Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dr. Wellington Paes
Ginecologia & Obstetra
CRM 52 01578-4
Revista Saúde Perss
Dra. Fernanda Guimarães de Almeida Fróes
Nutróloga e Medicina Estética
CRM 52 84898-0
Especializada em nutrologia pela ABRAN
emagrecentrocampos1@hotmail.com
LEITE MATERNO
O leite materno é muito mais que um superalimento. Trata-se do leite mais complexo de todos os mamíferos, de acordo com um estudo, publicado na conceituada revista “Trends in Biochemical Sciences”, em abril de 2016. Muitas vezes subestimado, este alimento dispõe de muitas outras atribuições, além de alimentar o recém-nascido, é claro.

Possui mais de 200 tipos de moléculas de açúcares – média bem acima do outros mamíferos, como o leite da vaca. Parte dessas moléculas de açúcar terá a finalidade de formar a flora intestinal, necessária para o bebê se desenvolver. Quando nascemos, não possuímos estas bactérias no trato intestinal, mas após os primeiros dias de ingerido o leite materno, os bebês já têm milhões delas, passando a ter bilhões, após a primeira semana, protegendo os recém-nascidos de infecções. Segundo Thierry Hennet, do Instituto de Fisiologia da Universidade de Zurique, e um dos autores do estudo, os recém-nascidos não conseguirão fazer a digestão dos açúcares, a princípio, servido o leite materno para cultivar as bactérias essenciais para eles.

O complexo leite materno humano ainda é um grande desafio para os cientistas, que tem sua composição modificada durante a lactação. Inicialmente terá grande importância na construção do sistema imunológico, sendo rico em anticorpos que retardam o crescimento de bactérias nocivas, e ajuda no desenvolvimento dos glóbulos brancos (células protegem o organismo). Após o primeiro mês, este leite se transforma radicalmente, de modo que os níveis de anticorpos diminuem em mais de 90%, e também, a diversidade dos açúcares, restringindo as espécies bacterianas. Passa a aumentar o número de nutrientes e gorduras e outros nutrientes que serão a base para crescimento e ao aumento de peso da criança.

O leite materno terá papel fundamental para redução da mortalidade infantil e risco de um recém-nascido ter infecções intestinais e outras infecções, como as respiratórias. A amamentação pode também melhorar o desenvolvimento cognitivo e diminuir o risco de obesidade em adultos. Estima-se que o aumento da amamentação poderia evitar, anualmente, a morte de 820.000 crianças com menos de cinco anos em todo o mundo. O Ministério da Saúde do Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) recomendam que, a amamentação vá até os 2 anos ou mais, e até o sexto mês de vida, as crianças sejam alimentadas exclusivamente, com o leite da mãe, não sendo sequer necessário dar água.


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