Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dra. Jodinéa Melo Maurício Cesário
Pediatra e Médica do Trabalho
CRM 52 7572-76
Revista Saúde Perss
Dra. Rejane do Rosário Teixeira de Azevedo
Farmacêutica
CRF 13824
ENTREVISTA - Dra. Rejane do Rosário Teixeira de Azevedo
SP - Dra. Rejane, pode nos falar um pouco de sua vida pessoal: é casada, tem filhos?
RTA - Sou casada há três anos com o Aluízio, com planos futuros para termos uns dois filhos. Nós trabalhamos juntos, na Nova Terapeutika e eu tinha algum receio de termos conflitos por essa proximidade na vida pessoal e profissional, mas felizmente nós lidamos bem com isso, ficamos em lojas separadas e quase não discutimos questões da empresa quando estamos fora do nosso ambiente de trabalho.

SP - Quais são os seus hobbies? Lazer? Esporte?
RTA - Gosto muito de viajar, frequento a academia por uma questão de saúde e no meu tempo livre frequento à igreja, tenho como prioridade buscar ao Senhor.

SP - Qual ou quais são suas características pessoais mais marcantes?
RTA - Sou muito calma, tranquila e esse equilíbrio me ajuda na vida pessoal e na profissional. Sou bastante exigente na vida pessoal, me cobro muito.

SP - A sra. é natural de Campos? Conte um pouco da sua trajetória profissional?
RTA - Sou de Campos, inclusive conheci o meu marido trabalhando com ele. Me formei como farmacêutica em 2009 e tive a oportunidade de trabalhar na manipulação da Terapeutika, onde o conheci e começamos o namoro.
           Como não havia o curso de farmácia em Campos e eu tinha dificuldade financeira para estudar em outra cidade, prestei vestibular para o curso de Agronomia na Uenf e o concluí em 2005. No último ano, conciliei os dois cursos, uma vez que o de Farmácia havia chegado em Campos. Consegui eliminar algumas matérias, o que facilitou para cursar paralelamente. Após a conclusão de Farmácia em 2009, fui trabalhar em Macaé e logo após fiquei por dois anos na manipulação em Campos. Uma vez por mês ia a Belo Horizonte cursar pós-graduação em Alopatia Magistral. Depois resolvi ficar por dois anos como representante de um laboratório multinacional e cursei uma nova pós-graduação em homeopatia no Instituto Hanemaneano, no Rio de Janeiro. No Instituto há uma farmácia-escola e esse padrão foi referência e me trouxe uma bagagem importante para enfrentar a oportunidade de gerir a Nova Terapeutika e já estamos há quatro anos com manipulação de alopatia e homeopatia.

SP - Explique para os leitores as diferenças entre homeopatia e alopatia.
RTA - A homeopatia é definida como um sistema de intervenção médica que é distinta da convencional, é um método que o semelhante cura o semelhante, não trata somente o sintoma, vai trabalhar no que você tem e possibilitar uma cura definitiva. A cura acontece de um modo rápido, suave e duradouro, prevalecendo a Lei do Semelhante, que funciona da seguinte forma: os sintomas de uma moléstia natural são curados pelo agente terapêutico ou medicamento que produz no corpo, são sintomas artificiais semelhantes. Exemplo: veneno de serpente (hemorragia generalizada) crotalleis horridus (feito com veneno da serpente), usado para febre amarela, sarampo, gripe que apresente hemorragia generalizada.
            Entende o homem como uma unidade irrepartível e indesdobrável. Acolhe os dados de laboratório como uma informação que vai agregar ao conjunto de observações do paciente.
            A alopatia busca conhecer o caminho para a supressão dos sintomas, sendo cada sintoma uma doença e trata a doença como um fenômeno independente de seu portador. Além disso, compartimenta o corpo humano, como por exemplo, gastroenterologia, cardiologia, urologia etc. Sua terapêutica é substancialmente química e descansa integralmente na análise laboratorial.

SP - As pessoas procuram muito pela homeopatia?
RTA - Acredito que atualmente a homeopatia está crescendo, acompanhando a tendência das pessoas na busca pelo natural, assim como buscam produtos orgânicos.

SP - Como acontece o processo na manipulação dos medicamentos?
RTA - Quando a receita chega até nós o primeiro passo é o orçamento porque a manipulação é feita exclusivamente para aquele paciente, na dose adequada e pode ser administrada em variadas possibilidades como líquido, cápsulas, chocolate, jujuba.
            O segundo passo é uma nova conferência da receita para verificar validade, quantidade, nome do paciente, dentre outros itens. Uma vez aprovado o orçamento pelo cliente, vai para mais uma conferência no setor de Inclusão, é encaminhado ao farmacêutico, que confere novamente e segue para o laboratório, onde é checada uma última vez para verificar ficha de pesagem e comparação. Na sequência há a homogeinização e trituração, a encapsulação, o controle de qualidade, a rotulação, a expedição e por fim a entrega ao paciente. Na expedição e no atendimento de entrega a receita e o produto passam por uma última conferência. Há outros processos que envolvem a manipulação de medicamentos como na chegada da matéria prima. Esta permanece em quarentena, em temperatura e umidade controladas e após este período segue para o laboratório para um novo controle de qualidade.

SP - Há então muito rigor na questão da limpeza, temperatura e clima adequados no laboratório?
RTA - Sim, em todo o ambiente de manipulação há um controle de temperatura, umidade, atendendo às exigências da farmacopeia e da RDC 67 (Resolução da Anvisa: dispõe sobre boas práticas de manipulação em farmácias). Há também um controle em toda a farmácia como: dedetização, produtos que estão prestes a vencer ou que não foram retirados pelo cliente são recolhidos por uma empresa especializada para incineração.

SP - A Sra. citou a preocupação com a matéria prima, como são escolhidos os fornecedores, que me parecem fundamentais neste processo?
RTA - Há uma qualificação dos fornecedores, primeiro um levantamento das empresas no mercado, verificação dos seus registros na Anvisa e outros órgãos competentes, avaliamos os laudos, se estão adequados à farmacopeia e conferimos a integridade da empresa. Há um POP (Procedimento Operacional Padrão) que seguimos em vários processos da empresa, da qualificação dos fornecedores, a manuais de higienização até a entrega do medicamento ao cliente.

SP - Por que um cliente deve optar pela manipulação de medicamentos?
RTA - A manipulação, como falei anteriormente, trabalha com homeopatia e também alopatia. Em determinados casos os manipulados têm uma relação custo benefício interessante para o paciente, uma vez que o medicamento é adequado às necessidades de gramatura, quantidade, prazo de validade.
            Tal preocupação com a qualidade dos processos e investimentos na área levam à Nova Terapeutika a abrir as portas de seu laboratório e convidar as pessoas a visitarem suas instalações.

SP - Quais são seus futuros projetos?
RTA - Os futuros projetos incluem abrir novas lojas e trabalhar num futuro bem próximo com fitoterápicos, criar uma marca de fitoterápicos e cosmética Nova Terapeutika.

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