Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dr. Marco Antônio Neves Iack
Farmacêutico Bioquímico
CRF-RJ 6597
Revista Saúde Perss
Dr. Guilherme Olinto Lopes Calvão
Urologia
CRM 52 77544-4
Residência médica em Urologia (HMP/RJ)
guicalvao@hotmail.com
Cistite é igual a INFECÇÃO URINÁRIA?
       Qual mulher nunca teve cistite? Aquele incômodo na parte baixa do abdome, ardência na hora de urinar, uma vontade de ir ao banheiro a cada 5 minutos e, às vezes, até sangue na urina.

       Mas será que isso sempre é sinal de infecção urinária? Na maioria das vezes, sim. Porém, a cistite é na verdade um conjunto de sintomas que sugere que algo não está funcionando da maneira correta com a bexiga da paciente.

       A presença de cálculos urinários, sequelas de tratamentos rádio ou quimioterápicos, e até mesmo, algumas doenças crônicas podem causar a cistite. Mas as infecções urinárias são de longe a causa mais comum.
 
       As infecções urinárias são mais frequentes nas mulheres, acometendo até 4x mais que os homens. Mais comuns nas mulheres jovens, até 60% delas terá ao menos 1 episódio de cistite infecciosa antes dos 24 anos, e outras, poderão apresentar infecções de repetição, que acontecem mais que 3 vezes ao ano.
 
       Uma das causas para essa frequência tão alta de infecções nas mulheres é a presença de bactérias no final da uretra (canal de saída da urina) provenientes da vagina, e até mesmo, da região anal. A relação sexual pode ser um fator desencadeador da infecção ao impulsionar essas bactérias para o interior da bexiga.
 
• Reter a urina por muito tempo;
• Usar diafragma ou espermecidas;
• E o ressecamento vaginal consequente a menopausa.
 
       São fatores que também aumentam a incidência das infecções urinárias. No caso das infecções que se repetem frequentemente, a presença de doenças crônicas como: a diabetes ou situações de imunidade baixa vista nas gestações podem ser as responsáveis.
 
       Após instalada a cistite infecciosa, o seu diagnóstico é facilmente detectado pelo médico na emergência ou no consultório. Mas, naqueles casos em que os sintomas não são tão evidentes, dispomos do exame de urina simples (EAS), feito de maneira rápida para confirmar a suspeita. Exames mais complexos como: cultura da urina, ultrassonografia e tomografia computadorizada são reservados para situações especiais, ou quando temos dificuldade na resolução de um quadro inicialmente simples.
 
       O tratamento inicial é baseado no uso de antibióticos (responsáveis pela eliminação das bactérias) e remédios que aliviam os sintomas, chamados de antissépticos urinários, que vão gerar conforto para a paciente, enquanto aguarda o efeito do antibiótico.
 
       A ajuda do médico no diagnóstico e tratamento das cistites é fundamental para evitar que o uso de antibióticos de maneira errada leve a situações complicadas como:
 
• Às infecções por bactérias resistentes;
• Pielonefrites (infecção do rim);
• E até mesmo, sepse urinária (aquelas infecções graves, com internações em CTI).
 
       Infelizmente, essas situações têm sido cada vez mais frequentes nos consultórios médicos, principalmente, pelo uso indiscriminado dos antibióticos, devido automedicação ou pelo uso orientado por profissionais não capacitados.
 
       Mas para evitar essas infecções, temos alguns cuidados que se fazem necessários no dia a dia dos pacientes:
 
• Evite prender a urina por muito tempo.
• Tente esvaziar a bexiga a cada 3 horas e sempre antes da relação sexual.
• Evite uso prolongado de absorventes, diafragmas e produtos químicos (espermecidas).
• Use roupas de algodão de preferência, evitando aumento da umidade da região genital.
• Procure ingerir sempre muito líquido! O consumo de pelo menos 1,5 litros de água por dia diminui sua chance de novas infecções urinárias em até 50%.
 
       E qualquer dúvida, procure seu médico urologista para melhores orientações e a busca do tratamento mais adequado para você!

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