Revista Saúde Perss
CAPA
Clínica
Emagrecentro
Revista Saúde Perss
ENTREVISTA
Dra. Fernanda Guimarães
de Almeida Fróes
Nutrologia & Medicina Estética
CRM 52 84898-0
Revista Saúde Perss
Dra. Karla Glaysia A. Lourenço
Gastroenterologista
CRM 52 70295-1
Doutorado em gastroenterologia pela USP
karlaglaysia@gmail.com
HALITOSE
         A halitose ou mau hálito é uma condição anormal do hálito que se altera de forma desagradável. A palavra halitose se origina do latim; “halitus” significa ar expirado e “osis” doença ou condição anormal. É, portanto, o odor expirado pelos pulmões, boca e narinas. No Brasil, pesquisas realizadas revelam que aproximadamente 30% da população sofre com este problema, cerca de 50 milhões de pessoas. A halitose não é uma doença, mas pode denunciar a ocorrência de alguma patologia ou problema de saúde. Entretanto, pode também sinalizar alguma alteração fisiológica. Sendo assim, é um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio, devendo ser identificado através de um correto diagnóstico e tratado adequadamente quando o problema torna-se crônico.
 
Quais são as causas?
 
         Existem aproximadamente 90 causas distintas e, por este motivo, o mau hálito tem característica multifatorial, ainda que cerca de 80 a 90% dos casos, sua origem se dá na cavidade bucal, acompanhada ou não de alterações sistêmicas. 
 
         Pode ser de origem fisiológica (hálito da manhã, jejum prolongado, dietas descontroladas ou hábitos ou alimentação inadequada), devido a razões locais, como: má higiene bucal, placas bacterianas retidas na língua (saburra lingual) ou amígdalas (cáseos amigdalianos), baixa produção de saliva (hipossalivação), doenças da gengiva, problemas em vias aéreas (adenóides, rinites, sinusites...), estresse ou mesmo por razões sistêmicas, dentre elas: diabetes, problemas renais ou hepáticos, prisão de ventre acentuada e outros. 
 
         O uso excessivo de medicações, fatores como: o fumo, drogas, uso de bebidas alcoólicas e a utilização de soluções para bochecho com álcool na composição, também são fatores que podem comprometer o hálito.
 
Por que temos dificuldades em sentir nosso hálito?
 
         Devido a fadiga olfatória, as células do nariz se acostumam com o cheiro, e assim, passamos a não perceber o nosso próprio hálito alterado.
 
Como uma pessoa pode saber se tem mau hálito?
 
         A melhor forma é perguntar a alguém de seu convívio social ou familiar se o seu hálito está alterado ou costuma ser forte.
 
Existem exames diagnósticos?
 
         Sim. Exame clínico, sialometria, que consiste na quantificação e avaliação da saliva e aparelhos, como o "halimeter", que mede a quantidade de compostos sulfurados voláteis, que são os principais responsáveis pelo mau hálito. O "halimeter" complementa o diagnóstico, mas serve principalmente, para confirmar a eficácia do tratamento realizado e devolver a segurança para os pacientes em tratamento.
 
Quais são as consequências desse problema?
 
         Na maioria das vezes, a simples presença de mau hálito pode provocar sérios prejuízos pessoais, emocionais e até profissionais. Além disso, o portador pode desenvolver verdadeiras neuroses, traumas sérios, gerando inclusive afastamento das pessoas próximas a ele. Os problemas sócioemocionais mais comumente relatados são: insegurança ao se aproximar das pessoas ou ao falar, depressão, dificuldade em estabelecer relações amorosas e afetivas (entre o casal, entre pais e filhos, entre amigos e familiares em geral, etc), resistência ao sorriso, ansiedade, baixo desempenho profissional e/ou estudantil, queda da autoestima e auto-confiança, além de outros fatores comprometedores. Entretanto, não há apenas a “saúde psicológica” do paciente que fica comprometida. No caso da halitose crônica, causada por fatores patológicos, por exemplo, há um real comprometimento da saúde física do paciente, com a existência de falhas ou alterações em determinado órgão ou sistema do portador. Isso mostra a importância em se identificar as causas da halitose e tratá-las adequadamente.
 
A halitose tem solução?
 
         Sim! O certo é procurar um profissional capacitado para diagnosticar e tratar a halitose.

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