Revista Saúde Perss
CAPA
Clínica
Emagrecentro
Revista Saúde Perss
ENTREVISTA
Dra. Fernanda Guimarães
de Almeida Fróes
Nutrologia & Medicina Estética
CRM 52 84898-0
Revista Saúde Perss
Dr. Walid Ibrahim Khenaifes
Urologista
CRM 52 24727-6
Formado pela FMC
walidkhenaifes@hotmail.com
DISFUNÇÃO ERÉTIL EM IDOSOS
        A disfunção erétil (DE) é uma das doenças mais comuns em homens e sua prevalência aumenta com a idade. Além disso, pessoas idosas apresentam outras comorbidades cujos tratamentos, também podem ter impacto na função sexual. Então, a associação de medicamentos para tratar a disfunção erétil tem interações potenciais com os demais medicamentos que podem interferir na eficácia e segurança global do paciente e deve ser analisada com cuidado.

        Provavelmente, a disfunção erétil ocorre mais em homens idosos, porque se associa aos mesmos fatores de risco das doenças cardiovasculares: hipertensão arterial, diabetes melitus, hiperlipidemia, tabagismo e obesidade. Há evidências de que o tratamento dessas condições previne a DE por melhorar o endotélio vascular sistematicamente. Há dados que correlacionam as lesões do endotélio a DE e os mesmos fatores de risco para disfunção endotelial estão presentes nos pacientes com DE. Por isso, acredita-se que DE possa ser uma manifestação inicial de disfunção endotelial em homens com ou sem doença cardiovascular e homens com DE podem ser considerados potenciais portadores de risco para doenças cardiovasculares.

         Há ainda alterações do pênis que ocorrem naturalmente com a idade. Por exemplo, há uma evidente alteração arteriosclerótica que aumenta com a idade no leito arterial do pênis. A própria disfunção endotelial compromete a vasodilatação, pois a produção de óxido nítrico pelas células é alterada. Outra condição observada no pênis de homens idosos é a diminuição da quantidade de músculo liso e substituição por colágeno que diminui a expansibilidade do tecido erétil, prejudicando todo o mecanismo da ereção.

         As comorbidades mais comuns em homens com DE são: diabetes, hipertensão arterial, insuficiência coronariana, AVC, lesões medulares, doença de Alzheimer, depressão, doença de Parkson e transtorno bipolar. Duas condições são grandes desafios em pacientes com DE e comorbidades: a participação da doença de base e interações medicamentosas.

         A diabetes está relacionada a DE. À medida que homens diabéticos envelhecem têm maior incidência de moderada a severa. Quem controla bem a diabetes tem menor probabilidade de apresentar a DE.

         A hipertensão arterial é outra doença associada. Alguns fármacos usados no tratamento da hipertensão arterial têm impacto na DE. Homens com pressão sistólica acima de 140 mm Hg têm mais DE que aqueles abaixo dessa marca.

         Em relação as doenças cardíacas, descobriu-se que o surgimento de DE pode anteceder um evento cardiovascular em 2 a 5 anos. Tal fato ocorre porque ambas as condições têm a mesma causa que é a disfunção endotelial. A doença coronariana também se associa a DE e o tratamento concomitante de ambas as condições é seguro desde que se evite a associação de sildenafil e seus derivados com os nitratos tipo monocordil.

         Além disso, existem outras comorbidades neurológicas tipo AVC, doença de Parkson etc...ou psicológicas tipo depressão.

         O tratamento na população idosa passa por várias etapas sempre se considerando as características dessa faixa etária.

         Cabe ao médico oferecer informações realistas sobre o que esperar do tratamento e aconselhamento do casal, se necessário, para definir objetivos.

         Mudanças no estilo de vida, mudanças de medicamentos (se possível) e utilização de sildenafil ou seus derivados são comumente empregados no tratamento.

         Além da medicação oral, das drogas vasoativas para injeção intracavernosa e das próteses penianas, o que existe de mais novo para o tratamento da disfunção erétil é um aparelho ultra moderno que emite ondas de choque, totalmente indolor, não invasivo e não necessita de anestesia, que atravessando os tecidos promove microtraumas locais. Como consequência, ocorre um aporte de proteínas nessa região que estimula a formação de novos vasos sanguíneos (neovascularização) a partir de capilares preexistentes.

         Os melhores resultados são mais evidentes onde a principal causa da  DE seja de origem vascular arterial, ou seja, com comprometimento das artérias penianas que ocorrem normalmente no diabetes, nas dislipidemias (colesterol alto etc...), arteriosclerose, na hipertensão arterial e nas doenças arteriais periféricas. Além da ação de neovascularização provocada pela angiogenese (formação de vasos sanguíneos), as ondas de choque ajudam a reparar a inervação transmissora dos estímulos que conduzem ao mecanismo da ereção.

Compartilhe

Fale Conosco

Para conhecer mais sobre a nossa revista, enviar dúvidas, sugestões ou comentários você só precisa preencher os campos do formulário abaixo.