Revista Saúde Perss
CAPA / ENTREVISTA
Dr. Vinícius Alcantara Cunha Lima
Ortodontista
CRO-RJ 31 162

Revista Saúde Perss

Dr. Frederico Cesário
Otorrinolaringologista
CRM 52 67317-0
Especialização em otorrinolaringologia na UNIRIO
fredericocesario@yahoo.com.br
A PREOCUPAÇÃO COM TÍPICAS “DOENÇAS DO FRIO”
As doenças típicas do período mais frio do ano, deixam apreensivos pais e responsáveis pelos pequenos pacientes, embora os problemas respiratórios não sejam especificamente do inverno. A brusca mudança de temperatura, em qualquer lugar e durante períodos de longa estiagem, “despertam” as chamadas doenças do frio.

A realidade é que com o tempo mais seco, as crianças são as que mais sofrem. As mudanças de hábitos, como concentração de pessoas em locais fechados, acabam facilitando a propagação de vírus e bactérias que causam inúmeras doenças, comuns no inverno, como: gripe, resfriado, amigdalite, asma, otite, bronquite, pneumonia, sinusite, rinite e alergias.

Mas, muitos se perguntam por que certas doenças têm predileção pelo outono e inverno? A incidência começa a aumentar no outono, porque ocorre a diminuição da umidade relativa do ar. As partículas ficam em suspensão, os lugares permanecem mais fechados, e isso, favorece a contaminação ambiental. Tudo isso, aliado a quedas bruscas de temperatura em um mesmo dia e o aumento da poluição do ar, contribuem para os quadros, elevando a incidência de doenças respiratórias, tanto inflamatórias como alérgicas.

No entanto, na estação mais fria do ano, ocorre entre as que nos procuram (clínicos, pneumologistas, pediatras, otorrinos e alergistas) quadro clássico e sintomático de cefaléia fortes (dores de cabeça) insinuadas para a fronte e que são acompanhadas de uma secreção viscosa expelida pelas narinas do tipo semipurulenta, e até por isso mesmo, com alguma fetidez. Esse cheiro desagradável, enjoativo e desconfortável nos faz atribuir que seja uma forma de rinossinusite. Ela é sintomática do processo inflamatório que focalizamos na cavidade nasal ao exame rinoscópico. Nas designações passadas denominava-se rinite e no caso de abranger os seios paranasais, diagnostica-se sinusite. Hoje, ligação dos órgãos compreendendo-se a sua continuidade ativa tanto inflamatória quanto alergênica, ficou assentado como rinosinusites. (a ITE de inflamação é o sufixo básico para todos os processos desta natureza) o “rino” de nariz e/o “sino” de seios (sejam da face, do etimóide, esfenóide ou frontal).

Muito frequentes no período em que estamos, são ocasionadas por processos virais e alérgicos que chamamos: IVAS (inflamação das vias aéreas superiores), as quais apresentam quadro agudo e que, num lampejo, não podemos identificá-los como sendo uma forma de vírus (virose) ou bacteriana.

Normalmente, se instalam em estado febril com tosses constantes e irritadiças, com narinas obstruídas por secreção e seguem com este aspecto de gripe e/ou resfriado por cerca de uma semana.

Quanto as laringites, que fazem parte das “ites”, e que é o temor das mamães, por causa daquela dor de garganta repentina com rouquidão, febre e reflexo tussígeno expectoral, aconselhamos apenas a medicação caseira e apenas um antitérmico até que se examine o paciente e se faça a medicação apropriada.

A gripe causada por vírus, inflama as mucosas e ataca os ouvidos (as otites).

As otites médias agudas são clássicas nos tempos mais frios. Bacteriana ou por vírus elas normalmente se instalam como num fato complicador dos resfriados. As crianças sofrem por isso! Sentem fortes dores nos ouvidos com febre, respiração dificultada, audição reduzida e alguma prostração.

Antibióticos específicos são administrados visando inibir as bactérias; analgésicos e calor úmido para aliviar as dores.

São as “ites”, que os antibióticos debelam, no caso das bacterianas. Mas, me preocupa o fato do uso indiscriminado de medicação não específica para alguns desses quadros inflamatórios e viróticos.

De uma maneira geral, alimentação adequada, hidratação, prática de atividade física e uma boa noite de sono, são recomendadas para fortalecer o corpo e prevenir-se de doenças.

O fato é que nas estações mais frias, as “ites” aumentam em números de casos, causando um aumento por atendimento médico. Portanto, no caso de sintomas de alguma doença, o médico deve ser procurado para que seja feito, então, o diagnóstico correto e indicando o melhor tratamento para cada caso, evitando assim, o uso incorreto de medicação e suas consequências maléficas.

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