Revista Saúde Perss
CAPA / ENTREVISTA
Dr. Vinícius Alcantara Cunha Lima
Ortodontista
CRO-RJ 31 162

Revista Saúde Perss


Sâmia Luiza Gomes da Silva
Nutricionista
CRN 18101868/P
samia.luiza@hotmail.com
ALIMENTOS X PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
A prevalência de excesso de peso dobrou nos últimos 30 anos, atingindo 50,0% dos homens e 48,0% das mulheres em todo o Brasil e em todas as classes sociais. Dietas não saudáveis e sedentarismo constituem os principais fatores de risco para esse quadro e as DCNT (Doenças Crônicas Não Transmissíveis) como consequência. Uma das causas centrais da epidemia da obesidade e das DCNT é a substituição de alimentos in natura(frescos) e minimamente processados por alimentos ultraprocessados de alta densidade energética e baixa qualidade nutricional.

Mas se tudo é comestível, qual a diferença? Entenda para fazer uma boa escolha!

  Alimentos” ou “alimentos in natura”, são aqueles tal como os encontramos na natureza: sem conservantes, sem aditivos ou sem nenhum produto adicional. Como exemplo: carnes, frangos, peixes, legumes, frutas ou verduras.

Há basicamente três tipos de produtos alimentícios:

  Os minimamente processados: são alimentos que passaram por um processo de moagem, limpeza, desidratação ou pasteurização. Isso modifica sua forma, mas não modifica a composição original, que permanece a mesma. São exemplos: o arroz e feijão (que são limpos), as farinhas (que são moídas) ou o leite (que é pasteurizado).

  Os processados: são aqueles que recebem um aditivo para durarem mais ou para se tornarem mais saborosos. Normalmente, o sal ou o açúcar. Exemplo: os produtos em conserva como: palmito, cenoura, ervilha, azeitona, etc...

  Os ultraprocessados: em geral são “fórmulas” produzidas pela indústria. Não mantém o alimento em sua forma natural. São formulados com muitos aditivos, conservantes e aromatizantes para dar gosto, cheiro e aparência atraente. São exemplos: o macarrão instantâneo, salsichas, pizzas, hambúrgueres, balas, chocolates, refrigerantes, biscoitos, bolachas recheadas, salgadinhos, sorvetes etc...

Devemos considerar que os indivíduos consumam alimentos e/ou preparações sem que o nutriente em si seja o principal determinante na escolha pelo fato da indústria alimentícia oferecer, cada vez mais, alimentos práticos, palatáveis, duráveis e mais atrativos e para a população.

No entanto, o Ministério da Saúde do Brasil publicou no ano de 2014 a segunda edição do guia alimentar para a população brasileira, tornando-se o primeiro guia alimentar nacional a priorizar o consumo de alimentos frescos (in natura ou minimamente processados) e recomendar a remoção de alimentos ultraprocessados do consumo alimentar cotidiano da população.

O conhecimento nos faz tomar boas decisões. A vida também pode e deve ser gostosa. Mas, consumir com inteligência e sabedoria de escolha, é sempre a melhor opção.

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