Revista Saúde Perss
CAPA / ENTREVISTA
Dr. Vinícius Alcantara Cunha Lima
Ortodontista
CRO-RJ 31 162

Revista Saúde Perss


Dr. Francis Roque Khouri
Urologista
CRM 52 49354-1
Formado pela UFJF - Juiz de Fora-MG
khourifrancis@gmail.com
ANDROPAUSA EXISTE?
O termo correto é D.A.E.M., que é o (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), ou seja uma diminuição progressiva do hormônio masculino, a testosterona. O declínio da função gonadal é parte do processo normal de envelhecimento e os níveis de testosterona em homens com mais de 40 anos diminuem 1% ao ano. Segundo dados do IBGE em 2020, os idosos no Brasil chegarão a 25 milhões de pessoas.

A testosterona tem um papel crucial no desenvolvimento e na manutenção das funções sexuais do homem, e atua diretamente sobre os órgãos sexuais, ossos, músculos, medula óssea, tecido adiposo, sistema nervoso central e nos fâneros (unhas e cabelos). Estima-se que 25% dos homens entre 40 e 70 anos apresentarão um declínio acentuado dos níveis de testosterona no sangue.

Algumas substâncias podem diminuir a produção de testosterona: uso excessivo de álcool, tabaco, maconha, cocaína...

O D.A.E.M. apresenta com sintomas específicos e inespecíficos. Entre os específicos estão: redução da libido, diminuição das ereções noturnas, disfunção erétil, aumento das mamas, redução dos pelos corporais, redução do volume testicular, infertilidade, fogachos com sudorese.

Os sintomas inespecíficos são: diminuição da energia e vigor físico, irritabilidade e alteração do humor, diminuição da motivação, da capacidade de concentração, da atividade intelectual. A baixa hormonal causa ainda: depressão com alteração do humor, fadiga, insônia, aumento de peso e da gordura visceral, redução de densidade óssea (osteopenia e osteoporose ).

A testosterona age também sobre a gordura abdominal, induzindo sua queima e reduzindo seu acúmulo visceral e abdominal, evita o diabetes, a hipertensão arterial, a dislipidemia, e assim, evita a síndrome endócrino metabólica no homem.

Atualmente, esta síndrome, D.A.E.M. pode ser diagnosticada por exames clínicos e laboratoriais (níveis plasmáticos de testosterona abaixo de 300 ng/dl).

O tratamento do hipogonadismo consiste na reposição hormonal exógena de testosterona (TRH), podendo então esta reposição hormonal ser via oral, transdérmica, (gel) subcutânea ou intra-muscular. A aplicação do hormônio de longa duração – undecilato de testosterona (intervalo de 8 a 12 semanas). A reposição hormonal de curta duração com o cipionato de testosterona com intervalo de 2 a 3 semanas. A reavaliação dos pacientes, após o início da TRH, deve ser feita a cada 3 meses e essa reposição hormonal não aumenta o risco das doenças cardiovasculares, e sim, previne ou diminui a morbidade e a mortalidade das doenças cardiovasculares em geral.

Este tratamento de reposição hormonal injetável deve ser indicado pelo seu urologista após avaliação clínica a laboratorial criteriosa. Este cuidado se faz necessário devido aos efeitos colaterais como: aumento de peso, câimbras, nervosismo, depressão, apneia do sono, alterações na espermatogênese e atrofia testicular. O tratamento é contra indicado em casos de câncer de próstata, câncer de mama masculino, hipercalcemia associada a tumores malignos, tumores hepáticos e hiperglobulia.

O importante então, é que o paciente com sintomas de hipogonadismo procure seu urologista e o mesmo, irá indicar ou não o uso da reposição hormonal e qual a melhor maneira de acordo com a necessidade individual de cada paciente baseado, não só em seus exames clínicos, como também, nos exames laboratoriais.

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