Revista Saúde Perss
CAPA
Rad-Med
Revista Saúde Perss
ENTREVISTA
Dr. Carlos Mário Mello de Souza
Radiologia
CRM 52 32139-2
Revista Saúde Perss
Dr. Márcio Muniz Duarte
Médico Veterinário
CRMV/RJ 6711
Graduado em medicina veterinária pela UENF
marciomsdd@hotmail.com
PARVOVIROSE - ENTERITE VIRAL
        Com certeza, você já se deparou com alguém comentando sobre a "parvo", uma doença famosa que pode acometer nossos cães, causando diarreia com sangue, entre outros sintomas. A parvovirose é uma doença grave, causada por um vírus e que pode levar o animal a óbito. Acomete em sua maioria cães filhotes (até um ano de idade) por serem mais frágeis que um adulto e pode ser agravada na presença de vermes intestinais. O animal vai apresentar diarreia que, normalmente, é acompanhada de sangue, vômito, falta de apetite, prostração, febre e perda de peso. È uma doença contagiosa, que vive no ambiente por muito tempo, resistente à limpeza com desinfetantes comuns, passando facilmente de um cão para o outro, podendo ser inalada ou ingerida por outros animais. O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais como Elisa, detecção do vírus nas fezes, além de avaliação correta do quadro clínico do animal. Não há um tratamento específico para a doença por se tratar de um vírus, é feito o tratamento sintomático e o mais importante é levar seu pet a um veterinário assim que iniciar os sintomas. A prevenção é feita evitando contato com animais doentes, não colocá-los em ambiente contaminado por um período médio de 6 meses e vacinação de maneira correta. A vacinação é a principal forma para evitar a doença, podendo nos filhotes a partir de 50 dias de vida e posterior reforço anual. Alguns cães como o Rottweiler é necessário fazer uma dose extra-vacinal, visto que essa raça tem predisposição a pegar a doença.

Transmissão

        Animais que não receberam a imunização do vírus, enquanto filhote, correm o risco de serem contaminados em um simples contato com um animal infectado. Por isso, não se aconselha filhotes a passear na rua e frequentarem petshops enquanto não for encerrado o controle vacinal indicado pelo seu médico veterinário de confiança. As fezes dos animais contaminados são o foco principal de transmissão do vírus. Outra forma de transmissão são os objetos usados por cães contaminados, portanto é importante lembrar que qualquer item que tiver sido de um animal infectado (como brinquedos, bebedouros, mordedores, roupas e acessórios) não deve ser usado por outros cães. O vírus é bastante resistente no ambiente, existindo estudos que mostram a presença em locais em até 2 anos após a morte do animal infectado.

Sintomas

         A diarreia com fezes líquidas, sangue e um odor fétido característico (tido como um dos mais clássicos sinais da doença), o vômito, a febre alta e a gastroenterite (inflamação das mucosas do estômago e do intestino) também fazem parte do conjunto de sintomas, deixando o animal bastante debilitado. A febre pode chegar a 41°C, causando desidratação, perda de apetite e apatia profunda. A doença é fatal em 80% dos casos, podendo aparecer de maneira tão rápida e agressiva que é capaz de levar o animal à óbito em questão de horas.

Tratamento

         Será indicado de acordo com o estágio da doença e os principais sintomas apresentados pelo animal. Como se trata de uma doença viral, não temos um remédio que irá agir diretamente no agente da doença. Por isso, o tratamento é estipulado com suporte e medicamentos de acordo com o sintoma apresentado pelo cão. A reposição de fluidos é a primeira medida adotada, seguido da administração de antibióticos e antieméticos. Os casos de internação e o período de tratamento mais intenso dura de 5 a 10 dias em média. No entanto, a eficiência do tratamento e a recuperação do animal vão depender do seu estado imunológico e do nível de evolução em que a doença estava quando começou a ser tratada. Sendo extremamente alto o risco de vida do cão que é acometido por este problema, vale lembrar, mais uma vez, que a vacinação é a única maneira concreta de prevenir a doença nos animais.

Forma miocárdica da parvovirose

         A forma miocárdica é menos comum e atinge filhotes mais jovens. Isso ocorre exatamente pela preferência do vírus por tecidos com desenvolvimento acelerado. Cães com menos de 5 semanas de vida apresentam um forte desenvolvimento cardíaco, enquanto seu intestino se desenvolve de maneira bem mais lenta. Esse quadro é invertido após as cinco semanas, e por isso, ouvimos tanto sobre a parvovirose na forma entérica. Essa forma de doença costuma matar de maneira súbita, muitas vezes sem que o cão apresente qualquer sintoma clínico ou apresentando apenas um breve sofrimento que em poucos minutos leva ao óbito. Cães na idade adulta que tiveram a forma entérica da parvovirose podem ser infectados de novo e apresentar a forma miocárdica, geralmente, agravando uma lesão antiga da infecção inicial. O diagnóstico da miocardite causada pelo parvovírus geralmente só é feita após a morte do cão, através da necropsia.

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