Revista Saúde Perss
CAPA
Espaço Viver Bem

ENTREVISTA
Dr. Paulo Roberto Hirano
Gastroenterologia e Hepatologia
CRM 52 242474
& Equipe Multidisciplinar
Revista Saúde Perss

Dra. Karine Portilho Franco Frazão
Dermatologia
CRM 52 101628-9
Pós-graduação em dermatologia pela
Santa Casa de Misericórdia do RJ - Hospital Gamboa
karinepfranco@hotmail.com
MELASMA
Hipermelanose crônica, adquirida, recidivante, que resulta na formação de manchas castanho-escuras ou marrom-acinzentadas, com limites bem demarcados, de formato irregular. Embora se localizem preferencialmente na face (região das bochechas, testa, buço), as lesões também podem surgir no colo, pescoço e antebraços. Afeta ambos os sexos, com maior incidência em mulheres, especialmente gestantes. Ocorre em todas as raças, particularmente em indivíduos com fototipos altos, que vivem em áreas com elevados índices de radiação ultravioleta.

O melasma inflige importante impacto na aparência, causando estresse emocional e constrangimento social, alterando a qualidade de vida dos pacientes acometidos, além dos gastos relacionados aos tratamentos e procedimentos, cujos resultados, nem sempre, atingem as expectativas. 
 
No surgimento do melasma, há inúmeros fatores associados como: radiação UV, gravidez, terapias hormonais, cosméticos, uso de substâncias fotossensibilizantes associadas a alguns lasers, drogas fototóxicas, endocrinopatias, fatores emocionais, medicações anticonvulsivantes e até mesmo estresse. No entanto, a predisposição genética e a exposição ao sol desempenham papel importante, considerando-se que as lesões de melasma são mais evidentes, durante ou logo após períodos de exposição solar, embora, nenhum deles possa ser responsabilizado isoladamente pelo seu desenvolvimento.
 
Os melasmas associados à gestação costumam desaparecer completamente, com o tratamento, em até um ano após o parto, e atingem 6% de remissão espontânea, todavia, até 30% das pacientes evoluem com alguma sequela pigmentar.
 
Os produtos tópicos são essenciais e ajudam no clareamento, bem como preparam a pele para procedimentos dermatológicos como: peeling químico e microagulhamento. Os cremes mais usados são à base de ácido retinóico, glicólico, hidroquinona, ácido kójico, arbutin, ácido azelaico, vitamina C, ácido tranexâmico e cisteamina por exemplo. Tratamentos orais com picnogenol, luteína e polypodium leucotomus podem ajudar bastante durante o tratamento.
 
É importante considerar o fototipo do paciente, se há também fotoenvelhecimento associado, e o padrão do melasma, na qual pode ser dérmico, epidérmico ou misto. Ainda assim, o tratamento será longo e após suspenso, a pele está sujeita a recidiva da lesão, pois não existe substância com efeito definitivo independente do mecanismo de ação.
 
Embora os protocolos de tratamento expressem avanços nos últimos anos, a patogênese do melasma continua sendo algo intrigante, pois o que se percebe é a eficiência limitada dos tratamentos disponíveis no mercado de produtos estéticos, causando dessa forma, a reincidência do melasma. A prevenção do melasma deve ser, a princípio, realizada por meio do bloqueio da radiação solar, uma vez que reduz a biossíntese, o transporte e transferência de melanina, conferindo redução da quantidade de melanina na pele.
 
 As medidas de proteção devem ser realizadas diariamente, mesmo que o dia esteja nublado ou chuvoso. Como o melasma pigmenta também com a luz visível, os filtros solares comuns não protegem totalmente as pessoas com melasma. Por isso, devem-se associar à fotoproteção filtros físicos, que protegem da luz visível. Outra medida importante é a reaplicação do filtro solar, para manter a proteção adequada durante todo o dia.  Devemos sempre tentar usar meios físicos de proteção, como chapéus e viseiras de abas largas.

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