabéticos podem apresentar este distúrbio. O diagnóstico é realizado por meio de pesquisa de espermatozóides na primeira urina colhida após a masturbação.

O tratamento por ser com uso de pseudoefedrina, anti-depressivos tricíclicos como a Imipramina. Tratamento cirúrgico com injeção de colágeno ainda é experimental.

Anorgasmia ou Anedonia: é a ejaculação sem orgasmo devido à desordem neuro-hormonal levando ao decréscimo de dopamina. Disfunções hipofisárias, tireoidianas, e testiculares que cursam com diminuição acentuada de libido, podem levar a anorgasmia, assim como o uso abusivo de álcool, heroína e opióides. A dosagem dos hormônios tireoidianos (TSH) e hipofisários, como prolactina devem ser solicitados. Fatores de ordem psicogênica devem ser avaliados e tratados pelo especialista, quando não é identificada uma causa biológica.

Procure seu urologista para melhor avaliação e tratamento  do seu distúrbio  ejaculatório. 

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