Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Jodinéa Melo Maurício Cesário
Pediatra e Médica do Trabalho
CRM 52 7572-76
Revista Saúde Perss
Danubio Fernando Oliveira
Fisioterapeuta
CREFITO 115816-F
Diplomado pelo ISECENSA e consultor técnico em órtese e prótese da empresa Orthocampos
danubio_fi sio@yahoo.com.br
OS TIPOS DE PISADAS
O modo como cada pessoa pisa é determinado pelas características anatômicas daquele ser humano. Entre um dos fatores influentes está o tipo de pé. A ortopedia classifica os pés de três formas: pé normal; pé plano e pé cavo.

pé normal é o tipo mais comum, onde o peso do corpo é distribuído de forma mais equilibrada. O pé plano também conhecido como pé chato, toca o chão quase que por inteiro e possui um formato reto. Pé cavo é aquele que tem um arco bem acentuado e curvado, onde a planta do pé quase não toca o chão.
 
A disposição dos joelhos também influencia na pisada, essa articulação pode possuir alguns desvios classificados de duas maneiras: joelho valgo, que consiste na aproximação das articulações e no afastamento dos pés, caracterizando as chamadas pernas para dentro. E o joelho varo, que representa o arqueamento das pernas, promovendo a projeção das articulações para fora.
 
Além do tipo de pé e da disposição dos joelhos, o ângulo formado pelo quadril e a flexibilidade de articulações, como as do tornozelo são características anatômicas que somadas ao equilíbrio dos músculos específico de cada pessoa fazem com que cada uma delas apresente um determinado tipo de pisada.
 
 Baropodometria (teste da pisada): é um exame que avalia as pressões plantares durante a marcha e determina o centro de pressão durante a caminhada (“gait line”), identificando o tipo de pisada, instabilidades, impulso e outras alterações biomecânicas. Sendo assim, é um exame que pode ser feito em qualquer pessoa, seja por indicação médica ou não.
 
Esse exame é feito em movimento no equipamento baropodômetro, que permite a obtenção de dados legítimos e funcionais da pessoa, refletindo o que acontece com o pé da pessoa durante o dia, e, na existência de algum problema. Esse tipo de exame e o resultado pode fazer toda a diferença. Funciona através de sensores que captam com precisão os pontos de pressão sob a sola do pé e os quantificam numericamente em unidade de pressão.
 
A “baropodometria computadorizada pelo F-scan” permite obter dados qualitativos e quantitativos dos eventos que ocorrem no ciclo da marcha, sendo útil na avaliação funcional de pés dolorosos, pés neuropáticos e de pés com anomalias posturais, na detecção dos distúrbios da transferência do peso para o solo. Também se presta à análise da marcha de pacientes amputados deambulando com próteses e método tipo de distúrbios que afetem as funções dos pés a marcha. Por meio da baropodometria computadorizada, torna-se possível a detecção precoce de pontos de hiperpressão anormal, permitindo que se tomem providências de caráter profilático. Mostra-se útil também nas avaliações pós-cirúrgicas corretivas das anomalias dos pés. O sistema F-scan, reunindo um dispositivo mecânico de aquisição de dados periféricos (palmilhas receptoras das pressões plantares) a um microcomputador possibilita que se faça, de forma mais objetiva e bastante simplificada, as análises qualitativa e quantitativa de diversos parâmetros da marcha, tais como: força vertical; deslocamento e oscilações do centro de força; pressões desenvolvidas em diferentes pontos das regiões plantares; cadência da marcha (número de passos por minuto); assimetria de descarga do peso corporal nas regiões plantares dos pés; duração do ciclo completo da marcha.
 
Palmilhas ortopédicas sob medida
 
É muito comum sair de uma avaliação médica ou fisioterápica, com a orientação de fazer uso de palmilhas ortopédicas sob medida após sentir dores nos pés e ser diagnosticado com problemas de fascite plantar, esporão de calcâneo, pés chatos, pés valgos, problemas de equilíbrio na coluna entre outros. Em geral, essas palmilhas possibilitam correções e adaptações a diferentes variações anatômicas, doenças estruturais ou funcionais.
 
O fato é que a tecnologia na produção de palmilhas ortopédicas tem evoluído muito e, cada vez mais, elas são indicadas para tratamentos, ou até mesmo, apenas pelo conforto para o uso em tênis de treinamento ou até mesmo, em sapatos sociais.
 

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