Revista Saúde Perss
CAPA
Clínica
Emagrecentro
Revista Saúde Perss
ENTREVISTA
Dra. Fernanda Guimarães
de Almeida Fróes
Nutrologia & Medicina Estética
CRM 52 84898-0
Revista Saúde Perss
Dr. Francis Roque Khouri
Urologista
CRM 52 49354-1
Formado pela FMUF de Juiz de Fora-MG
fr-khouri@bol.com.br
DISTÚRBIO ANDROGÊNICO ASSOCIADO AO ENVELHECIMENTO MASCULINO
O declínio da função gonadal é parte do processo normal de envelhecimento masculino. Estima-se que os níveis de testosterona em homens com mais de 40 anos diminuem 1% ao ano. Isso é inevitável, e todos têm uma preocupação a mais. Atualmente, com o avanço da medicina, podemos, no máximo, retardar este processo de envelhecimento e prevenir algumas de suas consequências. Desta forma, a população de idosos masculino cresce, e com isto, também aumenta os problemas de sua saúde física que surgem natural e progressivamente ao longo da vida.

Dentre esses problemas, está o chamado DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), que é caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas que se iniciam a partir dos 45 anos, causados pela redução lenta e progressiva da testosterona no sangue.
 
A testosterona é o hormônio masculino responsável pelo surgimento dos caracteres sexuais secundário dos homens (barba, pelos corporais, crescimento corporal, ganho de massa muscular, timbre de voz, etc.), que acontece no início da adolescência.
 
Este hormônio tem influência também sobre outros órgãos e tecidos como: no sangue, estimulando a formação das hemácias (células vermelhas) na medula óssea; nos músculos, estimulando a multiplicação das células musculares; no cérebro, estimulando o seu funcionamento normal e facilitando a ação dos neurotransmissores; nos vasos sanguíneos, reduzindo a formação dos depósitos de gordura nas artérias; no pâncreas, facilitando a ação da insulina nos tecidos; e finalmente, nos ossos, estimulando a formação de tecidos ósseos normal.
 
Além disso, a testosterona age sobre a gordura abdominal, induzindo a queima da gordura e reduzindo seu acúmulo, evitando doenças como: a diabetes, a hipertensão arterial, a dislipidemia (excesso de gordura no sangue) e a obesidade.
 
Os sintomas de DAEM podem ser categorizados como: sexuais: perda de libido, disfunção sexual, ereções matinais menos frequentes e de menor qualidade e os não sexuais: obesidade abdominal, perda da força e do tônus muscular, perda de pelos corporais, diminuição da capacidade de concentração, anemia, pensamentos depressivos, osteopenia, síndrome metabólica, fadiga, redução da sensação de vitalidade ou de bem-estar.
 
Atualmente, esta síndrome DAEM, pode ser diagnosticada por exames clínicos e laboratoriais (limite inferior da normalidade: testosterona total de 232 a 346 ng/dl).
 
O tratamento consiste na reposição hormonal exógena (TRH), podendo então, a testosterona ser utilizado de várias formas como: oral, transdérmica (gel), subcutânea ou intramuscular. A aplicação intramuscular do hormônio masculino de longa ação – undecilato de testosterona  (uso em intervalo de 6 a 12 semanas). A avaliação dos pacientes, após o inicio da TRH, deve ser feito trimestralmente; e já se sabe, que esta reposição hormonal não aumenta o risco de doenças cardio vasculares, e sim, que o nível baixo de testosterona constituem fator de risco para morbidade e mortalidade cardiovascular em geral. Este tratamento de reposição hormonal injetável deve ser indicado por seu urologista, após avaliação clínica e laboratorial criteriosa. Este cuidado se deve aos efeitos colaterais deste tratamento quando feito de forma indevida e sem o acompanhamento médico, podendo apresentar, um aumento significativo de peso, câimbras musculares, nervosismo, depressão, apneia do sono, alterações naespermatogenes, redução do tamanho testicular quando em altas doses. Este tratamento é contraindicado em casos de câncer de próstata, câncer de mama masculino, hipercalcemia associada a tumores malígnos e tumores hepáticos.
 
O importante então, é que o paciente com sintomas de hipogonadismo procure o seu urologista e converse com ele sobre a possibilidade e a necessidade de utilizar ou não este tipo de tratamento, de fazer ou não, o uso de hormônios que será avaliado de acordo com a necessidade individual de cada um, baseado em seus exames clínicos e laboratoriais.

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