Revista Saúde Perss
CAPA
Rad-Med
Revista Saúde Perss
ENTREVISTA
Dr. Carlos Mário Mello de Souza
Radiologia
CRM 52 32139-2
Revista Saúde Perss
Dr. Márcio Muniz Duarte
Médico Veterinário
CRMV/RJ 6711
Graduado em medicina veterinária pela UENF
marciomsdd@hotmail.com
CISTOS OVARIANOS EM CADELAS
        Os cistos ovarianos se apresentam nas cadelas como uma formação circunscrita individual ou múltipla variável em tamanho e podendo se localizar:

Intraovariano;
Periovariano;
Ou paraovariano.

         Inicialmente, se apresenta de forma silenciosa, e posteriormente, pode levar a subfertilidade e até a infertilidade. A sua epidemiologia não é especificada em literatura. São mais frequentes em cadelas e podem ocorrer uni ou bilateral.

Classificação
Os "cistos paraováricos" são os que se localizam em regiões próximas e podem ou não serem produtores de hormônios estrogênicos. Os "cistos da bursa ovariana" surgem a partir de uma aderência entre a fímbria e a tuba uterina, onde se acumula líquido oriundo da tuba e, portanto, são considerados secundários. Os cistos ovarianos afuncionais, na rete ovarii ou paraováricos podem resultar no aumento de volume e falha ovariana por compressão do parênquima. Portanto, deve ser diferenciado de uma neoplasia. Os cistos ovarianos luteinizados funcionais, ou seja, que produzem progesterona, promovem feedback negativo no eixo hipotalâmico-hipofisário levando à inibição da foliculogênese com consequente prolongamento do diestro.

Patogenia
         É importante ressaltar que cadelas acometidas por "cistos ovarianos" que desencadeiam estímulos hormonais excessivos têm grande probabilidade de desenvolverem o Complexo Hiperplasia Endometrial Cística (PIOMETRA).  Dentre todos, o que mais acomete as cadelas são os cistos foliculares ou cisto do folículo de Graaf, ou ainda chamado (DOC)  Doença Ovariana Cística. É causado devido à permanência de estrutura folicular anovulatória por um período extenso (superior a 10 dias) na ausência do corpo lúteo, o que altera a atividade cíclica normal do ovário. A cadela acometida por esse tipo de cisto poderá apresentar comportamento sexual anormal, anestro, ninfomania, anormalidades do ciclo estral e infertilidade.

Diagnóstico
         O diagnóstico de cistos ovarianos produtores de progesterona se baseia na persistência de elevadas concentrações de progesterona plasmática (maior que 2,0ng/mL) por mais de 10 semanas e na observação ultrassonográfica de estruturas císticas nos ovários. No caso dos produtores de estrógeno, a citologia vaginal, dosagem de estrógeno e ultrassonografia abdominal são indicadas para confirmar a influência estrogênica e a presença de cisto. A avaliação histopatológica é fundamental para o diagnóstico definitivo e é sempre indicada.

Sugestão de tratamento
         Em cadelas de alto valor reprodutivo, uma alternativa de tratamento no caso de cistos foliculares é a administração repetida de GnRH e hCG para indução da ovulação e luteinização dos folículos. E no caso de acometimento unilateral, a ovariectomia unilateral pode ser indicada. No entanto, ambos os tratamentos são utilizados apenas em cadelas que possuem o útero livre de hiperplasia endometrial cística. Considerando que o sucesso na indução da ovulação com GnRH ou hCG não é garantido e que a cadela acometida por essa patologia tem maiores tendências a desenvolver o complexo hiperplasia endometrial cística. O tratamento de eleição dentre os médicos veterinários é a ovariosalpingohisterectomia (castração).

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