Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dayane da Silva Alves
Fonoaudióloga
CRFa 1-15314
Revista Saúde Perss

Dayane Alves
Fonoaudiologia
CRFa 1-15314
Formada pela Uni Redentor
dayanealvesfono@gmail.com
ENTREVISTA Dayane da Silva Alves
Uma indicação de uma amiga, ainda quando estava em dúvida de qual curso universitário faria na época, foi das mais certeiras para que hoje, a fonoaudióloga Dayane Alves, 29 anos, fosse uma profissional das mais felizes com o seu ofício, se doando ao máximo e cada vez mais querendo aprender, o que continua fazendo até hoje, e não, pretendendo parar tão cedo. Dayane Alves é formada pela UniRedentor do município de Itaperuna, no Estado do Rio de Janeiro, local que considerava a sua segunda casa, já que antes mesmo do vestibular, trabalhava na universidade no setor financeiro. Daí para se apaixonar por um dos cursos da Casa foi um pulo.

Foi assim, que tudo começou na vida da itaperunense, formada em 2017, mas, atualmente, com uma carreira das mais promissoras, atuando hoje na Associação de Proteção e Orientação aos Excepcionais (APOE), em Campos, uma das entidades mais antigas e respeitadas da cidade e região, além de outras clínicas particulares do município e, também, em home care. Quando solicitada, lá está Dayane para atuar, como ela mesma, diz, “com todo amor e carinho”, já que considera que a fonoaudiologia é isso e assim, deve ser praticada.

SP - A partir da indicação da sua amiga para a profissão, o que você fez?
DAS - De imediato, aderi à ideia, Depois da indicação da minha amiga fui pesquisar mais a fundo sobre a fonoaudiologia e comecei a me identificar. Mas, antes, eu tinha feito vestibular para engenharia civil, talvez, porque naquele momento, várias pessoas estavam pretendendo iniciar na carreira, mas fui percebendo que aquilo não me preencheria. E com a fonoaudiologia foi justamente o contrário. Percebi de imediato que ali estava o que eu gostaria de fazer. A fono é amor, aliás, a área das humanas é puro amor.

SP - Você fala como se tivesse muitos anos de formada. É muito amor à profissão?
DAS - Sim, muito amor. Tenho três anos de formada, mas parece que faz anos e anos que trabalho como profissional, de tanto conhecimento que venho buscando, além de experiências vividas com meus inúmeros pacientes no dia a dia. Não é à toa que não paro de estudar, aprender, tudo para levar o melhor para eles.

SP - Você fala muito em gratidão por aqueles que lhe apoiaram no início da carreira. Quem são essas pessoas?
DAS - É por tudo isso que está acontecendo hoje comigo é que eu sou grata àqueles que me ajudaram e continuam ajudando nesta minha caminhada profissional, que não é fácil, sem dia e hora para descansar. Para começar, além da amiga-orientadora da profissão, a Michelle Rabello, agradeço, principalmente, aos meus pais Édson de Abreu Alves e Letícia da Silva que são meu melhor exemplo de amor ao próximo, além do meu irmão Matheus Alves pelo apoio de sempre e, ainda, ao meu companheiro de todas as horas, meu marido Matheus Alves, que é meu alicerce nessa jornada, sempre me apoiando e despertando o melhor de mim, agradeço também a  minha família em geral que é meu bem maior, principalmente: as tias Leydnéia e Tereza Cristina, as primas Gabriela e Camila que são mais que parentes, são aquelas que estão sempre na torcida por mim, as amigas que mesmas não sendo de sangue são como irmãs: Thayan Câmara e Adriana Vicente, aos meus avós, Nilton de Oliveira Paula e Maria da Silva Paula  que são tudo para mim. Obrigada a todos por acreditarem nos meus sonhos e me apoiarem!

SP - Gratidão como sinônimo de reconhecimento. É isso?
DAS - Sim, acredito que gratidão deve ser, também, sinônimo de reconhecimento e é isso que faço ao lembrar das minhas colegas profissionais que conquistei nesta minha trajetória de trabalho. Eu sei que não é muito comum nos dias atuais as pessoas quererem trocar conhecimentos e experiências, principalmente, quando elas são da mesma profissão, momento em que bate aquele medo da concorrência. Sei da importância dessa troca e, por isso que aproveito para falar das minhas amigas de profissão, as fonoaudiólogas: Patrícia Moraes, Daniela Costa, Mayssilla Noronha e Vanessa Alves. Obrigada a todas pelo carinho recebido.

