Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Jodinéa Melo Maurício Cesário
Pediatra e Médica do Trabalho
CRM 52 7572-76
Revista Saúde Perss
Dr. Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Médico-Oftalmologista
CRM 5270262-5
Diplomado pela FMC
Membro do CBO e SBO
carlosfabian@globomail.com
SAÚDE OCULAR DO PACIENTE DIABÉTICO
        A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, é responsável por controlar os níveis de açúcar no sangue. Quando ocorre uma falha na produção ou na captação da mesma no organismo humano há uma elevação da glicose, podendo gerar uma série de complicações à saúde. Esse excesso de açúcar é caracterizado como diabetes, doença que pode desencadear insuficiência renal, alterações na circulação vascular e doenças da visão como:
•  Glaucoma;
•  Catarata;
•  E alterações da retina.

        Com relação a esses riscos à saúde ocular, é importante que o paciente diabético entenda que o controle da glicose é fundamental para evitar alterações nos olhos.
 
        As alterações na retina são a principal causa de queda da visão nos pacientes diabéticos. É a doença ocular mais comum nesse grupo. Ela compromete a parede dos vasos sanguíneos da retina, região conhecida como fundo do olho. Quando isso ocorre, a retina fica propensa a hemorragias e infiltração de gorduras, conhecida como retinopatia diabética.
 
Existem dois tipos de retinopatia diabética:
•  A não proliferativa;
•  E a proliferativa.
 
          A retinopatia diabética não proliferativa é considerada mais branda, apesar de ser responsável por severos quadros de retinopatia, quando não tratada a tempo e a contento. São os casos em que hemorragias e gorduras afetam a retina e a mácula, responsável pela visão central, usada para a leitura.
 
          Na retinopatia diabética proliferativa há formação de vasos anômalos, frágeis, causando hemorragias vítreas e retinianas, muita das vezes severas. Esse tipo de retinopatia é mais grave que a não proliferativa pois pode causar graus variáveis de comprometimento da visão, podendo levar até mesmo a cegueira.
 
          Em estudos clínicos, foi constatado que as pessoas acometidas por diabetes possuem 40% mais chances de desenvolver glaucoma e 60% mais chance de ser acometido por catarata do que a população que não tem diabetes, principalmente, quando não trata da doença corretamente.
 
         Quem tem diabetes precisa fazer, anualmente, o exame de fundo de olho. Sem necessitar de alta tecnologia, o médico oftalmologista avaliará o fundo de olho e poderá dizer se o paciente já tem alterações na retina no próprio consultório. Também avaliará outras áreas dos olhos, como: o cristalino e fará a avaliação para o glaucoma.
 
           Controlar a glicose, a pressão arterial e o colesterol são outros cuidados fundamentais para evitar problemas na visão, e também, em outros órgãos do corpo como os rins e o cérebro. Esse controle é feito com uma alimentação saudável, associado à prática esportiva e o uso correto das medicações prescritas por seu médico.
 
           O uso de medicação oral ou insulina, indicados pelo médico, são fundamentais para um controle efetivo da glicemia.
 
           Quando a diabetes já está causando alterações na retina, os tratamentos mais recomendados são: o uso de fototerapia a laser e a injeção intravítrea de um medicamento que evita o crescimento de endotélio vascular, impedindo a progressão e o aparecimento de vasos anômalos na retina. O uso de um ou de ambos os tratamentos vai depender da avaliação do médico oftalmologista. Como tudo em medicina o ideal é que não se precise lançar mão de nenhum desses tratamentos, a partir de uma prevenção para o aparecimento do diabetes. Caso a doença surja a avaliação anual com o seu oftalmologista de confiança é mandatória, pois desse modo, pode se tratar precocemente as alterações na retina. Sem contar que essa avaliação é importante para avaliar se o paciente já tem uma catarata com indicação cirúrgica ou se tem pressão intra-ocular elevada que deve ser tratada com rigor. Por isso, é tão importante a avaliação periódica com um oftalmologista. 

Compartilhe

Fale Conosco

Para conhecer mais sobre a nossa revista, enviar dúvidas, sugestões ou comentários você só precisa preencher os campos do formulário abaixo.