Revista Saúde Perss
CAPA
Clínica Proteus

ENTREVISTA
Dr. Leonardo Bacelar
Clínica Médica e Psiquiatria Clínica
CRM 52 64691-1
Revista Saúde Perss
Dr. Frederico Cesário
Otorrinolaringologista
CRM 52 67317-0
Especialização em otorrinolaringologia na UNIRIO
fredericocesario@yahoo.com.br
SONO TRANQUILO
Para que sua noite seja tranquila e o seu sono seja suave, devemos conhecer o principal, distúrbio do sono, que é o distúrbio da apneia obstrutiva do sono ou síndrome da apneia obstrutivo do sono ou abreviando S.A.O.S.

A S.A.O.S. é caracterizada por episódios recorrentes de obstrução parcial (hipopneia) ou total (apneia) da vias aéreas superiores (VAS) durante o sono.

Mas, a apneia pode ser oriunda de uma paradinha do fluxo do ar, em face de uma falha momentânea do processo respiratório. Isto quer dizer que, o “diafragma” na base dos nossos pulmões, deixa, juntamente com a parte nervosa que o rege, de levar o estímulo respiratório, devido à sua inatividade provisória, por 10 a 15 segundos; apneia central, como chamamos, pois sai do comando do sistema nervoso central. Outras vezes, o esforço respiratório está normal, mas, as vias aéreas superiores estão obstruídas, como pode ser o caso do desvio de septo nasal, uma “crista” anterior, ou ainda da hipertrofia dos cornetos nasais (chamados “carnes” do nariz – que são três em cada narina). As rinites alérgicas não deixam de dar a sua contribuição na intermitência da respiração dificultada, causando apneia! Além delas, as amigdalas crescidas, os distúrbios palatais, a úvula (campainha) volumosa, a língua com glossite. Enfim, ao exame, o seu médico vai saber a direção a ser tomada para melhor diagnosticar a causa da apneia tão temida! A classificação da maior ou menor grandeza, e severidade do distúrbio, será na observação; constituição do paciente, peso, obesidade, tamanho e espessura do pescoço, e até mesmo, a oximetria de pulso, e os movimentos de ar nas narinas e boca.

É verdade, que os grandes distúrbios do sono com apneia, acontecem quando o dormir está mais profundo - aquele sono dos anjos! A musculatura está mais solta, relaxada, e aí então, surge mais um problema: a privação do sono aprofundado! É tipicamente clássica na apneia obstrutiva do sono, a sonolência durante o dia.

Cabe ao médico avaliar caso a caso através de uma história clínica bem detalhada e exames complementares como: tomografia computadorizada dos seios da face, polissonografia e vídeo endoscopia nasal para determinar os pontos obstrutivos, e assim, indicar os procedimentos clínicos e/ou cirúrgicos que possam proporcionar controle efetivo da doença.

As bebidas alcoólicas, o tabagismo, os medicamentos chamados tranquilizantes, e até mesmo, um discreto xarope ou gotas para tosse, podem levar ao distúrbio apneico.

As crianças estão sujeitas a cessação respiratória, motivada pelo aumento das amigdalas palatinas e das vegetações adenoideanas.

O ronco puro, ou seja, sem apneia obstrutiva em crianças pode ser tratado com atenção principal nas adenóides aumentadas, tecido linfóide localizado atrás do nariz e nas amígdalas aumentadas de volume, localizadas orofaringe.

Para os casos de pacientes idosos e paciente com complicações sistêmicas, que não podem ser submetidos a terapêutica cirúrgica são indicados o uso do CPAP ou BIPAP. O uso desta terapêutica deve ser diário, durante pelo menos 6 horas do sono, sendo uma terapêutica efetiva em muitos casos.

Os aparelhos intra orais também aplicam-se aos casos de apneia leve e em situações de não indicação cirúrgica.

Existe tratamento clínico ou cirúrgico: optativo pelo paciente e o médico, após as considerações. Opção que será analisada criteriosamente, sejam: máscaras respiratórias, retentores linguais, disjuntor, máquina ventilatória, modificações comportamentais, medicamentos e/ou as cirurgias.

Então sobre, a apneia e o ronco, é melhor que entendamos o seguinte: é possível melhorar a qualidade do sono! Mas é preciso, evidentemente, procurar os recursos capacitados para melhor esclarecimento do problema, que aflige tanta gente.

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