Revista Saúde Perss
CAPA
Clínica
Emagrecentro
Revista Saúde Perss
ENTREVISTA
Dra. Fernanda Guimarães
de Almeida Fróes
Nutrologia & Medicina Estética
CRM 52 84898-0
Revista Saúde Perss
Dr. Felipe Montes Pena
Cardiologista
CRM 52.81912-3
Especialista em Cardiologia pela Universidade Federal Fluminense
fellipena@yahoo.com.br
DOENÇA CORONARIANA: CONCEITOS BÁSICOS
          A doença coronariana é o resultado da formação de placas de aterosclerose, que são placas de tecido fibroso e colesterol, que crescem e acumulam-se na parede dos vasos e dificultam a passagem do sangue. O crescimento desta lesão pode ser acelerado por: fumo, pressão alta, colesterol sanguíneo elevado e diabetes mellitus. Também, se manifesta tardiamente em mulheres. Uma história familiar de doença coronariana torna a pessoa mais predisposta.

          Quando a obstrução arterial ultrapassa de 50 a 70% do seu diâmetro, o fluxo sanguíneo torna-se insuficiente para nutrir a porção do coração irrigada por aquela artéria doente, especialmente, quando a necessidade de oxigênio é maior, como durante exercício físico. A irrigação inadequada de uma determinada região, levando-a ao sofrimento e expondo aquele tecido ao risco de morrer denomina-se isquemia. A isquemia, se prolongada, pode provocar a morte do tecido e este fenômeno se denomina infarto. Quando isto ocorre no coração, os termos utilizados são isquemia miocárdica e infarto do miocárdio. Ambas as situações são percebidas pelo paciente na maioria das vezes como dor no peito. Coração dói, sim, ao contrário do que imagina a população. Mas dói quando sente falta de irrigação sanguínea, ou seja, quando fica isquêmico. A dor percebida durante um esforço físico e que desaparece com a interrupção deste esforço é denominada “angina de peito”. Infelizmente, cerca de 25% dos pacientes podem ter isquemia miocárdica sem experimentarem qualquer dor. Esta situação denomina-se isquemia silenciosa e é bastante frequente em diabéticos.
 
Métodos diagnósticos
 
- Eletrocardiograma comum ou em repouso: é um registro da atividade elétrica do coração. No entanto, o paciente pode ter obstruções coronarianas e exibir um eletrocardiograma normal, pois em repouso, a obstrução ou obstruções existentes permitem a passagem de sangue suficiente para irrigar aquele músculo que não está sendo exigido por um esforço maior.
 
- Teste de esforço ou ergometria: é uma forma de compensar esta deficiência do eletrocardiograma em repouso. Em sua forma mais simples, o paciente exercita-se numa esteira ou bicicleta ergométrica, enquanto o eletrocardiograma, o pulso e a pressão arterial são registrados, de modo a sobrecarregar o coração e tentar evidenciar alguma isquemia. Este exame, quando aplicado em indivíduos com alguma probabilidade de apresentar a doença, consegue diagnosticá-la em 60 a 70% dos casos.
 
Formas mais sofisticadas são:
 
- A cintilografia miocárdica ou o ecocardiograma sob estresse, estes métodos são mais apurados do que o teste ergométrico comum para diagnosticar a doença, mas, são também mais caros e devem ser utilizados em casos selecionados.
 
- Cateterismo cardíaco com cinecoronariografia: no caso do cateterismo cardíaco, o tubo, chamado de “cateter” é introduzido através do braço ou virilha sob anestesia local e avançado até o coração e artérias coronárias, onde são feitas injeções de contraste radiológico. Assim, é possível visualizar, as artérias e localizar com precisão a forma, a extensão e a gravidade das obstruções encontradas. Embora seja o método ideal para diagnosticar a existência da doença, sua indicação obedece a critérios muito específicos, pois é dispendioso, invasivo e envolve radiação.
 
Tratamento medicamentoso da doença coronariana
 
         São três os objetivos primordiais do tratamento medicamentoso: Diminuir o trabalho cardíaco adaptando, assim, o consumo de oxigênio à oferta limitada; melhorar a oferta de oxigênio e diminuir a coagulabilidade do sangue.
 
         Exercícios físicos aeróbicos individualizados e redução enérgica e determinada do colesterol, por dieta e/ou medicamentos são parte essencial da terapia clínica. De acordo com Tardif et al. (2005) no estudo Initiative foi observado que a Ivabradina é uma boa alternativa ao tratamento antianginoso em virtude de suas alterações na frequência cardíaca sem alterações hemodinâmicas importantes. Outra droga importante é trimetazidima, que, por apresentar eficácia anti-isquêmica exclusivamente por ação metabólica, demonstrou ser altamente eficaz e segura tanto em monoterapia como em associação a outras drogas.
 
Tratamento percutâneo e cirúrgico
 
         A solução consiste essencialmente em aumentar o fluxo de sangue para o coração, seja “abrindo passagem” através de angioplastia transluminal percutânea (dilatação das lesões com balão); mantendo a passagem aberta após uma angioplastia através de dispositivos metálicos inseridos através do cateter (colocação de “stent”); ou criando condutos alternativos para que o sangue desvie-se da lesão, ultrapasse-a e reencontre seu leito normal mais adiante (cirurgia de revascularização miocárdica, ou “bypass” ou ponte de safena ou de mamárias).

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