Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Jodinéa Melo Maurício Cesário
Pediatra e Médica do Trabalho
CRM 52 7572-76
Revista Saúde Perss
Dra. Fernanda Guimarães de Almeida Fróes
Nutróloga e Medicina Estética
CRM 52 84898-0
Especializada em nutrologia pela ABRAN
emagrecentrocampos1@hotmail.com
VITAMINA D E O RISCO DE CÂNCER
Um novo estudo realizado na Universidade da Califórnia, San Diego School of Medicine, nos Estados Unidos, aponta que manter níveis elevados de vitamina D estão associados a uma diminuição do risco de câncer. Mais do que simplesmente associar, os pesquisadores procuraram identificar o nível de 25-hidroxivitamina D3 (vitamina D) necessária no sangue, para reduzir efetivamente o risco de câncer. Para chegar a esta conclusão, dados de duas pesquisas foram combinados, além de análises de dados de mais de 1.300 mulheres.

Já em 1980, Garland, PhD, associou a deficiência de vitamina D ao desenvolvimento de certos tipos de cânceres. Neste estudo, foi concluído que as pessoas que moram em latitudes mais altas, e permanecem por menos tempo sob a luz solar, possuem mais chances de apresentar deficiências de vitamina D. Este mesmo grupo analisado também apresentou taxas mais altas de câncer de cólon, mama, pulmão e bexiga. Eles então combinaram os dois estudos e obtiveram um tamanho de amostra maior, bem como uma gama maior de níveis de soro sanguíneo de 25-hidroxivitamina D3. Foi descoberto que a incidência de câncer diminuiu com um marcador maior 25 (OH) D. Isto quer dizer que mulheres com concentrações de 25-OH vitamina D3 de 40 ng / ml ou mais tiveram um risco 67% menor de câncer do que as mulheres com níveis de 20 ng / ml ou menos. Este estudo simplesmente esclarece que o risco reduzido de câncer se torna mensurável em 40 ng / ml, com benefícios adicionais se os níveis estiverem mais elevados. Aumentar as concentrações de 25- OH vitamina D3 para um mínimo de 40 ng / ml na população em geral, provavelmente reduziria significativamente as taxas de câncer e, consequentemente, as taxas de mortalidade. A intenção é mostrar que investir na prevenção, ao invés de investir em diagnóstico precoce, e/ou no tratamento, é primordial para diminuir mundialmente a ocorrência de câncer. A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, e é armazenada no organismo durante muito tempo. A principal fonte de produção da vitamina D se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese desta substância. Alguns alimentos, como: salmão, atum, sardinha e ovo, também são fontes da vitamina. Consumir alimentos ricos em vitamina D traz diversos benefícios para a saúde. No entanto, é o sol o responsável por 80 a 90% de toda a vitamina D que o corpo recebe. Consulte seu médico, e solicite que inclua em seus exames de rotina a dosagem de sua vitamina D em seu organismo.

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