Revista Saúde Perss
CAPA
Clínica
Emagrecentro
Revista Saúde Perss
ENTREVISTA
Dra. Fernanda Guimarães
de Almeida Fróes
Nutrologia & Medicina Estética
CRM 52 84898-0
Revista Saúde Perss
Dr. Felipe Montes Pena
Cardiologista
CRM 52.81912-3
Especialista em Cardiologia pela Universidade Federal Fluminense
fellipena@yahoo.com.br
ARRITMIAS CARDÍACAS: CONCEITOS E O QUE DEVEMOS SABER
As arritmias cardíacas no seu conceito mais simples são alterações elétricas que provocam modificações no ritmo das batidas do coração. Elas são de vários tipos: 

Taquicardia: quando o coração bate rápido demais; 
Bradicardia: quando as batidas são muito lentas, e casos em que o coração pulsa com irregularidade (descompasso), sendo sua pior consequência a morte súbita cardíaca. São atualmente queixas extremamente comuns na população geral.

As arritmias podem ser benignas, mas também podem apresentar alta malignidade. Algumas podem causar falta de ar, dor no peito, desmaios e até morte súbita. Normalmente, as arritmias cardíacas que ocorrem em quem já apresenta problemas cardíacos, como infarto, cirurgias prévias, insuficiência cardíaca, são de maior risco aos pacientes. Isso não implica que pacientes isentos de cardiopatias complexas não tenham também algum tipo de arritmia.

Os atletas profissionais e pessoas que têm uma vida ativa e saudável também podem ser vítimas de uma arritmia cardíaca decorrente, entre outros fatores, da genética e constituição própria do coração. Muitas vezes, por ser difícil de ser diagnosticada, a doença passa despercebida, trazendo consequências graves ao portador. Como foi o caso do jogador de futebol Serginho, do São Caetano do Sul, que em 2004 sofreu uma parada cardiorrespiratória, aos 30 anos de idade. A morte súbita em atletas (jogadores de futebol, geralmente) é mais comum do que noticiado e pode sim ser prevenida.

Entre os achados clínicos, os sintomas mais comuns são: 

Palpitações ou “batedeiras”;
Desmaios e tonturas. 

Em outros casos, podem apresentar:

Confusão mental;
Fraqueza;
Pressão baixa;
E dor no peito. 

Mas, muitas vezes, as arritmias cardíacas não provocam sintomas, sendo uma doença silenciosa e, por isso, perigosa. Em casos graves, pode ocorrer parada cardíaca, que pode levar à morte súbita.

É possível detectar a arritmia no consultório pela ausculta do coração, em associação com as queixas do indivíduo, mas há necessidade da realização de alguns exames cardiológicos para confirmar as alterações no ritmo e na frequência cardíaca e buscar suas causas antes de determinar o tratamento.

Entre os recursos mais utilizados, destacam-se o eletrocardiograma, que mede atividade elétrica do coração, o ecocardiograma, um tipo de ultrassonografia que pode identificar doenças cardíacas que estejam causando a arritmia, o teste de esforço, que investiga a saúde das coronárias e o comportamento do ritmo cardíaco durante a atividade física, e o holter, um eletrocardiograma de 24 horas, feito por meio de um gravador preso à cintura da pessoa, que permite ao médico identificar os episódios arrítmicos e relacioná-los com as atividades e com os sintomas descritos pelo indivíduo naqueles momentos. Entre outros métodos mais modernos que buscam estes resultados por diferentes metodologias. Um exemplo é independente do subtipo e gravidade, um dos exames essenciais, realizado diretamente no interior do coração, permite obter informações detalhadas da atividade elétrica do órgão e localizar a origem das arritmias: trata-se do estudo eletrofisiológico. 

O tratamento varia do tratamento medicamentoso até implante de dispositivos como marcapasso ou desfibriladores implantáveis. As opções terapêuticas para o tratamento das arritmias cardíacas dependerão da condição do coração do paciente. Elas podem envolver a terapia farmacológica ou as formas intervencionistas, como a ablação por cateter e o implante de dispositivos cardíacos eletrônicos.

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