Revista Saúde Perss
CAPA
Clínica
Emagrecentro
Revista Saúde Perss
ENTREVISTA
Dra. Fernanda Guimarães
de Almeida Fróes
Nutrologia & Medicina Estética
CRM 52 84898-0
Revista Saúde Perss
Dr. Héssio Alonso Fróes Neto
CRM 52 84895-6
Médico Especialista em Nutrologia
CARBOIDRATOS X GORDURA
Atualmente, é possível dizer que a medicina é uma em constante evolução. Constantemente, surgem novas pesquisas que desmistificam e sobrepõem estudos anteriores.

Umas das revistas científicas mais influentes do mundo, A Lancet, publicou, em agosto de 2017, a pesquisa PURE (Prospective Urban Rural Epidemiology), conduzido pela Universidade de Hamilton, no Canadá. Neste estudo foi associado à elevada ingestão de "carboidratos" a um maior risco de mortalidade total. Ao contrário do que se pensava, dietas com consumo de gorduras, incluindo a temida gordura saturada, na proporção de 35% das calorias diárias, está associado à maior longevidade.
 
Uma das conclusões mostra que o consumo de hidratos de carbono (carboidratos), em mais de 60% do total de energia consumida, pode aumentar a mortalidade. No caso das gorduras, o maior consumo não foi correlacionado a uma maior mortalidade ou maior risco de doenças cardiovasculares. De acordo com uma das autoras da pesquisa, Mahshid Dehghan, uma diminuição de ingestão de gordura levou a um aumento do consumo de carboidratos. Segundo, Dehghan, desde 1980, as normas internacionais orientavam a redução para menos de 30% de ingestão diária de gordura total, afim de reduzir problemas cardiovasculares Entretanto, não considerava-se uma forma eficaz de substituir as gorduras na dieta.
 
No recente estudo, analisaram a alimentação de 135.000 pessoas nos cinco continentes. Em média, a dieta dos participantes era composta por 61% de carboidratos, 23% de gordura e 15% de proteína. Os resultados das pesquisas revelaram, para os cientistas, que o consumo diário de gorduras acima de 30% pode reduzir o risco de morte por doença cardiovascular e risco de morte prematura em até 23%. Até mesmo a gordura saturada, em alto consumo, pode diminuiu esses riscos em 13%. Por outro lado, uma ingestão elevada de carboidratos (mais de 60% das calorias diárias) aumenta estes riscos em 30%, quando comparadas com indivíduos que fizeram dietas com baixo consumo de carboidratos.
 
Os pesquisadores acreditam que o excesso de carboidrato é prejudicial, pois ele é facilmente armazenado no corpo como glicose. Isto implica em um aumento acelerado dos níveis de glicose no sangue, que por sua vez, contribui para o desenvolvimento de doenças crônicas como: diabetes e obesidade. Estes dois males são fatores de risco para surgimento de doenças cardiovasculares.
 
Como poderíamos reduzir, de forma eficiente, os casos de problemas cardiovasculares? No caso de adultos jovens, seria possível evitar 42% dos infartos do miocárdio, prevenindo a resistência à insulina. Dos fatores contribuem para a ocorrência da doença, o mais determinante é a hipertensão sistólica, cuja prevenção reduziria os infartos em 36%. Além da hipertensão, a prevenção de outros fatores pode reduzir a doença da seguinte forma: colesterol HDL (31%); IMC (21%); colesterol LDL (16%); triglicerídeos (10%); glicemia de jejum e tabagismo (ambos 9%); e história familiar (4%).
 
Comprovadamente, a melhor forma de reduzir doenças cardiovasculares é com a prevenção e tratamento de fatores como: a obesidade, resistência à insulina, glicemia de jejum, hipertensão, e também, com redução o IMC e dos triglicerídeos, e aumento do HDL.

Almoço:salmão grelhado com salada.
Jantar: salada italiana, ricota com agrião, tomate cereja, filé de peru grelhado e arroz integral.
 


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