Revista Saúde Perss
CAPA
Espaço Viver Bem

ENTREVISTA
Dr. Paulo Roberto Hirano
Gastroenterologia e Hepatologia
CRM 52 242474
& Equipe Multidisciplinar
Revista Saúde Perss

Dr. Evaldo Luís Cretton Ribeiro
Geriatria e P. Ortomolecular
CRM 52 53436-1
Título de especialista em clínica médica SBCM
Especialização em geriatria e gerontologia pela UFF
evaldocribeiro@gmail.com
IDOSO SAUDÁVEL: EXERCÍCIOS FÍSICOS
Idoso saudável é idoso que se movimenta, já que a inatividade física é o 4º maior fator de risco de mortalidade em todo o mundo, perdendo apenas para a hipertensão arterial, tabagismo e diabetes.

Você sabe a diferença entre atividade física e exercício físico? A atividade física é qualquer movimento corporal que resulte em gasto calórico, já o exercício físico é uma atividade física regular, planejada para se chegar a um objetivo pré-definido.
 
Mas, quanto um idoso deveria fazer de exercício físico por semana? E, qual tipo de exercício? Para um idoso saudável, o mesmo que para um adulto! Isto é, 150 minutos por semana (o equivalente a 30 minutos por dia, 5 vezes por semana), no mínimo. E, nas três modalidades: aeróbico (caminhar, pedalar, nadar) de força/contra-resistência (musculação, pilates) e de elasticidade (alongamento, pilates, yoga).
 
É preciso lembrar que antes de se começar os exercícios físicos o idoso (mesmo que aparentemente saudável) deve, sempre, se submeter a um exame clínico e a um teste ergométrico.
 
Mas, qual a recomendação para aqueles idosos com limitação em realizar exercícios físicos (que constituem cerca de 90% das pessoas dessa faixa etária)? O que recomendar para aqueles que pelas limitações impostas por suas patologias ou por falta de engajamento, não conseguem atingir o nível de condicionamento que caracteriza o patamar de “exercício físico”, propriamente dito, conforme explicado anteriormente?
 
Existem, realmente, limitações na prescrição de exercícios físicos para as diversas condições de saúde (ou de doença), dos idosos e devem ser analisadas caso a caso pelo médico assistente.
 
Nos idosos portadores de doenças cardiovasculares, por exemplo, as atividades devem ser limitadas pelos sintomas (cansaço, palpitações), quando for praticar atividades moderadas, como pedalar e caminhar. Já no caso de atividades vigorosas, o idoso tem que estar sob estrita supervisão médica.
 
Em qualquer dos casos, todo idoso, portador de patologia cardiovascular deve passar por rigoroso rastreamento realizado por um cardiologista, preferencialmente.
 
O que fazer se o idoso for completamente sedentário e/ou for portador de doença que o impeça de realizar os 30 minutos diários de exercícios físicos preconizados? Nestes casos, é prudente a recomendação de episódios breves de atividade física, várias vezes ao dia (15 minutos duas vezes ao dia ou, até mesmo, 10 minutos, três vezes ao dia, podem fazer grande diferença na saúde!), sempre lembrando de parar antes de se cansar.
 
Nunca se esquecer das duas fases que precedem e sucedem o exercício propriamente dito: o aquecimento e o resfriamento, as duas fases acompanhadas de alongamento (principalmente, após o resfriamento, ao término do exercício).
 
Existem algumas instruções gerais para o idoso se exercitar, do American Council on Exercise e do National Institute on Aging que aconselham o seguinte:
 
•  Começar devagar e aumentar de forma gradual;
•  Evitar trancar a respiração;
•  Se utilizar medicamentos ou apresentar problemas cardíacos que alterem a frequência cardíaca natural, não usar a frequência de pulso para julgar a intensidade da atividade;
•  Usar equipamento de segurança recomendado para a atividade;
•  Tomar bastante líquidos ao realizar atividades que façam suar, a menos que seu médico tenha solicitado a limitação da ingesta de líquidos;
•  Ao se inclinar para frente, fazê-lo com os quadrís e não com a cintura;
•  Aquecer os músculos antes de alongá-los;
•  Nenhum exercício deve ser doloroso;
•  Sempre incluir aquecimento e resfriamento com movimentação do corpo, mas sem provocar cansaço;
 
Para terminar, lembre-se da máxima: “se você (durante o período em que estiver se exercitando), puder falar sem problemas, é provável que sua atividade seja leve demais. Se você não puder falar, ela é intensa demais”. Ou seja, quando se exercitar, você deve poder falar com certa dificuldade para saber que a intensidade do exercício esteja correta para seu condicionamento físico.

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