Revista Saúde Perss
CAPA | ENTREVISTA
Dr. Rogerio Venancio
Cirurgião Plástico
CRM 5231757-4
Revista Saúde Perss
Dr. Roberto Mioto
Urologista
CRM 52 40832-8
Diplomado pela FMC
roberto.miotto@bol.com.br
RETENÇÃO URINÁRIA AGUDA
Quando um indivíduo apresenta incapacidade de urinar, apesar do intenso desejo, fatalmente o levará a procurar rapidamente uma emergência médica a fim de alívio dos sintomas dolorosos, por isso, raramente provoca danos à função renal.

Várias doenças diferentes, eventualmente, podem causar retenção urinária aguda em todas as idades e sexos, sendo mais comum nos homens devido à anatomia uretral e prostática característica. A retenção urinária pode ser de causa funcional ou obstrutiva. 

Como etiologia de causas funcionais encontra-se 
Infecção urinária;
Dor perineal;
Efeito colateral de medicações.

Como exemplo: 
Anticolinérgicos;
Antidepressivos;
Pós-operatório imediato;
E algumas doenças neurogênicas da bexiga. 

Já em casos obstrutivos temos: 
Estreitamento uretral;
Hipertrofia prostática benigna e câncer prostático;
Cálculos e tumores de bexiga;
Compressões extrínsecas uretrais;
E nos meninos associados a malformações congênitas, principalmente válvula e uretra posterior como à causa mais frequente. 

No quadro de apresentação, geralmente, encontra-se um paciente agitado, ansioso, com dor e intenso desejo miccional, muitas vezes, perdendo urina por transbordamento e bexiga palpável algumas vezes, visível no abdome inferior.  Pacientes masculinos acima de 50 anos, geralmente estão associados a problemas prostáticos e apresentam passado de dificuldade miccional crônica com aumento da frequência, diminuição do jato miccional, e eventualmente, episódios de retenção urinária anterior.

Geralmente, o diagnóstico da retenção urinária aguda é bastante óbvio, porém, o fator etiológico pode requerer exames complementares para o diagnóstico definitivo.

O principal no tratamento é o alívio dos sintomas promovendo o esvaziamento da bexiga podendo ser obtido facilmente com calor local e deambulação em pacientes pós-cirúrgicos ou com a colocação de um cateter vesical nos casos que não respondem a esta manobra. Não é recomendado esvaziar a bexiga rapidamente, o que pode acarretar sangramento da mucosa vesical nas horas subsequentes. A capacidade normal da bexiga é em torno de 500ml, porém quando o volume retirado ultrapassa 1,5 litros de urina, é provável que exista processo obstrutivo crônico com comprometimento estrutural e funcional da bexiga, muitas vezes irreversível.

Casos mais complicados onde o acesso uretral para a bexiga não está patente podem necessitar procedimentos mais complexos como: punção ou cirurgia para acesso a bexiga e instalação da drenagem adequada.

Anúria obstrutiva
   Por definição, anúria é a diminuição da eliminação de urina a níveis inferiores a 50ml / 24h. Vários quadros podem levar o paciente a cessar a produção de urina. Geralmente o quadro de anúria é classificado em: 
Pre-renal: quando ocorre diminuição da perfusão sanguínea renal como, por exemplo, no choque hemorrágico;
Renal: em casos de doenças dos rins como necrose tubular aguda;
Glomerulonefrites e Pós-renal ou obstrutiva: quando ocorre obstrução bilateral nos ureteres, na bexiga ou uretra.

O tratamento requer procedimento urgente, na tentativa de prevenção de lesão renal se não estiver ainda instalada. Inicialmente, o mais importante é diagnosticar a causa da anúria, sendo necessário muitas vezes, exames complementares complexos para iniciar a terapia adequada o mais urgente possível.

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