Revista Saúde Perss
CAPA
Clínica Proteus

ENTREVISTA
Dr. Leonardo Bacelar
Clínica Médica e Psiquiatria Clínica
CRM 52 64691-1
Revista Saúde Perss
Dra. Karine Portilho Franco
Dermatologia
CRM 52 101628-9
Pós-graduação em dermatologia pela
Santa Casa de Misericórdia do RJ - Hospital Gamboa
karinepfranco@hotmail.com
A IMPORTÂNCIA DO USO DO PROTETOR SOLAR
A pele humana tem papel importante na proteção do corpo, na regulação da temperatura corporal, na sensibilidade e na absorção de substâncias, além de ser exposta diariamente a agressões externas e internas, sendo também uma barreira física a agentes externos como a radiação ultravioleta. Tal exposição tem efeitos terapêuticos e benéficos (por exemplo, a produção de vitamina D), mas pode prejudicar a pele, causando:
  Eritema;
  Queimaduras;
  Pigmentação cutânea;
  fotoenvelhecimento;
  fotossensibilidade;
  E neoplasias cutâneas...

Existem três tipos de radiação ultravioleta: o raios UVC que são os mais perigosos, porém, são filtrados na camada de ozônio antes de entrarem em contato com a superfície terrestre; os raios UVA que são mais longos e penetram profundamente na pele. São intensos durante todo o ano e causam manchas, envelhecimento cutâneo pela alteração das fibras de colágeno e elastina, e em longo prazo, rugas, flacidez e câncer de pele pelo efeito acumulativo dos raios; por último os raios UVB, que são mais intensos que os raios UVA, mas são pouco longos e são parcialmente absorvidos pela camada de ozônio, atingindo a pele superficialmente. Causam vermelhidão, queimaduras e predisposição ao câncer de pele.

O protetor solar não pode ser usado apenas em dias de sol e calor. Dias frios, nublados e com chuva também exigem a proteção, por uma razão óbvia: o sol continua emitindo a mesma quantidade de radiação, mesmo que não o vejamos.

O segredo para escolher o produto certo é considerar seu tipo de pele. Usar filtro solar que não condiz com as características da própria cútis está sujeito a ressecamento, espinhas e cravos. Peles secas pedem cremes e loções, peles oleosas exigem gel e loções oil-free. Peles normais ou mistas adaptam-se bem a qualquer tipo.

O ideal é aplicar o protetor 30 minutos antes da exposição solar e repetir a ação a cada duas horas e após sair da água, ou ainda nos casos de transpiração intensa. Quem pratica esportes ao ar livre é preferível usar um protetor específico, contendo dióxido de titânio e óxido de zinco, que formam uma espécie de barreira física e impedem que a proteção escorra junto com o suor.

É recomendado usar o protetor solar em todas as áreas expostas. No dia a dia, por exemplo, rosto e braços devem ser protegidos. Quando houver uma exposição intencional, como quando se vai à praia ou à piscina, a forma correta de usar o protetor solar é: uma colher de chá de protetor solar no rosto, pescoço e na cabeça; uma colher de chá para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás; uma colher de chá para cada braço; uma colher de chá para a parte da frente de cada perna e outra para a parte de trás.

Para entender melhor o que é o Fator de Proteção Solar (FPS) e saber escolhê-lo, podemos pensar o seguinte: se você fica vermelha após 10 minutos no sol sem protetor, e o FPS escolhido for 30, significa que o produto protege 30 vezes mais o tempo que você leva para se queimar. Ou seja, nesse caso, ficaria protegida por cinco horas. O FPS 50 oferece a mesma proteção que o 30, a diferença está no tempo de exposição permitido.

O aumento por tratamentos faciais devido à valorização da imagem pessoal e a exposição em redes sociais, nos faz pensar, em que está provocando danos e disfunções em nossa pele. Prevenção pode ser considerada uma palavra-chave frente ao problema. Afinal, estudos demonstram que apenas com o uso do protetor solar, o fotodano será menor, com diminuição da necessidade de intervenções estéticas e cirúrgicas.

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