Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dr. Rogério Venancio
Cirurgião Plástico
CRM 52 31757-4

Revista Saúde Perss

Gisele dos Santos Pacheco
Nutricionista
CRN 20 03101044
@porgiselepacheco
FOME OCULTA
       É nítida a mudança de hábitos alimentares que ocorreu nas últimas décadas. Os alimentos naturais e indispensáveis à saúde foram sendo substituídos por alimentos industrializados, gordurosos, ricos em açúcar e carentes de fibras. As desculpas são variadas, cada pessoa e cada momento têm um motivo para a substituição do saudável pelo mais fácil. A mulher inserida no mercado de trabalho, a busca por praticidade e a falta de tempo são apenas algumas delas.

         Esses maus hábitos alimentares, hoje tão presentes na população de maneira geral, acarretam uma diminuição das reservas orgânicas causando deficiências de micronutrientes (ferro, cálcio, selênio, zinco, etc). Esta é a chamada fome oculta ou deficiência marginal, a carência não explícita de um ou mais micronutrientes no organismo. No início, é difícil de ser notada, pois os estoques de vitaminas e minerais diminuem em silêncio, sem sinais nem sintomas. Mas, com o agravamento do quadro, os sintomas característicos da deficiência nutricional aparecem já transformados em doenças como osteoporose, câncer, problemas cardiovasculares, etc. Isso, porque essas carências dificultam o funcionamento adequado do metabolismo.

         “A fome oculta é uma fome silenciosa, porque não se sente, ela não se manifesta. É a necessidade de protetores nutricionais que não estão chegando, porque a gente não está comendo tudo isso” (Rebeca de Angelis - especialista em nutrição - USP).

         A frase conhecida, “Quantidade não significa qualidade!”, se aplica bem quando falamos de alimentação. Se os alimentos consumidos não fornecem os nutrientes necessários ao organismo, o indivíduo não está bem nutrido, mesmo que tenha ingerido toda energia (calorias) necessária para desenvolver suas atividades diárias. É aqui que se encaixa o exemplo daquele colega obeso, mas anêmico. A fome oculta pode atingir tanto pessoas com peso adequado, quanto obesas, e pertencentes a qualquer classe social. O problema pode estar escondido por uma normalidade aparente ou exageros. E ainda é pior quando além de não comermos o que é necessário, consumimos excesso do que não é preciso.

         Para prevenir a fome oculta, apenas é preciso uma alimentação saudável e variada! Evitar gordura saturada, açúcar e aumentar o consumo de frutas e hortaliças é uma ótima mudança! Uma questão importante é esquecer as dietas emagrecedoras restritivas, onde um bom exemplo é a dieta da sopa. Com essas dietas, não há nutrição completa, podendo iniciar o desenvolvimento de carências nutricionais. A melhor opção é adotar as leis da alimentação: quantidade, qualidade, harmonia e adequação!



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