SP - Logo depois de formada, você já recebeu proposta de trabalho?
DAS - Meses depois de me formar no final de 2017, logo em seguida, no início de 2018, recebi uma proposta de trabalho para atuar na APOE, fui indicada pela fonoaudióloga Thaís Ferreira, instituição onde trabalho com crianças e adolescentes, (pessoa com deficiência), de e onde me sinto realizada pelo trabalho desenvolvido e os resultados obtidos ao longo dos anos de atuação. Já nas diferentes clínicas da cidade, trabalho com crianças com dificuldade de aprendizagem, atraso de linguagem, entre outros casos que aparecem com frequência.

SP - Você não para de estudar e já está quase concluindo uma pós-graduação. Qual o curso?
DAS - Este ano termino minha pós-graduação que estou fazendo nos Institutos Superiores de Ensino do Censa (ISECENSA) em psicomotricidade. Esta é uma ciência que estuda o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interior e exterior, podendo ser definida como a capacidade de determinar e coordenar mentalmente os movimentos corporais.

SP - De que forma a psicomotricidade vai ajudar no desenvolvimento dos seus pacientes?
DAS - A psicomotricidade na fonoaudiologia vai ajudar, estimular linguagem, iremos trabalhar o corpo em conjunto com a comunicação do paciente. A psicomotricidade nos dá um leque de opções a serem trabalhadas para a reabilitação do paciente e isso, é muito bom. Quando a gente faz o que gosta, o resultado de um trabalho é tudo na vida, não tem preço.

SP - Mas você não para de estudar e mesmo terminando a pós, vai começar outro curso?
DAS - Sim, porque não pretendo parar por aí. Já no próximo mês, mesmo ainda estando cursando a pós-graduação, vou começar as aulas no curso onde vou aprender sobre o Método Sena. Este é um tratamento realizado através de um software, ajustado por fonoaudiólogo especialista no procedimento e que modifica a estrutura harmônica do som, conseguindo melhorar a qualidade auditiva do paciente. Desta forma, estarei atuando com a nova terapia, que pode ser aplicada em pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos que estejam com problemas de audição, concentração, raciocínio lógico, entre outros.

SP - Fale um pouco sobre esse Método Sena.
DAS - O Método Sena ajuda reabilitar o processamento auditivo central, caso por exemplo, de crianças que escutam, mas demoram para assimilar, não entendendo o que foi perguntado. Se uma família tem uma criança assim, leva ao neurologista que, por sua vez, o encaminha para o fonoaudiólogo para Avaliação do Processamento Auditivo Central (PAC), que permite analisar e diagnosticar como a criança está processando o que ela ouve. Totalmente indolor. A partir daí, começa o tratamento e esse paciente pode ser reabilitado.

SP - Você está satisfeita com a escolha profissional que fez?
DAS - Muito satisfeita com a escolha acertada que fiz. Eu gosto do que faço, saio de casa para trabalhar com satisfação, porque, além de gostar, acredito e constato os resultados aplicados nos meus pacientes. Agora é continuar trabalhando, estudando, aprendendo cada vez mais.

SP - O que é a fonoaudiologia?
DAS - A fonoaudiologia é uma especialidade, que compreende o estudo da fonação e da audição, de seus distúrbios e das suas formas de tratamento. O fonoaudiólogo é um profissional da saúde e atua em pesquisa, orientação, perícias, prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento fonoaudiológico na área da comunicação oral e escrita, voz, audição, sistema nervoso e sistema estomatognático incluindo a região cérvico facial.

SP - Quais os principais motivos que levam uma pessoa a procurar os serviços de um profissional fonoaudiólogo?
DAS - São vários, mas posso citar alguns, como atraso na fala, aliás, um dos problemas mais comuns tratados nos consultórios; troca de fonemas, dificuldade na amamentação, quando o bebê tem problemas para sugar o leite neste período; dificuldade em engolir; rouquidão frequente; problema de audição; distúrbios de leitura e escrita; estética fácil, entre outros...

SP - Onde encontrar você para uma consulta?
DAS - Eu também atendo pelos planos Cacci e o Sulamérica. Também os interessados podem me procurar nas minhas redes sociais, que são: Instagram: @dayanealvesfono e pelo nº. (22) 99722-9531.

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